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  • Supremo define nesta quarta rito do processo de impeachment de Dilma

    O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (16) uma ação do PC do B que questiona o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff iniciado no último dia 2 de dezembro pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

    A decisão poderá alterar regras do trâmite previstas numa lei de 1950 e nos regimentos internos da Câmara e do Senado, que detalham procedimentos para receber a denúncia, analisar as acusações, abrir o processo, afastar e depor um presidente da República.

    Na ação, o PC do B questiona não só atos já realizados no caso – como o acolhimento do pedido, passo inicial do impeachment – como também outros que ainda estão por vir, inclusive no Senado, que irá julgar se houve ou não crime de responsabilidade.

    O partido alega que a presidente deveria ter tido oportunidade de se defender antes. A legenda também contesta a eleição, por votação secreta, de uma chapa avulsa para a comissão que analisará as acusações contra petista. Além disso, o documento defende que o Senado possa recusar a abertura efetiva do processo antes do julgamento final.

    Uma das principais dúvidas se dá em relação ao momento do afastamento provisório da presidente do cargo, por 180 dias, até o julgamento final sobre o impeachment. O PT diz que só o Senado pode suspender o exercício do mandato após abrir o processo; já a oposição defende que a decisão da Câmara já é suficiente.

    Na última quarta (9), após suspender o processo, o relator da ação, ministro Edson Fachin, afirmou que, em seu voto, irá propor um rito "por inteiro" para o andamento do caso. Nesta terça, ele distribuiu o documento, com cerca de 100 páginas, para os demais ministros.

    No julgamento, antes dos votos dos ministros, poderão se manifestar – além do PC do B – a Câmara, o Senado, a Procuradoria Geral da República, a Presidência. Cada um terá 15 minutos para se manifestar. Depois, PT, o PSDB, DEM, PSOL, Rede e Solidariedade, admitidos para opinar no caso, deverão dividir cerca de uma hora em suas sustentações.

    Entenda abaixo os principais questionamentos do partido e o que dizem as partes:

     

    Acolhimento do pedido
    Um dos primeiros questionamentos do PC do B diz respeito ao recebimento da denúncia por Cunha. Para o partido, Dilma deveria ter sido ouvida antes, em atenção ao princípio da ampla defesa, com prazo de 15 dias para se manifestar. O partido aliado quer anular o ato, o que faria o processo voltar à estaca zero.

    "O fato de a Câmara dos Deputados receber a denúncia e iniciar o processamento do feito – com todas as consequências no âmbito da produção de provas e da participação defensiva do Presidente da República – já constitui fator de grave perturbação da estabilidade do mandato presidencial", argumenta o partido.

    Em manifestação, Eduardo Cunha discordou, argumentando que a presidente terá oportunidade de se defender em diversos outros momentos. Só na Câmara, alegou, isso ocorrerá duas vezes: antes do parecer da comissão especial que analisará as acusações e antes da votação no plenário que poderá autorizar o processo.

    "O juízo monocrático do presidente da Câmara dos Deputados é de mera delibação: a denúncia é recebida ou rejeitada, insista-se à exaustão, pelo plenário", escreveu Cunha no parecer.

    A opinião é avalizada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no parecer que ele encaminhou ao STF para subsidiar o julgamento. O chefe do Ministério Público ressaltou ao tribunal que "o rito resultante das normas constitucionais e da lei basta para garantia adequada do princípio da ampla defesa".

    Comissão avulsa e votação secreta
    Outro pedido do PC do B é a anulação da escolha de parte dos deputados que vão compor a comissão especial – a quem caberá recomendar ou não ao plenário da Câmara a abertura do processo – numa eleição com uma chapa alternativa (com integrantes não indicados pelos líderes dos partidos) e por votação secreta, como ocorrido na última terça.

    Para o PC do B, o lançamento de candidaturas avulsas fere a autonomia do partido para indicar seus representantes na comissão, já que a definição final de quem entra fica com o plenário, formado por deputados de outras legendas. "Quando deputados optam por fazer dissidência à indicação do líder, portanto, contrariam a decisão do partido político", diz.

    Em sua resposta ao STF, Cunha disse, porém, que a própria Constituição diz que as comissões poderão ser constituídas por partidos ou blocos parlamentares. Quanto à votação secreta, disse estar seguro que cumpriu o regimento.

    "Dizer que essa eleição não teria que ser secreta é dizer que a eleição da Mesa [Diretora] não poderia ser secreta, que a eleição nas comissões não poderia ser secreta, dos membros do TCU [Tribunal de Contas da União] não poderia ser secreta, do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] não poderia ser secreta", argumentou.

