"Houve um erro do Ministério, porque o Ministério mudou a forma de cálculo. Ele considerava perímetro encefálico menor ou igual a 33 cm [como indicativo de microcefalia]. Ele reduziu, ao meu ver corretamente, para igual ou menor a 32 cm. Só que no anúncio dessa semana ele manteve no cadastro quem tava com 33 cm ou mais do que 32 cm. Portanto, ele deveria ter retirado", disse. Rui Costa ainda afirmou que em 60 dos 316 casos registrados pelo Ministério, não há informações "sequer sobre tamanho do perímetro encefálico".
O secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, atesta que são 180 notificações no estado. Até agora, entretanto, não divulga nenhuma confirmação da doença. "Só passaremos a usar o termo confirmado a partir da realização de exames de imagem que confirmem a presença de malformação cerebral", declarou. Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde informou que repassou os números divulgados pela própria Secretaria de Saúde da Bahia. O órgão acredita que tenha recebido os números brutos e ressalta que a própria unidade estadual deve corrigir os dados na próxima atualização dos casos de microcefalia no país.
Para ajudar os municípios a identificar ou refutar os casos notificados, o governador da Bahia prometeu durante o encontro oferecer exames gratuitos de ultrassonografia e tomografia às prefeituras que comprovem não ter condições de oferecer os procedimentos.
"Depois das notificações, nós queremos comprovar ou não eventuais prejuízos à saúde dos bebês nascidos porque o perímetro encefálico é apenas um indicador de que essa criança pode ter ou não problemas. O que vai confirmar é o exame complementar da ultrassonografia e tomografia. Isso queremos fazer em uma semana com os municípios", afirmou. Nesse sentido, o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, reiterou. "O estado vai oferecer [os exames] para todo município que declarar que não tem condição de oferecer.
O encontro do governador com os prefeitos ocorreu no auditório da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Rui Costa disse que foram convidados 126 prefeitos. No local, estiveram 55, além de 2 vice-prefeitos e 91 secretários de Saúde.
Conforme o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas Boas, a reunião foi construída para definir uma articulação entre governo e prefeituras em três grandes eixos de atuação: mobilização e combate ao Aedes aegypti; estruturação da rede de atendimento às vitimas de doenças provocadas ou oriundas deste vetor; desenvolvimento de tecnologias e pesquisas que auxiliem na luta contra o mosquito.

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