"Começou em 2013 a luta do movimento contra corrupção, a favor da ética. E nos últimos dois anos, com tudo que está acontecendo no país, toda a corrupção, nós estamos voltando às ruas com força. E esperamos que os politicos brasileiros, que os deputados federais, honrem com a representação do povo e votem pela saída da presidente Dilma Rousseff", disse.
Durante caminhada em protesto contra a corrupção e o governo, manifestantes cantam o Hino Nacional. PM estima que pelo menos 20 mil pessoas participam do ato correio.vc/dhl
Publicado por Jornal Correio em Domingo, 13 de março de 2016
Ele também avaliou a atuação do juiz Sérgio Moro durante o julgamento dos crimes identificados pela Operação Lava Jato. "Sérgio Moro não é nenhum messias nem um herói, ele é um cidadão que honra com a profissão. E essa coragem dele precisa se espalhar para todo o Brasil, para que todo brasileiro tenha essa coragem de lutar pelo seu país".
Ao todo, 285 policiais acompanharam a manifestação e fizerm segurança desse movimento. O grupo de manifestantes caminhou do Farol da Barra até o Cristo da Barra, de onde retornou para o Farol, onde chegou por volta das 12h30.
Durante a caminhada, o grupo também fez um aplaudaço - uma grande salva de palmas - para o juiz Sérgio Moro. Mesmo com o fim do percurso, que foi pacífico, muitos manifestantes ainda permanecem no Farol da Barra. Não há registro de incidentes durante o protesto.
Outras cidades
São Paulo concentrará a maior parte dos protestos, com pelo menos 28 municípios. Na sequência estão Paraná, com 13, e Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cada um com 9 cidades. No geral, a expectativa é que os encontros de hoje superem os registrados em 15 de março do ano passado, quando só a Avenida Paulista, em São Paulo, por exemplo, registrou em torno de 1 milhão de pessoas, segundo os organizadores.
Neste ano, os protestos ganharam adesão também de entidades empresariais e profissionais, que estão convocando associados para a manifestação. O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, disse que, dessa vez, participará dos atos contra o governo, mas não especificou onde.
Grupo a favor
Manifestações em defesa da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula também devem ocorrer hoje, apesar de apelos de grupos a favor do governo para que não saiam às ruas, dada a possibilidade de confrontos. Ontem, Dilma pediu paz nas manifestações.
“Eu faço um apelo para que não haja violência. Eu acho que todas as pessoas têm direito à rua. Agora, a violência ninguém tem direito de fazer. Ninguém. Lado nenhum”, disse a presidente. Ao menos Porto Alegre, Vitória, Recife e Fortaleza mantiveram a programação e devem ter atos pró-PT.
O Palácio do Planalto tem a expectativa de que os protestos mobilizarão público semelhante ao de agosto do ano passado, que reuniu cerca de 135 mil pessoas apenas na Avenida Paulista.

