"Eu trabalhava preparando as fazendas, mas os patrões que ganhavam o dinheiro. Quando as terras começavam a dar retorno, eu entregava o sítio", diz, sobre seu trabalho nas plantações de café.
Entre machado, lavoura, cigarros e uma dose diária matinal de aguardente, Armindo trabalhou até os 74 anos, quando, auxiliado por um amigo de roça, aposentou-se. Em 59 anos trabalhados, diz que nunca contribuiu com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) --criado somente no início dos anos 1990.
"Depois de aposentar, ainda precisei trabalhar por mais uns 10 anos", diz Armindo. Durante "um bom tempo", recebia meio salário mínimo de aposentadoria. Depois, passou a receber o salário completo.

