Todo ano eu vou tentar fazer o Rolezinho das Caras Pretas no último domingo de maio", disse. Após o diálogo público na praça de alimentação, o grupo seguiu em passeata no shopping, cantando em referência à música População Magoada do Ile Aiyê: "É no Rolezinho das Caras Pretas/ Que a nossa honra tem que ser lavada/ População magoada/ A nossa honra tem que ser lavada/ Negro/ Negra/ Negrada". Sobre o evento, o Salvador Shopping informou que a administração lamenta o comentário e afirma que repudia qualquer atitude discriminatória por parte de seus colaboradores ou lojistas. "O empreendimento é uma referência por desenvolver ações de combate ao racismo, tendo inclusive recebido por três anos consecutivos o Selo da Diversidade Étnico-Racial, concedido pela Secretaria da Reparação da Prefeitura de Salvador como um reconhecimento público de ações de promoção da equidade racial nas políticas de gestão de pessoas e marketing", consta na nota enviada ao Bahia Notícias. De acordo com a professora, a questão não é encontrar um algoz. "O que o movimento quer é que o shopping debata com os lojistas uma formação etnicoracial para os funcionários. É desta forma que uma mudança poderá acontecer", disse. Além disso, as ações diretas são importantes para que o racismo seja desconstruído. "Se você não toma uma atitude está sendo conivente. Eu tomei essa iniciativa de convidar meus pares na intenção de fazer um debate de conforto da branquitude e do eurocentrismo", falou. "Faz 30 anos que eu milito e esses fatos continuam acontecendo. Só as queixas e a indenização não trazem liberdade para mim nem para ninguém", completou. Assista o vídeo do ato: (Bahia Notícias)

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