• CHARLES FERNANDES X NILO COELHO: A PROVA DE FOGO DO PREFEITO DE GUANAMBI

    A eleição para prefeito de Guanambi marcará em 2016 dois momentos distintos, porém relevantes para a política local: a consolidação da liderança do atual prefeito Charles Fernandes ou a volta de Nilo Coelho para um provável encerramento de carreira política com chave de ouro. Pela conjuntura política atual, criatura e criador estarão em lados opostos. O grupo que votou no time de Lula e Dilma em Guanambi garante que o candidato será um nome que mantenha o alinhamento político atual. Estão no páreo o Secretário de Planejamento Jairo Magalhães, preferido do atual prefeito, a deputada Ivana Bastos, o deputado Vitor Bonfim, o vereador Hugo Costa e o médico Luiz Mariano. A prova de fogo de Charles Fernandes consiste em conduzir as negociações para escolha de um nome que mantenha o grupo unido. Uma tarefa árdua para o prefeito que em nome desta unidade terá que responder a vários questionamentos. A deputada Ivana Bastos a mais votada e dona de grande popularidade apoiaria o candidato do prefeito Jairo Magalhães que não tem empolgado nas sondagens junto ao eleitorado? O mesmo questionamento se aplica à situação inversa. Ainda no campo das dificuldades de composição, há o histórico que envolve Bonfins e Bastos que não se bicam... Luiz Mariano seria o nome de consenso? Hugo Costa? Por outro lado, o ex-governador Nilo Coelho é o nome que dispensa comentários. A sua história de realizações por si só, diz tudo a seu respeito. Entretanto, uma faixa de eleitores mais jovens não conhece muito a respeito de sua trajetória política e nem se identificam com o seu perfil. Segundo dados o IBGE de 2010, 38% da população tem entre quinze e trinta anos e um vice que se aproxime desse eleitorado será fundamental para as pretensões de Nilo. Enfim, nesse xadrez político as peças já estão na mesa. As articulações de bastidores não cessam e as especulações são diversas. Será no ano que vem, uma repetição do que aconteceu em 2004, quando todos se juntaram para derrubar o “boião”? Por Bonny Silva