Para além da discussão política, a vinda de um deputado federal para o secretariado de Salvador provocaria um questionamento ao ordenamento jurídico eleitoral. O primeiro suplente da coligação é o ex-deputado Luiz Argôlo (SD), preso em decorrência da Operação Lava Jato. Caso não haja impedimento legal para a posse, Argôlo teria o processo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que deputados federais possuem foro privilegiado. Há, todavia, uma indicação de que o próprio Argôlo não teria interesse na posse – o foro privilegiado é uma faca de dois gumes, pois um julgamento no STF não cabe tantos recursos ordinários como na 1ª instância, onde o ex-parlamentar foi condenado. Neste caso, Pastor Luciano (DEM) seria beneficiado como segundo suplente e tomaria posse na Câmara Federal após duas tentativas frustradas, em 2010 e 2014. Enquanto move as peças, o prefeito ACM Neto não deixa de pensar na reeleição. Porém, na atual conjuntura, a substituição fica restrita aos que disputam o legislativo, o presidente da Limpurb, Tiago Correia, e o titular da Serin, Heber Santana. Depois dos peões do xadrez, é que a costura inclui bispos, torres e, quem sabe, até a rainha. E é nesse momento que o prefeito buscará as melhores jogadas para substituir um provável vice na disputa pelo Palácio Thomé de Souza. Seja ele Bruno Reis (PDMB), na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza, Luiz Carreira (PV), na Casa Civil, ou até mesmo Silvio Pinheiro (SD), que ainda não foi excluído oficialmente da corrida.Fonte:(Bahianoticia).

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