"A tentativa de intimidação de qualquer membro do Judiciário, seja por parte de órgãos do governo, seja por parte do Ministério Público ou da Polícia Federal, é lamentável e deve ser veementemente combatida", disse o ministro Gilmar Mendes, por meio de nota. O suposto uso da Abin por Temer é tema de reportagem da revista Veja publicada neste fim de semana. Segundo a publicação, o ministro do Supremo Edson Fachin - relator do inquérito contra o presidente Michel Temer - estaria sendo monitorado pela Abin a pedido do Palácio do Planalto. A ação teria como objetivo buscar fragilidades que poderiam colocar em xeque a atuação do ministro, começando pela presidente do STF, no sábado (10), as reações foram fortes à mera possibilidade de isso ter acontecido. Cármen Lúcia condenou a suposta "devassa ilegal" da vida do ministro e disse que isso, se confirmado, seria "prática própria de ditaduras". Menos de 3 horas depois, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou "práticas de um Estado de exceção". "É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes", disse Cármen Lúcia. Segundo ela, se comprovada a prática, em qualquer tempo, "as consequências jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido, como determinado pelo direito". Até o momento, ainda não foi confirmado se já foi aberto algum procedimento de investigação sobre a suposta "devassa ilegal", nas palavras da ministra do Supremo. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sergio Etchegoyen, negou que a Abin tenha monitorado o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. "Tenho certeza de que isso não aconteceu. Confio na Abin, nos profissionais da Abin e eles têm dado reiteradas mostras de seu profissionalismo", afirmou Etchegoyen ao jornal "O Estado de S. Paulo. A agência é subordinada ao gabinete do general. O Palácio do Planalto emitiu na noite de sexta-feira nota à imprensa negando a versão da publicação. Etchegoyen telefonou para a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, para negar o teor da reportagem. "Eu não me prestaria a isso." Para Etchegoyen, a Abin "não iria bisbilhotar ninguém". Relator da Operação Lava Jato no Supremo, o ministro Edson Fachin tem recebido ataques que partem do Planalto e do Congresso. A "tropa de choque" do governo na Câmara quer cobrar explicações de Fachin sobre a relação dele com o Ricardo Saud, executivo da JBS e um dos delatores do Grupo J&F. Os deputados apontam que Fachin teria sido ajudado pelo delator no período em que estava se preparando para a sabatina no Senado para referendar a indicação ao Supremo. Por outro lado, o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), opositor ao governo, informou na noite do sábado (10) que já começa a articular com parlamentares a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto uso da Abin pelo presidente Michel Temer.(Bahia Notícias)
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Após a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, o ministro Gilmar Mendes, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criticou neste domingo (11) possibilidade de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ter investigado o ministro Edson Fachin, do Supremo.
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Foto: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve concluir nesta sexta-feira (9) o julgamento da cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, iniciado na última terça-feira (6). A sessão está prevista para ser retomada às 9h, com a conclusão da leitura do parecer do ministro relator do processo, Herman Benjamin. Em seguida, os demais ministros votarão sobre condenar ou absolver a chapa vencedora das eleições presidenciais de 2014. O vice-presidente do TSE, Luiz Fux, disse ao G1 que cada ministro terá 20 minutos para proferir voto. A ordem de votação é, depois do relator: os ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes, presidente da Corte. O julgamento poderá ser interrompido por tempo indeterminado se um dos ministros pedir vista do processo.
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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou nesta quarta-feira (7) que não descarta se candidatar a presidente da República. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, ele citou a possibilidade de concorrer após ser questionado por jornalistas sobre “o apelo de parte de sociedade” para que isso aconteça. "Olha, eu sou cidadão brasileiro, cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação", disse, acrescentando que já conversou com lideranças partidárias sobre o assunto. Segundo Barbosa, ele conversou no ano passar com Marina Silva, do Rede Sustentabilidade, e com o PSB, “mais recentemente”. "Mas nada concreto, mesmo porque não sei se eu decidiria dar esse passo", destacou. O magistrado também defendeu as eleições diretas. Para ele, não há "tabu" em mudar a Constituição "em uma situação de emergência como essa para dar a palavra ao povo", caso o cargo de presidente da República esteja vago. "Já defendi isso, antes do impeachment. Naquele momento era constitucionalmente viável, mas faltou liderança para o país", disse, a jornalistas. "Acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância do presidente da República, a decisão correta a tomar é essa". (Bahia Notícias)
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Foto:Frankie Marcone
O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) em um desdobramento da operação Lava Jato. O ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é alvo de um novo mandado de prisão preventiva. Ambos são do PMDB e foram presidentes da Câmara dos Deputados. Henrique foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer.O advogado Marcelo Leal, que defende Henrique Alves, disse ao G1 que tomou conhecimento da prisão pela imprensa. "Até o momento, não sei de nada sobre o que levou a PF a prender Henrique. Vou tomar pé da situação e depois me pronuncio", falou por telefone.