    Neste ponto, a PGR discordou de Cunha, dizendo que a Constituição "não autoriza votação parlamentar sigilosa fora das hipóteses taxativas e excepcionais nela previstas expressamente", citadas por Cunha.

    Afastamento da presidente
    Um dos principais questionamentos do PC do B e foco de controvérsia no meio jurídico é o momento de afastamento provisório da presidente da República do cargo, por 180 dias, até o julgamento final sobre o impeachment.

    Se, para a Câmara, isso ocorre imediatamente após 2/3 dos 513 deputados aceitarem a denúncia, na avaliação do Senado, da Presidência, da PGR e também do PC do B, o presidente da República só fica suspenso de suas funções após uma decisão dos senadores.

    Os últimos argumentam que cabe ao Senado realizar a "instauração do processo", incluindo-se aí a decisão de dar início efetivo aos procedimentos para julgar o presidente. Por isso, o Senado diz que cabe à Câmara somente "o juízo de admissibilidade" das acusações, "de caráter essencialmente político".

    "O STF já reconheceu que a Constituição da República de 1988 modificou as atribuições até então distribuídas entre as Casas Legislativas no procedimento de impeachment, transferindo a atribuição de processar para o Senado Federal e incluindo nesta competência até mesmo o recebimento (ou não) da denúncia popular", afirma em parecer o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais.

    Em suas manifestações, a Presidência e a PGR concordaram. "É natural que esse juízo acerca da instauração ou não do processo seja de fato objeto de deliberação pelos senadores da República, já que dessa instauração é que decorrerá a gravíssima consequência da suspensão do Presidente da República de suas funções", diz parecer encaminhado por Dilma e redigido pelo consultor-geral da União substituto, Fabrício da Soller.

    Em seu parecer, Cunha refutou a tese. "Não é de forma alguma razoável se entender que a decisão apenas da Mesa do Senado – sem possibilidade, inclusive, de recurso – pode se sobrepor à decisão do plenário da Câmara dos Deputados. A denúncia será analisada pela Câmara dos Deputados, o que dispensa nova análise de uma absurda revisão pela Mesa do Senado Federal", diz o parecer. (G1)

     
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  • Preso pela Lava Jato, Marcelo Odebrecht deixa presidência da empreiteira

    Foto: Reprodução / Globo News

    O empreiteiro Marcelo Odebrecht deixou a presidência da empresa da família. Em nota divulgada na noite desta quinta-feira (10), a empresa argumenta que seu afastamento acontece em decorrência do processo judicial contra ele. Neto do fundador da empreiteira, Norberto Odebrecht, Marcelo foi preso no dia 19 de junho deste ano, como parte da 19ª fase da Operação Lava Jato. Ele é réu em dois processos sobre o esquema de corrupção na Petrobras e é acusado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Ministério Público Federal (MPF) indica que ele atuava em um cartel de empreiteiras que acertava quem venceria licitações da empreiteira. No comunicado, a empresa diz confiar na inocência de Marcelo: "A Odebrecht acredita que a injusta e desnecessária prisão preventiva de Marcelo será revogada, o que possibilitará que ele se dedique integralmente à sua família e à sua defesa nas ações penais a que responde". Marcelo também se afastou do cargo de presidente dos Conselhos de Administração da Braskem, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Realizações Imobiliárias e Odebrecht Ambiental. O conselho da Odebrecht nomeou Newton de Souza, como novo diretor-presidente da empresa.



  •   Bahia: Governo do Estado prepara concurso para professor com mais de 7 mil vagas

    O governo baiano vai realizar concurso público para contratar 7.131 professores do ensino médio e fundamental. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o certame será realizado no primeiro semestre de 2016. Um dos objetivos do concurso será a substituição dos 6.145 docentes contratados provisoriamente por meio do Regime Especial de Direito Administrativo em 2015. Com informações do JCC Concursos.



