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  • Comissão de Ética vai analisar nesta segunda denúncia contra Geddel

    O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, em entrevista à Rede Bahia neste sábado (Foto: Reprodução/Rede Bahia)

    O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Mauro Vieira, afirmou que o colegiado vai analisar nesta segunda-feira (21) se abre ou não processo para investigar a conduta do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, no episódio que culminou na demissão de Marcelo Calero do comando do Ministério da Cultura.

    Calero disse em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" e confirmou posteriormente em um evento com artistas no Rio de Janeiro que o motivo principal de sua saída da Esplanada dos Ministérios foi a pressão que sofreu do titular da Secretaria de Governo para liberar um empreendimento imobiliário de alto luxo em Salvador no qual Geddel tinha comprado um apartamento.

     

    Ele pediu demissão do Ministério da Cultura na última sexta-feira (18) e será substituído pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP).

    Órgão vinculado à Presidência, a Comissão de Ética Pública fiscaliza a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal. O colegiado não tem poder para punir nenhum servidor público, no entanto, como é um órgão consultivo do presidente da República, pode recomendar ao chefe do Executivo sanções a integrantes do governo.

    As acusações de Calero contra Geddel também podem ser investigadas no Congresso Nacional. A oposição já está se movimentando para fechar o cerco em torno do ministro da Secretaria de Governo.

    Neste sábado, o deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou, por meio de nota, que vai apresentar nesta segunda-feira à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara um requerimento para convocar o ex-ministro da Cultura a prestar esclarecimentos sobre o episódio. Geddel foi um dos principais articuladores políticos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

    "É uma expressa acusação de crime de prevaricação [...]. Se Calero acusou outro ministro ao sair, é um caso muito grave e precisa comprovar o que diz para que o caso tenha a consequência devida", diz trecho da nota divulgada pelo deputado do PT.

    O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), divulgou neste sábado um comunicado pedindo a demissão imediata de Geddel do primeiro escalão e informando que vai pedir a convocação de Geddel para que o ministro explique a denúncia no Senado. Além disso, o líder petista afirmou que irá solicitar que o Ministério Público Federal apure o caso.

    "É escandaloso que um ministro extremamente poderoso dentro do governo, que trabalha na antessala de Temer, use do próprio cargo para coagir e ameaçar colegas em favor de interesses pessoais", destacou o senador do PT.

    À Rede Bahia, afiliada da TV Globo, Geddel admitiu ter conversado com o agora ex-ministro da Cultura sobre o embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a uma obra da iniciativa privada na capital baiana, mas negou que tenha feito pressão.

    Na entrevista publicada na edição deste sábado (19) da "Folha", Marcelo Calero relatou que passou a ser pressionado pelo colega de ministério logo depois de assumir o comando da Cultura, em maio.

    Um dos ministros mais próximos ao presidente Michel Temer, Geddel é presidente do PMDB na Bahia e é um dos políticos mais influentes do estado. No Palácio do Planalto, ele é responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional.

    O empreendimento imobiliário, segundo Calero, foi embargado pela direção nacional do Iphan em razão de estar localizado em uma área tombada como patrimônio cultural da União, sujeito a regramento especial. Os construtores, afirmou o ex-ministro à publicação, pretendem erguer um prédio com 31 andares, mas o Iphan autorizou a construção de, no máximo, 13 andares.

    Com vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos, o condomívio La Vue começou a ser construído em outubro de 2015. O metro quadrado dos apartamentos – um por andar – custa em torno de R$ 10 mil. O edifício tem apartamentos com quatro suítes de 259m² e uma cobertura chamada "Top House" de 450 m². Os imóveis no La Vue variam de R$ 2,6 milhões a R$ 4,5 milhões.

    Neste sábado, o instituto informou que a obra foi embargada após estudos técnicos apontarem impacto do empreendimento em cinco imóveis tombados da vizinhança do condomínio: o forte e farol de Santo Antônio, o forte de Santa Maria, o conjunto arquitetônico do Outeiro de Santo Antônio (que inclui o forte de São Diogo), além da própria Igreja de Santo Antônio.