O secretário de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso durante a operação.
Já em Mossoró, na região Oeste do estado, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C, foi alvo de mandado de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor). Houve também cumprimento de mandados de busca e apreensão na produtora Peron Filmes, em Natal.
São cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.
Segundo a PF, antes das 8h (horário de Brasília) todos os mandados de prisão já haviam sido compridos.
Arena das Dunas
Batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. Segundo a PF, o sobrepreço chega a R$ 77 milhões.
Lava Jato
A investigação se baseia em provas da Lava Jato, que apontam o pagamento de propina a Cunha e Alves em troca de favorecimento a duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.
Segundo a PF, foram identificados pagamentos de propina por meio de doações oficiais entre 2012 e 2014 . Além disso, um dos investigados usou valores supostamente doados para a campanha de 2014 em benefício pessoal.
Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
O nome da operação é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, que significa uma mão lava a outra.(G1)
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uol.com.br
CORRESPONDENTE / GENEBRA - Antes mesmo de vir à tona o conteúdo das delações de Joesley Batista na Operação Lava Jato, um banco suíço usado para movimentar recursos ilícitos para abastecer campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente cassada Dilma Rousseff, conforme relato do empresário, denunciou suas contas para autoridades do país europeu. O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora ainstituição desconheça os beneficiários das movimentações.
A Procuradoria-Geral da República espera que as informações coletadas pelas autoridades sejam agora transferidas ao Brasil. Na avaliação de autoridades suíças próximas ao caso, o Ministério Público Federal terá “forte chance” de apurar mais detalhes sobre as transferências. O banco Julius Baer fechou as contas na Suíça e o dinheiro foi transferido para Nova York, onde hoje vivem Joesley e sua família.
Em sua delação premiada, o empresário afirmou à PGR que reservou duas contas para atender às demandas dos petistas. Segundo ele, o dinheiro era usado para pagar propina a políticos do PT e também a aliados. Joesley contou que as contas chegaram ao saldo de US$ 150 milhões em 2014. O empresário disse também que o dinheiro era operado a mando do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, com o conhecimento de Lula e Dilma. Os petistas negam as acusações.
Mesmo sem o nome dos envolvidos nos extratos, uma vez que operadores e doleiros
teriam efetuado as transações, fontes do setor financeiro suíço dizem acreditar que as datas das transferências podem indicar se o dinheiro foi movimentado com maior intensidade nos meses que antecederam eleições no Brasil.
As contas foram alimentadas, segundo pessoas próximas ao caso, com recursos lícitos dos negócios da JBS e também por dinheiro irregular, em um esquema descrito como “misto”. No entanto, enquanto as contas foram mantidas no país europeu, a movimentação de volumes no Brasil não era de conhecimento nem das autoridades nem do banco. A dinâmica é considerada surpreendente porque companhias suspeitas de crimes financeiros separam as contas “legítimas” das “ocultas”.
Encerramento
Fontes do sistema financeiro da Suíça revelaram ao Estado que as contas foram fechadas após o Julius Baer informar aos administradores do dinheiro que não manteria os recursos na instituição. Grande parte do dinheiro foi então transferida para os Estados Unidos.
Da conta 06384985 no Julius Baer, o dinheiro seguiu para o JP Morgan Chase Bank, em Nova York. Para ocultar os proprietários da conta, os recursos estavam em nome da empresa de fachada Lunsville Internacional Inc. Uma segunda empresa, a Valdarco, também foi usada.
Apesar do encerramento das contas, o Julius Baer informou as suspeitas às autoridades de combate à lavagem de dinheiro da Suíça. Joesley não foi comunicado da decisão do banco em razão da legislação local.