  • Subprocuradora diz que houve negligência e omissão da Samarco em Mariana

    As causas e os impactos do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Bilinton em Mariana (MG), ainda estão sendo investigados. Ainda assim, a subprocuradora-geral da República, Sandra Cureau, afirma que já é possível dizer que houve “negligência e omissão” da empresa no caso. Em entrevista à Agencia Brasil, a coordenadora da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal disse que há vários indícios de descuido, como a falta de um plano de contingência e de controle técnico sobre o volume que a barragem de rejeitos suportava. “A coisa foi tão negligenciada que nem a Samarco sabia exatamente o que estava acontecendo. Eles chegaram a falar em duas barragens rompidas, mas só se rompeu a de Fundão. Quer prova maior de negligência que isso?”, questionou. Sandra defende que a Samarco deve arcar com todos os prejuízos, criminais e cíveis decorrentes do desastre. Ela explicou que se a empresa não puder pagar pelo estrago, as controladoras da mineradora, a brasileira Vale e a australiana BHP Billiton, podem ser acionadas. “Não vai ser o contribuinte que vai pagar pelos prejuízos do desastre”, declarou. A onda de lama formada a partir do rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro, destruiu o distrito de Bento Rodrigues e deixou mais de 600 desabrigados. Já foram confirmadas 11 mortes,  dois corpos aguardam identificação e oito pessoas estão desaparecidas. Desde que chegou ao Rio Doce, a lama impediu a captação de água em muitas cidades, provocou a morte de toneladas de peixes e destruiu a paisagem local, até alcançar o mar no Espírito Santo.



  • CPI do Futebol aprova quebra de sigilo bancário e fiscal de Ricardo Teixeira

    Ricardo Teixeira (Foto: AFP)

    CPI do Futebol aprova quebra de sigilo bancário e fiscal de Ricardo Teixeira A Comissão aprovou ainda as quebra de sigilo telefônico e telemático de Del Nero e Marin Por Da Redação - 01/12/2015 17:29:00 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol no Senado, em rápida reunião nesta terça-feira (1º) aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira. Na mesma oportunidade, foi aprovada a quebra de sigilo telefônico e telemático (mensagens eletrônicas) de José Maria Marin, também ex-presidente da CBF que cumpre prisão domiciliar em Nova York, e do atual presidente instituição Marco Polo Del Nero.

    Em agosto, a comissão já havia aprovado a quebra dos sigilos bancário e fiscal do atual presidente Marco Polo Del Nero. O período de investigação das contas de Teixeira abrange o período entre 1° de janeiro de 2007 até 12 de março de 2012. Del Nero terá as suas ligações e mensagens eletrônicas rastreadas a partir do dia 12 de março de 2013. As mesmas informações de Marin serão analisadas entre março de 2012 e maio de 2015. As próximas reuniões da CPI do Futbeol ainda não foram marcadas. No entanto, há previsão que os senadores voltem a se reunir para discutir o assunto após o Carnaval. (Correio24horas)
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  • Governo vai bloquear R$ 10,7 bilhões; serviços serão paralisados

    Dilma Rousseff (Foto: AFP/Evaristo Sá)

    Suspensão deverá atingir todos os serviços, como água, luz, telefone, bolsas no Brasil e no exterior, viagens, fiscalização ambiental, do trabalho, da Receita e da Polícia Federal

    A presidente Dilma Rousseff vai fazer um novo contingenciamento do Orçamento de 2015 seguindo orientação do Tribunal de Contas da União (TCU). O governo deverá editar um decreto de programação financeira com um corte de R$ 10,7 bilhões nos gastos. 

    A suspensão deverá atingir todos os serviços, como água, luz, telefone, bolsas no Brasil e no exterior, fiscalização ambiental, do trabalho, da Receita e da Polícia Federal, além de gastos com passagens e diárias.

    A Presidência fez questão de justificar que o novo contingenciamento foi necessário porque o Congresso Nacional não aprovou a revisão da meta orçamentária esta semana.

    A presidente cancelou as visitas ao Vietnã e ao Japão porque, a partir de 1º de dezembro, o governo não pode mais empenhar novas despesas discricionárias exceto aquelas essenciais ao funcionamento do Estado e ao interesse público”, segundo informou a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

    O embarque da presidente Dilma Rousseff para Paris, para a Cúpula do Clima, está confirmado para as 23 horas desta sexta-feira, 27, e o retorno para a próxima segunda-feira (30). 

    O decreto com o corte ainda não foi assinado pela presidente Dilma e a ideia é que seja publicado na próxima segunda-feira no Diário Oficial da União. A previsão é que o projeto da revisão da meta fiscal seja votado na terça-feira, 1º. 

    O atraso nas votações e todo o imbróglio decorrente disso foi desencadeado após a prisão, na quarta-feira, do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), acusado de tentar obstruir a ação da Justiça e da Polícia Federal na Operação Lava Jato. 