    Embora a sede nacional do Iphan tenha barrado a construção do empreendimento, relatou Calero, a superintendência regional do órgão na Bahia elaborou um parecer técnico liberando a obra. O ex-ministro ressaltou ao jornal que tinha informações de que a direção da superintendência baiana do Iphan foi indicada por Geddel.

    "Ele [Geddel] pede minha interferência para que isso acontecesse [liberar a construção da obra], não só por conta da segurança jurídica, mas também porque ele tem um apartamento naquele empreendimento. Ele disse: "E aí, como é que eu fico nessa história?", contou Calero ao jornal, relatando conversa que teria tido com o ministro da Secretaria de Governo no período em que comandou a pasta da Cultura.

     

    AGU

    Em outro trecho da entrevista, Marcelo Calero disse que, diante da iminência de que o Iphan não iria liberar o empreendimento imobiliário baiano, ele passou a receber pressões de integrantes do governo para conceder a licença de construção ou enviar o caso para a Advocacia-Geral da União (AGU).

    "A informação que eu tive foi que a AGU construiria um argumento de que não poderia haver decisão administrativa [do Iphan]. Isso significa que o empreendimento seguiria com o parecer do Iphan da Bahia, que liberava a obra", afirmou o ex-ministro à "Folha".

    Calero também disse ao jornal que o titular da Secretaria de Governo acionou "vários interlocutores" para pressioná-lo a rever o embargo da obra.

     

    'Processo de fritura'

    Marcelo Calero disse na entrevista que decidiu pedir demissão e contar as pressões que sofreu do ministro da Secretaria de Governo no momento em que se deu conta de que havia um "processo de fritura" para "macular" a imagem dele. O ex-ministro da Cultura classificou de "inacreditável" a pressão que sofreu de Geddel para rever o embargo da obra.

    "A gota d'água foi quando fui procurado pela imprensa... Eu vejo isso de maneira objetiva: um agente governamental solicitou interferência de outro numa decisão técnica que lhe beneficiaria em caráter pessoal. Esse segundo agente não aceitou fazer essa interferência", enfatizou.

    Neste sábado, ao participar de um evento com artistas organizado pela Associação de Produtores de Teatro, Marcelo Calero confirmou que sofreu pressão do ex-colega de governo para liberar a obra em Salvador. Ele classificou a postura de Geddel como um caso de "corrupção".

    "Não desejo isso pra ninguém. Estar diante de uma pressão política, diante de um caso claro de corrupção. Venho aqui de cabeça erguida e peito aberto. Desde o primeiro momento eu fui muito claro, que nada fora do script, do roteiro, iria acontecer. Nem que isso custasse eu sair do ministério. Tenho uma responsabilidade com as pessoas em nome de um projeto", declarou o ex-ministro.

     

    A versão de Geddel

    Em entrevista à Rede Bahia, afiliada da TV Globo, Geddel Vieira Lima admitiu que é proprietário de um imóvel no empreendimento embargado pelo Iphan, negou que tenha pressionado o ex-colega de ministério a liberar a construção e disse "lamentar" e "repelir" as declarações de Calero.

    O titular da Secretaria de Governo admitiu que realmente conversou com Calero sobre o empreendimento, mas, segundo ele, não houve pressão, e sim "ponderação".

    Na visão do peemedebista, a conversa foi para reforçar a importância de uma obra que garante centenas de empregos.

    "Primeiro, [tenho que] lamentar. Sempre tive com o ministro Calero, uma figura muito doce, uma relação tranquila e amena. Segundo, repelir. Em nenhum momento foi feita pressão para que ele tomasse posição. Foram feitas ponderações. Mas ao fim, ao cabo, as ponderações não prevelaceram, prevaleceu a posição que ele defendia apesar de eu considerar equivocada, o que torna ainda mais supreendente o pedido de demissão e essa manifestação", declarou Geddel à Rede Bahia.

    O ministro afirmou ainda que não entendeu a atitude de Calero de acusá-lo de ter feito pressão para liberar uma obra da iniciativa privada.

    "Conversei por telefone [com Calero] com a tranquilidade de quem não tem medo de grampo, de fiscalização, porque o que eu converso por telefone, eu posso conversar publicamente", ironizou Geddel, referindo-se ao fato de, na entrevista à "Folha", o agora ex-ministro da Cultura ter dito que teve receio de que o colega da Secretaria de Governo estivesse com o telefone grampeado.