Procurado pela reportagem, o Ministério Público Federal em Berna se recusou a comentar o caso, indicando que não revelaria se Joesley está ou não sob investigação em função da legislação local.
As contas
Joesley contou que a primeira das contas foi usada durante os anos do governo Lula e que, ao final do mandato, em 2010, teria ficado com um saldo de US$ 70 milhões. Quando começou a gestão Dilma, ele disse que fora instruído por Mantega a abrir uma nova conta. As contas deixaram de ser abastecidas, segundo Joesley, em novembro de 2014, quando ele afirmou ter comunicado a presidente cassada em reunião no Palácio do Planalto. O último saldo foi de R$ 30 milhões.(ESTADÃO)
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Foto: Reprodução / YouTube
O humorista Danilo Gentili acaba de se envolver em outra confusão. O apresentador do "The Noite", do SBT, recebeu uma notificação extrajudicial da deputada federal petista Maria do Rosário, devido às diversas críticas que ele vem fazendo no seu perfil do Twitter contra a mesma. Com isso, o artista decidiu registrar sua resposta. Em vídeo, ele rasgou o documento, colocou dentro da calça e, em seguida, enviou de volta via correio. "Os políticos são nossos funcionários, não o contrário. Nós que devemos dizer quando eles devem parar de falar e não eles que devem nos limitar. Nunca aceite que um deputado diga se você pode ou não falar algo. Sendo assim Maria do Rosário, chegando minha cartinha, abra, tire o conteúdo e sinta o cheirinho do meu saco", falou. Confira:(Bahia Notícias)
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Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil
O ministro da Educação, Mendonça Filho, decidiu se precaver após gravação feita por Joesley Batista em conversa com o presidente Michel Temer. Ninguém mais poderá entrar no gabinete do ministro com celular. De acordo com a Coluna do Estadão, durante as audiências, os celulares passam a ficar do lado de fora da sala. Na semana passada foi divulgada conversa entre o sócio da JBS e o peemedebista, gravada com um pen-drive no Palácio do Jaburu, em março deste ano. (Bahia Notícias)
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Bem avaliado pela população baiana e dado como candidato certo à reeleição em 2018, o governador Rui Costa pode alçar voos ainda maiores no próximo pleito. Se depender do PT-BA, Rui pode deixar o Palácio de Ondina para se tornar o mais novo inquilino do Palácio do Planalto. De acordo com o presidente reeleito da sigla no estado, Everaldo Anunciação, o governo realizado pelo petista tem sido tão bem visto pelo PT nacional que já se começa, aos poucos, a aventar-se o nome dele como candidato à Presidência da República, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Jaques Wagner estejam impedidos. Lula é réu em cinco processos, enquanto Wagner – o nome dele é considerado como plano B em uma espécie de “linha sucessória” petista para candidatos em 2018 - foi citado na Operação Lava Jato e pode se tornar alvo de investigações. “A forma como ele se relaciona com a base, compõe o governo, que o governo dele funcionando, isso termina refletindo no PT, fazendo com que o impacto da crise do partido aqui na Bahia seja menor. Por isso que o nome dele já vem sendo até falado no partido. Depois de Lula, a candidatura de Jaques Wagner e depois a candidatura de Rui. A influência dele, nacionalmente, já é comentada”, afirmou Everaldo, em entrevista ao Bahia Notícias. Entretanto, o dirigente estadual destacou que as menções ao governador são incipientes e ressaltou que Rui é o candidato petista para o governo do Estado em 2018, enquanto o partido deve apostar no ex-presidente Lula nacionalmente. Nas eleições que confirmar Everaldo como presidente do PT por mais dois anos, a ausência de Rui se tornou alvo de especulações. Diante disso, ele negou um provável afastamento entre o governo e a sigla. “Não há nenhum distanciamento de Rui e PT, de PT com Rui e PT com base aliada. De maneira nenhuma. Nós conversamos. Ele ficou em dúvida, disse que não queria se envolver, não influenciar. Ele tomou o cuidado de buscar unidade e não se envolver”, rebateu. Recém-reeleito, o presidente da agremiação na Bahia contou que as agendas mais urgentes são articular a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas, além de preparar a delegação que vai participar do