    A prisão de Delcídio provocou uma paralisação total das votações no Congresso. Delcídio ocupava também o posto de presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, tinha todo o controle do andamento da pauta do Congresso e era relator de medidas importantes, como a de repatriação de recursos, que estavam na lista das medidas fiscais aguardando votação para reduzir o rombo no orçamento do governo.

    “Na segunda-feira o governo publicará decreto de contingenciamento de pouco mais de R$ 10 bilhões. Pelo mais recente posicionamento do Tribunal de Contas da União, a não aprovação da revisão da meta obriga o governo a contingenciar as verbas discricionárias”, explicou o Planalto. Verbas discricionárias são as não obrigatórias. 

    Por isso parte da viagem internacional foi cancelada. O Planalto informou ainda que, na segunda-feira, uma nota técnica trará maior detalhes sobre o decreto de contingenciamento. O governo fez questão de explicar que “não se trata de um problema financeiro, mas orçamentário”. (Correio24horas)

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  • Mega-Sena, concurso 1.764: aposta única do DF fatura R$ 205 milhões

    Uma aposta de Brasília (DF) acertou os seis números do concurso 1.764 da Mega-Sena, sorteados nesta quarta-feira (25), em Cândido Mota (SP) e irá levar o prêmio de R$ 205.329.753,89.

    A estimativa de prêmio para o próximo concurso, que será realizado no sábado (28), é de R$ 100 milhões.

    Veja os números sorteados: 06 - 07 - 29 - 39 - 41 - 55.

    A quina teve 401 ganhadores, que levaram R$ 58.622,54 cada. Outros 33.850 bilhetes acertaram a quadra e irão levar R$ 992,09 cada um.

    Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), além de ser o maior prêmio sorteado em 2015, esse também é o maior prêmio da história da modalidade, excluindo os da Mega da Virada.

    Para apostar
    As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

    Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa. (G1)



  • PF prende senador petista por tentar atrapalhar investigações da Lava Jato

    O senador Delcídio Amaral (PT) foi preso na manhã desta quarta-feira (25) pela Polícia Federal. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o petista foi preso por tentar atrapalhar as investigações relativas à Operação Lava Jato. Ele teria solicitado que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, não fosse depor. A detenção foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que se trata de um parlamentar em exercício. Delcídio foi acusado por Cerveró de participar do esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena (EUA). Ainda segundo a publicação, o filho do ex-diretor teria gravado uma conversa em que Amaral oferece a possibilidade de fuga para que Nestor não aderisse ao programa de delação premiada. É a primeira vez que um senador é preso enquanto está no cargo, já que a Constituição define que um parlamentar só pode ser preso em flagrante. Contudo, obstrução de investigação é considerada crime permanente e um dos poucos motivos que levaria a Corte a permitir a prisão preventiva, antes de qualquer julgamento.(Fonte:Bahianoticia)



  • PF deflagra 21ª fase da Lava Jato e prende empresário amigo de Lula

    A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), a 21ª fase da Lava Jato. Batizada de “Operação Passe Livre”, a ação cumpriu 25 mandados judiciais de busca e apreensão, seis de condução coercitiva e um de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O detido é o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bumlai deporia nesta terça à CPI do BNDES, que investiga operações com o banco, e foi preso em um hotel em Brasília. Segundo a PF, a nova fase parte da investigação de contratação de navio sonda pela Petrobras com “concretos indícios de fraude no procedimento licitatório”. “Segundo apurações, complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal”, informou a PF em nota. Ao todo, 140 policiais federais e 23 auditores fiscais participam da ação.



  • Congresso derruba veto de Dilma e eleições terão voto impresso

    O Congresso decidiu nesta quarta-feira (18) derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff ao voto impresso em eleições. Ao todo, 368 deputados votaram pela derrubada, 50 pela manutenção e uma abstenção. Na votação do Senado, foram 56 votos para derrubar e cinco para manter o veto. Para serem derrubados, os vetos precisariam ter o apoio de, pelo menos, 257 deputados e 41 senadores. Com a decisão, um equipamento deverá ser acoplado à urna eletrônica para imprimir uma "segunda via" do voto, a ser depositado em um lugar lacrado. A justificativa é que, assim, o eleitor poderá conferir seu voto na hora e o resultado poderá ser devidamente auditado em caso de questionamento. Nas razões do veto, anunciado pela presidente no final de setembro, a petista disse que, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida geraria um impacto de R$ 1,8 bilhão em gastos com a compra dos equipamentos e custeio das eleições. O governo alegou ainda que o aumento de despesas aprovado pelo Congresso não veio acompanhado com as estimativas de impacto orçamentário, uma obrigação legal. Favorável à derrubada do veto, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse ser necessário aprimorar o sistema de votação no país. Ele rebateu uma cutucada do líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), segundo o qual a auditagem pedida pelo PSDB das urnas nas eleições passadas não apontaram qualquer fraude no sistema. Aécio disse que, na verdade, a apuração concluiu que o sistema não é passível de ser auditado. Para um dos vice-líderes do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), a oposição tenta encontrar mecanismos para deslegitimar o resultado das eleições presidenciais - Dilma foi reeleita na disputa contra Aécio.
     