    Ele disse que tratou com Calero sobre o empreendimento da capital baiana com "absoluta transparência". Geddel ressaltou que apenas mostrou ao agora ex-colega que a judicialização da licença concedida, em 2014, pelo Iphan "gera desemprego" e "cria instabilidade" para quem comprou apartamentos no empreendimento imobiliário.

    "Evidentemente, eu tenho a mesma posição que outros que também adquiriram um imóvel nesse empreendimento que, ao invés de tirar, dá legitimidade para conhecer o tema e poder levar preocupações legítimas, transparentes, à apreciação  do ministro da área."

     

    Iphan

    Pivô da divergência que levou à demissão de Marcelo Calero do Ministério da Cultura, o Iphan afirmou por meio de nota que, após garantir o direito de ampla defesa aos empreendedores do condomínio La Vue, em Salvador, embargou a obra.

    No comunicado, a assessoria do órgão informou que o projeto do prédio prevê a construção de 31 pavimentos, equivalentes a 97,88 metros de altura. Ainda de acordo com o Iphan, são 23 pavimentos de apartamentos, 2 pavimentos para apartamentos de cobertura, 2 pavimentos sociais, 3 pavimentos de garagem e 1 pavimento em subsolo.

    O órgão ressaltou na nota que a decisão de embargar a obra foi tomada "considerando todas as argumentações técnicas e jurídicas apresentadas ao instituto" e após a realização de uma série de estudos técnicos.

    "Diante da decisão, cabe ao empreendedor, se desejar, apresentar nova proposta de edificação que respeite visibilidade e ambiência dos bens protegidos", ponderou o Iphan no comunicado.

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  • Operação Chequinho: Prisão de Garotinho tem relação com esquema de compra de votos

    Foto: Agência Câmara

    A prisão do ex-governador do Rio e atual secretário de Governo de Campos dos Goytacazes, Anthony Garotinho, na manhã desta quarta-feira (16), por volta das 10h30, aconteceu no contexto da Operação Chequinho, que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para a compra de votos no município, em 2016. Ao todo, são oito mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva, expedidos pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100º Zona Eleitoral de Campos. Garotinho foi preso em seu apartamento, localizado na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, e encaminhado para a sede da PF na zona portuária da capital fluminense. Segundo informações do Ministério Público Estadual (MP-RJ), a prefeitura de Campos dos Goytacazes oferecia inscrições fraudulentas no programa Cheque Cidadão, que concede R$ 200 por mês aos beneficiários, em troca de votos. Já foram presos neste ano vereadores, eleitores e outros envolvidos no esquema: em setembro, foi detida a secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social e a coordenadora do programa. A PF prendeu  eleitores que tinham ligação com um vereador detido em 29 de agosto, por suspeita de aliciamento para a compra de votos. Em outubro, foram presos dois vereadores Miguel Ribeiro Machado, o Miguelito, liberado no dia 26; e Ozéias Martins, que foi liberado no dia 29 de outubro. Quando Miguelito foi liberado foi preso outro vereador, Kellenson Ayres Figueiredo de Souza (PR), o "Kellinho" que conseguiu uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi solto último dia 4 de novembro.  