congresso nacional do PT, de 1º a 3 de junho deste ano. Para o futuro, Everaldo pretende criar condições para entregar, em 2019, a direção do partido a pessoas mais jovens - a renovação nos cargos diretivos era um anseio entre correntes do partido, diante da crise de imagem vivida pela sigla. Ele, que havia negado reiteradas vezes suas pretensões de passar mais dois anos à frente do partido, disse que aceitou a missão após um pedido de várias pessoas. “Aconteceu um apelo da minha corrente interna. Esses companheiros entenderam que eu ainda tinha uma tarefa, uma contribuição a dar para mais dois anos. Depois, em outras correntes, também manifestaram vontade. Estou indo fazer uma transição para uma direção do PT em 2019. Eu quero priorizar muito a presença de jovens na estrutura partidária”, explicou. Sobre a vaga de Jaques Wagner para o Senado em 2018, Everaldo afirmou que até partidos da base aliada formaram um consenso em torno dele. “Na base aliada, eu vi que há um consenso de uma vaga para ele. Admiro o comportamento de Wagner de dizer que não está nada certo. Foi governador, volta para ser secretário. É um general que compreende a hierarquia e se comporta como soldado. É um soldado com patente de general”, avaliou.(Bahia Notícias)
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Foto: Charge do Borega
O Grupo JBS, considerado um dos maiores produtores e processadores de carne do mundo, cometeu uma fina ironia com o Brasil nos últimos dois dias: abateu, com chances praticamente nulas de sobrevida, os caciques Michel Temer, do PMDB, e Aécio Neves, do PSDB. O impacto das gravações de Joesley Batista foi tão grande que Temer, ainda presidente da República, se viu obrigado a fazer um pronunciamento público de que não renunciaria ao posto. É uma espécie de mentira para si. A divulgação do áudio da conversa entre Joesley e Temer, no Palácio do Jaburu, confirma o que o presidente insiste em negar. Se Temer não deu aval para a mesada para o cala a boca de Eduardo Cunha, foi cúmplice do dono do Grupo JBS nas relações pouco ortodoxas com o poder. O presidente já perdeu ministros e partidos. E reza para não perder a cabeça. Já que o peemedebista ainda acredita sobreviver, não se pode falar o mesmo do senador afastado Aécio Neves. De 2014 para 2017, o tucano deixou de ser quase presidente da República para ser um quase preso. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido para que Aécio fosse trancafiado. O mesmo não aconteceu com a irmã dele, Andrea Neves. Amanhecerá com o sol quadrado. Um interlocutor do ex-candidato ao Palácio do Planalto, flagrado recebendo recursos não lícitos do Grupo JBS, foi a isca perfeita para atrair Aécio para o abate. Caiu no grampo de Joesley tanto quanto Temer. E sepultou de vez as chances do grão-tucano seguir os passos do avô, Tancredo Neves. Os irmãos Batista agora, além de responsáveis por processar produtos de origem animal, são responsáveis por abater humanos. Ainda que politicamente.(Bahia Notícias)
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O presidente Michel Temer será investigado com autorização do Supremo (Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)
Com decisão, ele passa formalmente à condição de investigado na Lava Jato. Segundo 'O Globo', Joesley Batista gravou Temer dando aval para comprar silêncio de Cunha em março.
O Ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer. O pedido de investigação foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR)Com a decisão de Fachin, Temer passa formalmente à condição de investigado na Operação Lava Jato. Ainda não há detalhes sobre a decisão, que foi confirmado pela TV Globo.
O pedido de abertura de inquérito foi feito após um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, dizer em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que, em março deste ano, gravou o presidente dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo".
A delação de Joesley e de seu irmão, Wesley Batista, foi homologada por Fachin, informou o Supremo nesta quinta-feira.
Pela Constituição, o presidente da República só pode ser investigado por atos cometidos durante o exercício do mandato e com autorização do STF.
Assim, o presidente poderá ser investigado porque os fatos narrados por Joesley Batista na delação teriam sido cometidos em março deste ano, quando Temer já ocupava a Presidência.