     



  • Desastre em MG custará até R$ 14 bilhões, dizem técnicos

    A recuperação do meio ambiente e as indenizações pelo desabamento das barragens da Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, vão custar entre R$ 10 bilhões e R$ 14 bilhões. A estimativa fo apresentada pelo relator do Código da Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que atribui o levantamento a técnicos da Câmara e do Senado. Na segunda-feira (16), a mineradora fechou um Termo de Compromisso Preliminar (TCP) com o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas e o Ministério Público Federal (MPF), que prevê gastos de R$ 1 bilhão. Outro acordo emergencial foi firmado no domingo (15) no Espírito Santo. Até a noite de segunda, 11 mortes haviam sido confirmadas. Quatro corpos aguardavam identificação. Há ainda 12 desaparecidos. A lama atingiu o Rio Doce, paralisou hidrelétricas e deixou cidades sem água, como Governador Valadares. Quintão, que se reuniu em Belo Horizonte com representantes das comissões extraordinárias da Câmara e da Assembleia de Minas para discutir as consequências do desastre, destacou que o seguro da empresa para o desastre é de US$ 1 bilhão (R$ 3,8 bilhões), bem abaixo do cálculo da assessoria técnica. Ele afirmou que vai pressionar para que a Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billiton, provisionem valor maior ainda neste ano. "É preciso que os recursos sejam colocados hoje para serem gastos em 2016." Procurada, a mineradora afirmou que "não pode comentar sobre as apólices, em virtude de confidencialidade". Também os Ministérios Públicos Federal (MPF/ES), do Trabalho (MPT) e do Estado do Espírito Santo (MPES) assinaram um Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) preliminar e emergencial com a Samarco. Caso não cumpra as obrigações firmadas no termo, a mineradora ficará sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 1 milhão.



  • Filho de Casemiro abriu mais de 15 empresas em nome de laranjas

    Foto e fonte: Bocão News.

    No esquema de fraude contra o fisco estadual e de concorrência desleal em licitações públicas, alvo da operação Aleteia, deflagrada no sábado (14) em Salvador e São Paulo, Rafael Prado Cardozo, abriu mais de 15 empresas nos últimos anos em nomes de pessoas que seriam funcionários dele. O grupo Matos participa das licitações ao lado do grupo de Rafael simulando competição. Rafael e a esposa Ariana Nasi tinham como laranja Maria de Fátima Andrade Silva, que foi presa neste domingo (15). 
     
    O casal foi preso em São Paulo pela acusação de crimes como sonegação fiscal e fraude em contratos com estados e municípios, aos quais chegavam a fornecer materiais escolares e de escritório pirateados. O casal, segundo o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil, o casal deve ser transferido de São Paulo para a Bahia em breve.
     
    A força-tarefa também prendeu o empresário Cesar Matos, em Salvador, no Horto Florestal, no Edifício Lumiere. Os outros acusados que tiveram o mandado de prisão expedidos são os irmãos Bruno Matos e Ricardo Matos, esse mora na Valdemar Falcão, em Brotas, mas estão foragidos.
     
    Estão foragidos ainda três funcionários Washington Luiz Cidreira Mendes, Marcos Menezes e Tatiane Ramos. No total, são nove mandados de prisão expedidos. Em coletiva, agentes informaram que são mais de 20 empresas envolvidas no esquema, todas elas em nomes de laranjas. 
     
    A operação foi batizada de Aleteia porque este é o nome do espírito da verdade na mitologia grega que se opõe à mentira. Participam da coletiva o delegado do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Marcelo Sanfron, o promotor do MP, Luis Alberto Vasconcelos e Sheilla Cavalcante, inspetora fazendária da secretaria da Fazenda (Sefaz).