  • Com maioria de prefeitos na base, Rui minimiza impacto das eleições para 2018

    Foto: Pedro Moraes/GOVBA

    O governador Rui Costa reafirmou, nesta segunda-feira (7), durante entrevista ao radialista Mário Kertész que, em 2018, “o povo vai avaliar” se ele deve ou não permanecer no cargo. Fez uma análise lógica: cabe às urnas, caso Rui decida realmente ser candidato, definir o próximo governador da Bahia. Para além disso, o atual mandatário do Palácio de Ondina encontra conforto nos números das últimas eleições. Em 2014, Rui foi eleito ainda em primeiro turno, contra o ex-governador Paulo Souto. Passados dois anos, o chefe do Executivo baiano manteve a maioria das prefeituras sob o espectro de partidos da base aliada – apesar de derrotas em cidades importantes como Salvador e Feira de Santana e baixas simbólicas em Vitória da Conquista e Camaçari, administradas há algum tempo sob a égide petista. São, pelo menos, 271 prefeituras controladas por partidos governistas. A leitura de Rui sobre os impactos de 2016 em 2018 é acurada. Como político, o governador sabe que outros caminhos influenciam na hora do voto e que até o próximo pleito muita água deve passar pelas pontes eleitorais. Souto, adversário de Rui na primeira eleição do petista, governava a Bahia com uma base aliada robusta quando, em 2006, perdeu a disputa para Jaques Wagner. Foi uma lição ainda recente para o cenário político baiano. Por enquanto, este fantasma parece não assustar o mandatário atual. Caso mantenha as alianças com PSD e PP para 2018, partidos que elegeram, respectivamente, 83 e 55 prefeitos, Rui mantém certa prevalência contra seus oposicionistas, que juntos venceram em 140 municípios – menos do que os 177 somados de PSD, PP e PT. “Muita coisa vai acontecer até 2018”, cravou o governador. Os ventos, todavia, não sopram negativos para o petista, que mantém bons índices de avaliação.



  • Rejeição ao PT colaborou para derrota em Conquista, admite Zé Raimundo

    Foto: Blog do Anderson

    Candidato derrotado no segundo turno de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, o deputado estadual Zé Raimundo (PT) sente que cumpriu sua missão durante a campanha, mas admite que a rejeição nacional ao seu partido contribuiu para o resultado negativo na cidade. Com a eleição de Herzem Gusmão (PMDB), com 57,58% dos votos válidos, o PT perdeu o reduto que comandava há 20 anos – inclusive com um mandato do próprio Zé Raimundo.

    “No quadro nacional, há uma desqualificação da política, a população perdeu a fé, embora compareça e vote. Há um clima geral de desconfiança. Não podemos negar que o envolvimento de nomes de nosso partido nessas questões nacionais e a superexposição que a mídia deu somente ao nosso partido contribuiu para o resultado”, avaliou. “Nós somos éticos e respeitados na região. Mas de fato há uma rejeição ao partido que acabou pesando no final. Não houve qualquer tipo de denúncia ou desconfiança ética ou moral de nossa administração. Resumindo, eu diria que de fato o quadro nacional pesou, a crise econômica, o imaginário que se criou em torno do partido... Embora todos os partidos tenham cometido erros, o PT acabou pagando essa culpa”, lamentou. O presidente estadual da sigla, Everaldo Anunciação, concordou. “Há uma série de elementos. Foram 20 anos de mesmo projeto, 20 anos consecutivos leva a um desgaste natural. Além também desses ataques intensos na campanha, com ataques baixos sendo colocados o tempo todo pelo candidato do PMDB, levando mentiras, tentando distorcer informações. Esse conjunto de elementos nos levou à derrota”, explicou. “Sem dúvidas [a conjuntura nacional] influenciou. Há um grande ataque ao PT em nível nacional e em grandes centros, o que acaba influenciando no processo eleitoral”, completou. Zé Raimundo também atribuiu a derrota a outra questão: o seu tempo de campanha limitado, quando comparado ao de Gusmão. Segundo ele, a definição da coligação apenas no dia 18 de junho “chegou um pouco tarde”, já que Herzem foi candidato “por oito anos” e tinha mais espaço na mídia nos últimos anos. “Eu fui prefeito em 2008, depois atuei como professor. Como deputado estadual, eu não tive acesso aos veículos de comunicação. O outro tinha duas horas diárias de exposição na rádio, foram outras aparições. Foi uma luta desigual que se estabeleceu em termo de exposição da mídia, ele estava o tempo todo fazendo campanha enquanto eu nem era candidato”, defendeu. Mesmo assim, Zé Raimundo garante que vai continuar a defender o município. “Não estou me queixando. Ganha a democracia, o povo é soberano e eu respeito. Minha sensação não é de derrota. O povo respeitou nossas propostas, andamos pela cidade e sempre fomos recebidos com carinho, mesmo aqueles que não votaram na gente, reconheciam nosso papel na cidade. Eu não sentia essa carga de rejeição em mim. Em relação ao partido sim, é muito forte”, reforçou. “Eu vou continuar a desejar que a cidade continue a se desenvolver, meu mandato vai estar à disposição”, concluiu.(Bahia Noticias)

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  • Abstenções, votos brancos e nulos somam 32,5% do eleitorado do país

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou na noite deste domingo (30) que o número de eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais, somado aos votos brancos e nulos, foi de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas.