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Foto: Lula Marques / Agência PT
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) pode ser preso ainda nesta quinta-feira (18). Isso é o que afirmam fontes da Operação Lava Jato à coluna Radar Online, da Veja. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já fez o pedido ao relator do processo, mas o ministro Edson Fachin ressaltou que a decisão deve ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em plenária. Se o STF julgar a ação procedente, o tucano será detido pela Polícia Federal (PF), assim como aconteceu com sua irmã, Andréa Neves, e com seu primo, Frederico Pacheco Medeiros. Imóveis e o gabinete do senador foram alvo de mandados de busca e apreensão depois que o jornal O Globo denunciou uma gravação entre ele e o empresário Joesley Batista. Na conversa, ainda não divulgada, Aécio pede R$ 2 milhões para bancar despesas com um advogado no âmbito da Lava Jato. Mais cedo, a Corte já determinou o afastamento do mineiro do Senado.
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O presidente Michel Temer, durante entrevista à Rede Vida (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato. A informação é do colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim.
Ainda não há informação sobre se a delação foi homologada. O Supremo Tribunal Federal (STF) disse que não irá se pronunciar nesta quarta-feira (17) sobre a delação.
Segundo o jornal, o empresário Joesley entregou uma gravação feita em 7 de março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Rocha Loures já foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente e assessor especial da presidência após o impeachment de Dilma Rousseff.
A reportagem relata que o dono da JBS marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, segundo 'O Globo', Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores deu o aval.
As negociações teriam continuado em outra reunião, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Foi combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, R$ 480 milhões ao longo de duas décadas. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.
Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "tem que manter isso, viu?"
Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.
A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.
Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor da JBS, Ricardo Saud. Foram quatro entregas, de R$ 500 mil cada uma. Um dos pagamentos foi filmado pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).
Outra filmagem mostra que Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar de Perella.
Segundo a reportagem, no material que chegou às mãos do ministro Edson Fachin no STF a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro recebido pelos assessores de Aécio Neves não era para os advogados.
Outros lados
Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar". (Veja no final do texto a íntegra da nota).Aécio, também em nota, se declarou "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".
A JBS e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não se pronunciarão.
O senador Zezé Perrella declarou, no Facebook: "Eu quero dizer para os que me conhecem e para os que não me conhecem que eu nunca falei com o dono da Friboi. Não conheço ninguém ligado a esse grupo. Nunca recebi de maneira oficial ou extra-oficial um real sequer dessa referida empresa".
"Estou absolutamente tranquilo. [...] Eu espero que todas as pessoas citadas tenham a oportunidade de esclarecer a sua participação. O sigilo das minhas empresas, dos meus filhos, estão absolutamente à disposição da Justiça. Ficará comprovado que não tenho nada a ver com essa história. Eu nunca estive em Lava Jato e nunca estarei", afirmou Perrella.
O deputado Rodrigo Rocha Loures está em Nova York e, segundo sua assessoria, só irá se pronunciar quando voltar ao Brasil. O retorno está programado para esta quinta-feira (18).
Segundo o jornal, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.
O colunista conta que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.
Joesley contou ainda que seu contato no PT era Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff. Segundo "O Globo", o empresário contou que era com Mantega que o dinheiro da propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados, e também era o ex-ministro que operava os interesses da JBS no BNDES.
Cunha
Joesley disse na delação que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão na Lava Jato. O valor, segundo o jornal, seria referente a um saldo de propina que o deputado tinha com o empresário.
Joesley Batista disse ainda que devia R$ 20 milhões por uma tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.
Investigação
Segundo o jornal, pela primeira vez a PF fez "ações controladas" para obter provas. Os diálogos e as entregas de dinheiro foram filmadas e as cédulas tinham os númjeros de série controlados. As bolsas onde foram entregues as quantias tinham chips de rastreamento.
Durante todo o mês de abril, foram entregues quase R$ 3 milhões em propina rastreada.
O jornal informou que as conversas para a delação dos irmãos donos da JBS começaram no final de março. Os depoimentos foram coletados do início de abril até a primeira semana de maio. O negociador da delação foi o diretor jurídico da JBS, Francisco Assis da Silva, que depois também virou delator.
Veja a íntegra da nota do Palácio do Planato:
NOTA À IMPRENSA
O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.
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No último dia 15 de maio teve início a XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, quando estão participando gestores municipais de todo o país, representantes do poder legislativo, judiciário, entre outras instituições, reunindo mais de quatro mil participantes. O evento foi consolidado como o maior evento político em número de autoridades do mundo e discuti temas de extrema relevância para os municípios, que apesar da distância física vivenciam, em sua essência, os mesmos problemas.