  • Novo laudo aponta R$ 42 bilhões de rombo na Petrobras

    Um novo laudo pericial da Polícia Federal aponta que os pagamentos indevidos feitos pela Petrobras, entre 2004 e 2014, para 27 empresas investigadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, podem atingir a cifra dos R$ 42 bilhões - até aqui o número máximo estimado era de R$ 20 bilhões. O grupo teria sido beneficiado pelo suposto esquema de cartel comandado pelas maiores empreiteiras do país, que agia em conluio com políticos e agentes públicos fatiando obras e pagando propina. "Considerando que em ambiente cartelizado a competitividade fica praticamente descartada, estima-se que os percentuais de lucros excessivos aplicados pelas empreiteiras cartelizadas possam ter variado entre o mínimo de 3%, correspondente aos valores repassados a partidos políticos e aos ex-funcionários da Petrobras, podendo chegar a até 20%", diz texto do laudo. Os 20% seriam "um porcentual conservadoramente considerado como máximo para a majoração indevida dos lucros decorrentes dos preços excessivos, aplicados em ambiente desprovido de livre concorrência", registra o documento do setor técnico-científico da Polícia Federal, em Curitiba. Ao todo, o laudo elenca em uma tabela a origem dos pagamentos feitos pela Petrobras para as 27 empresas apontadas como integrantes do cartel, num total de R$ 215,67 bilhões. Em cima desse valor, aplicou-se o porcentual mínimo de desvios, considerando apenas a propina para agentes públicos e políticos, e a de 20%. No caso do valor mínimo considerado, a análise pericial aponta desvio de pelo menos R$ 6,42 bilhões - valor já lançado pela estatal em seu balanço. Concluído em 26 de outubro, o documento foi anexado aos autos da Lava Jato na semana passada. O valor de R$ 42 bilhões consta de uma tabela com a "estimativa dos pagamentos indevidos realizados" pela Petrobras. Nela há detalhamento de valores por empresas do cartel e as estimativas mínimas e máximas de pagamentos excessivos.(Fonte:Bahianoticia)
     
     



  • Governo endurece punição para quem bloquear rodovias; multa sobe para R$ 5.746

    O governo publicou, nesta quarta-feira (11), uma Medida Provisória que endurece as punições para quem obstruir vias no país. Em reação às manifestações de caminhoneiros, que bloqueiam 36 trechos em todo país, o Ministério da Justiça ampliou de R$ 1.915 para R$ 5.746 a multa para quem “usar veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via”. Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), além da multa, o motorista passa a cometer infração “gravíssima” no Código de Trânsito, com suspensão do direito de dirigir por doze meses, apreensão do veículo e proibição de receber incentivo creditício por dez anos para aquisição de veículos. Para os organizadores dos atos, o valor da multa passa a ser R$ 19.154. Em caso de reincidência em menos de doze meses, a multa será cobrada em dobro. As sanções já valem a partir desta quarta. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou nesta terça (10) que a Polícia Rodoviária Federal utilizasse força para liberar as rodovias, caso fosse necessário(.Fonte:Bahianoticia)



  • Detran cancela 1.850 licenciamentos falsos e afasta servidor envolvido em fraude

    Foto: Henrique Mendes/G1

    Pelo menos 1.850 licenciamentos falsos foram cancelados pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba), informou nesta segunda-feira (9) o diretor-geral do órgão, Maurício Bacelar. O número foi identificado por uma sindicância instaurada após a descoberta de desvio de mais de 10 mil planilhas “em branco” para o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Ainda assim, a quantidade de documentos fraudados foi menor do que a inicialmente estimada, de cinco mil unidades. .   "Esses documentos falsos   eram utilizados para clonagem de carros, para fazer transferência fraudulenta de veículo e burlar  vistoria e inspeção", detalhou Bacelar ao A Tarde. Após o final da sindicância, um servidor em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) teve o contrato rescindido por emitir 2ª via de CRLV sem  autorização do proprietário e outros sete despachantes de veículos foram descredenciados nos municípios de Jequié, Ipiaú, Salvador, Alagoinhas, Conceição do Coité e Jaguaquara. "É um departamento muito grande e, eventualmente, ocorrem fraudes. O importante é que conseguimos identificá-las e que, a partir de agora, adotaremos medidas para evitar novas irregularidades", garantiu o diretor-geral. A partir de agora, a Polícia Civil deve investigar o caso criminalmente e encaminhar o inquérito para o Ministério Público do Estado. Além disso, o Detran-BA deve adotar medidas para evitar novas irregularidades. "Uma delas  é que  a partir de agora  todas as unidades do departamento de trânsito terão um cofre onde serão guardados os CRLVs, para que estejam mais seguros", contou Bacelar.(FONTE:G1)



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