    Neste ano, 57 cidades tiveram segundo turno, número superior ao de 2012, quando 50 muncipíos passaram por uma segunda rodada de votações. Entre uma eleição e outra, o número de eleitores que foram às urnas nessa etapa cresceu 3,97%.

    O número, segundo o tribunal, corresponde a 32,5% dos 32,9 milhões de eleitores aptos a votar neste domingo. No segundo turno das eleições municipais de 2012, o número foi menor, de 8,4 milhões (26,5% dos 31,7 milhões de eleitores).

    O total de abstenções neste domingo foi de quase 7,1 milhões de eleitores (ou 21,6% do eleitorado). O número de votos brancos ficou em aproximadamente 936 mil (4,28% dos votos). Os votos nulos somaram 2,7 milhões (12,41% dos votos).

    Já em 2012, o número de abstenções foi de cerca de 6 milhões (19,11% dos eleitores). O número de votos brancos naquele ano foi de 834 mil (3,58% dos votos). Os votos nulos naquele ano somaram 1,5 milhão (6,54% dos votos).

    Com o aumento das abstenções e dos votos brancos e nulos, o total de votos válidos no segundo turno caiu 4,5% em 2016, em relação a 2012.

    No Rio, por exemplo, Marcelo Crivella (PRB) venceu com 1,7 milhão de votos. Segundo o TSE, 150 mil eleitores votaram em branco e outros 570 mil anularam o voto.(G1)



  • MPF diz que varreduras da Polícia Legislativa são ilegais; senadores contestam

    Foto: Reprodução/ Istoé

    Após a Polícia Federal prender hoje (21) quatro policiais legislativos, acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, senadores que teriam se beneficiado das ações negaram ilegalidades nas diligências da Polícia Legislativa, que fez varreduras em busca de grampos em endereços particulares dos parlamentares.

    Os parlamentares cujos endereços teriam sido vasculhados são a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e os senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA). O ex-presidente e ex-senador José Sarney também teria tido sua casa varrida em busca de grampos.

    Para os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), que pediram as prisões temporárias dos quatro policiais legislativos, embora as varreduras estejam previstas no regulamento interno do Senado, tais ações configuraram uma obstrução da Justiça por terem utilizado recursos públicos para ações de contrainteligência fora do Congresso Nacional, em endereços de parlamentares atualmente investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

     

    O argumento foi acatado pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, que autorizou as prisões.

    Em resposta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota na qual afirma que a "Polícia Legislativa exerce suas atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento administrativo do Senado Federal”. O texto acrescenta que “as atividades de varredura de escutas ambientais restringem-se a detecção de grampos ilegais, conforme previsto no regulamento interno".

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  • Cunha faz exame de corpo de delito em Curitiba e logo após retorna a carceragem

    Foto: G1

    O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (20), para fazer o exame de corpo de delito. O procedimento é padrão, e foi feito no Instituto Médico Legal (IML) da capital paranaense. 

    Após o exame, Cunha retornou para a Superintendência da PF. Segundo a PF, Cunha está em uma cela individual, separada dos demais presos da Operação Lava Jato. A corporação informou ainda que não há previsão de tomada de depoimento do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

    Eduardo Cunha foi preso ontem (19), em Brasília, pela Polícia Federal, depois que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, emitiu a ordem de prisão preventiva. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas, na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, segundo a PF.

     

    O ex-deputado divulgou ontem (19) nota em sua defesa, antes de embarcar para Curitiba (PR). Ele chamou de “absurda” a decisão do juiz federal Sérgio Moro de determinar sua prisão,  alegando que teria base em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse ainda que seus advogados tomarão “medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão”.

    “Trata-se de uma decisão absurda, sem nenhuma motivação e utilizando-se dos argumentos de uma ação cautelar extinta pelo Supremo Tribunal Federal. A referida ação cautelar do Supremo, que pedia minha prisão preventiva, foi extinta e o juiz, nos fundamentos da decretação de prisão, utiliza os fundamentos dessa ação cautelar, bem como de fatos atinentes a outros inquéritos que não estão sob sua jurisdição, não sendo ele juiz competente para deliberar”, disse.