Em razão da grande importância da Marcha, que foi criada em 1998, em razão da difícil situação financeira enfrentada pelas prefeituras e o aumento de atribuições repassadas aos Municípios, a maioria dos vereadores que compõem o legislativo brumadense estão participando do evento, com o firme propósito de também lutarem pela maior autonomia dos municípios e resolutividade dos problemas.
O presidente da República, Michel Temer, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia e do Senado, Eunício Oliveira participaram do evento. Temer assinou uma medida provisória que garante um parcelamento dos débitos previdenciários em até 200 meses.
Um dos temas discutidos na Marcha e que interessa diretamente a Brumado, que vivencia esse momento, foi a apresentação dos Consórcios como alternativa para o desenvolvimento conjunto dos municípios. Já que são uma forma inovadora de otimização de recursos para os Municípios.
A presença dos gestores e representantes dos Municípios reforça a máxima de que a união de todos é a exclusiva forma de mostrar a força dos Municípios, destacando os localizados no interior dos Estados, que em sua maioria não recebem a atenção devida.
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Nova York - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que "para o País seria bom que a grande derrota de Luiz Inácio Lula da Silva seja a derrota na eleição, democraticamente". "Porque aí sepultamos por completo esta vitimização, que já desde o início do processo de impeachment da presidente Dilma (Rousseff) o PT fez questão de espalhar inclusive pelo mundo".
Segundo o prefeito, "é um negócio inacreditável como gente séria ainda acredita
que Lula seja uma pessoa do bem, que Dilma seja uma pessoa do bem, seja uma mulher inteligente, capaz, e quem ela tinha o direito a continuar a fazer o seu mandato roubando e destruindo o Brasil, ou seja, estimulando situações tão condenáveis como aquelas que foram praticadas no Brasil", disse o prefeito.
João Doria na sequência colocou a palavra "roubando" num contexto mais amplo. "Quando eu digo roubando, é deixar roubar. Quem deixa roubar, deixa assaltar cofres públicos não merece respeito, a menor consideração."
Questionado se sua avaliação era a mesma para o ex-presidente Lula, se ele também deixava roubar, o prefeito respondeu. "Sim, a resposta é sim. Claramente, sim. Não só deixou, como sabia. Manifestamente sabia. E mais do que isso, provavelmente determinou, aceitou e orientou. Isso é muito claro."(Estadão)
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O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci decidiu negociar um acordo de delação premiada com a Justiça. A informação foi confirmada pelo advogado José Roberto Batocchio. Em nota, ele diz que está deixando a defesa de Palocci, que foi seu cliente por mais de 10 anos, nos dois processos referentes à Operação Lava Jato que correm na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações.
Em diversas manifestações públicas, Batocchio declarou-se contrário, “por princípio”, às delações premiadas, sobretudo de pessoas que estão presas. Palocci está preso preventivamente em Curitiba desde setembro do ano passado.Na nota, Batocchio diz que seu afastamento deu-se “em razão de o ex-ministro haver iniciado tratativas para celebração do pacto de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato, espécie de estratégia de defesa que os advogados da referida banca não aceitam em nenhuma das causas sob seus cuidados profissionais”.
O advogado atuou na defesa de Palocci em diversos casos, incluindo o que levou à renúncia de Palocci do cargo de ministro da Fazenda, sob a acusação de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. O ex-ministro terminou absolvido no processo.A decisão de Palocci de iniciar tratativas para um acordo de delação premiada ocorre após a divulgação, na quinta-feira (11), do conteúdo dos depoimentos do casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, que afirmaram que o então ministro era o responsável pelo pagamento de recursos não declarados durante as campanhas do PT à Presidência.Em mensagem recente ao Supremo Tribunal Federal (STF), no habeas corpus em que Palocci pede para ser solto, o juiz Sérgio Moro ressaltou haver indícios de que o ex-ministro movimentou cerca de R$ 150 milhões em um conta do PT junto ao chamado departamento de propina da empreiteira Odebrecht. O pedido de liberdade deve ser julgado pelo plenário da Corte.Em depoimento perante Moro em abril, Palocci negou ter atuado como intermediário de caixa 2 para o PT e se disse disposto a colaborar com a Lava Jato, indicando que poderia negociar uma delação. “Acredito que posso dar um caminho que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, disse na ocasião. (Felipe Pontes, da Agência Brasil)CONTINUE LENDO

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