Apesar de vizinha do Parque Olímpico, ela critica o evento e diz que não passam de “jogos de exclusão”. “Está uma loucura. Estamos fazendo mudança, porque as casas foram entregues na semana passada, ainda precisam de vistoria. Estamos recebendo imprensa e as pessoas que vão lá ver. Estamos participando de debates de resistência pela cidade. Para mim, as Olimpíadas são realmente os jogos de exclusão. Para mim, é uma grande decepção. Eu não tenho nenhum desejo de ver jogo nem de participar dessa festa. Só se for protestando, mas nem isso eu posso fazer porque posso ser presa”.
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Foto: Reprodução
Os Jogos Olímpicos Rio 2016 começam hoje (5) com a abertura oficial no Maracanã. Mas para as famílias que foram removidas de suas casas para dar lugar a equipamentos olímpicos, não há lugar para festa. Antigos moradores da Vila Autódromo - comunidade na zona oeste do Rio de Janeiro removida para a construção do Parque Olímpico - ouvidos pela Agência Brasil se dizem excluídos do evento e afirmam que se sentem humilhados. Do total de 500 famílias que vivia ao lado do antigo Autódromo de Jacarepaguá, apenas 20 permanecerão no local depois da urbanização feita pela prefeitura. Resistente da Vila Autódromo, a acupunturista Sandra Maria de Souza está fazendo mudança para a nova casa construída pela poder público municipal depois de quatro anos de luta pela manutenção da comunidade no local. As casas originais foram derrubadas e a comunidade foi transformada em uma rua urbanizada. “A especulação imobiliária com certeza vai continuar perseguindo a Vila Autódromo, então vamos continuar numa resistência permanente”, diz.
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