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  • Eduardo Cunha é preso pela PF em Brasília

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso hoje (19) em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. O pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara dos Deputados foi emitido pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato, na primeira instância.

    A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão preventiva e informou que Cunha está sendo levado para Curitiba, onde estão sendo conduzidas as investigações. A previsão é de que Cunha chegue entre as 17h e as 18h à capital do Paraná. Ele embarcou no hangar da PF, no Aeroporto de Brasília.

    Entre os argumentos utilizados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações.

    Segundo a acusação, "há evidências" de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e pode fugir do país.

    “Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não for afastado o risco de dissipação do produto do crime, presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior, uma vez que o acusado poderia se valer de recursos ilícitos ali mantidos para facilitar fuga e refúgio no exterior”, disse Moro na decisão.

    Segundo a Agência Brasil, prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Federal, mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.



  • Holofotes apagados: 'famosos' acabam frustrados ao tentar CMS; conheça alguns por Bruno Luiz

    O "cabeção" Chiquinho teve o pior desempenho nas urnas | Foto: Divulga

    A fama pode render muito, mas nem sempre é garantia de votos na política. A prova disto está em alguns famosos que se candidataram para uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador este ano, mas ficaram de fora do Legislativo Municipal. Para Uziel Bueno (PTN), por exemplo, o sistema ficou “bruto”. O apresentador-candidato teve até uma votação expressiva, com 5.573 votos, mas acabou não sendo eleito. O pugilista Hollyfield (DEM) até tentou, mas não “bagaçou” nas urnas. Acostumado a tantas vitórias no boxe, o atleta, com apenas 1.917 votos, não conseguiu vencer no ringue eleitoral. O repórter da TV Record, Marcelo Castro (PRB), foi outro que não logrou êxito na tentativa de ingressar na Câmara. Com 2.828 votos, ficou de fora da Casa. Os tempos de glória da dançarina Léo Kret (DEM) parecem ter ficado em 2008, quando foi eleita vereadora. Em 2012, ela tentou reeleição, mas não conseguiu. Este ano, outra tentativa mal-sucedida: ela obteve 2.270 votos, mas vai precisar tentar novamente daqui a quatro anos. Ex-treinador de Acelino Popó Freitas e do campeão olímpico Robson Conceição, Dórea (PSD) ficou longe da vitória nas urnas, com seus 3.140 votos que não o levaram para o Legislativo Municipal. O cantor Ninha (PP), ex-Timbalada, pode até cantar para o mar, para lua, a terra e o ar, mas não vai cantar na Câmara. Com apenas 807 votos, ele passou longe de que conseguir se eleger. Os eleitores de Salvador foram “sem massagem” com o pagodeiro Robyssão (PTB). Com letras inspiradas no filósofo alemão Arthur Schopenhaeur, o cantor não conseguiu a empatia nem das “filhas” que tanto invoca em suas canções e teve apenas 396 votos. Ainda no âmbito dos músicos-candidatos, EdCity (PHS) também foi outro que se lançou na disputa. Apesar de ter abandonado a corrida pela vereança, conseguiu 40 votos. Afastado pela Justiça da presidência do Bahia, Marcelo Guimarães Filho (PMDB) foi outra celebridade que não ascendeu à vereança, já que seus 4.179 não foram suficientes. O programa de Leandro Guerrilha (PTB) no rádio pode até ter alegria. No entanto, o radialista não foi feliz em sua tentativa de integrar a Câmara Municipal. Ficou de fora dela com seus 5.664 votos. Ter feito parte do Esporte Clube Bahia parece não ter dado sorte a alguns ex-jogadores candidatos. O ex-atacante Zé Carlos (PRB), por exemplo, não foi vitorioso no campo eleitoral e ficou com apenas 1.239 votos. Também ex-atacante, Marcelo Ramos (PSB) teve somente 948 votos. Ícone dos programas infantis, Chiquinho (PRTB) foi outro que obteve desempenho aquém do esperado nas urnas. Com apenas 383 votos, o pior desempenho entre os candidatos citados na reportagem, parece que os “baixinhos” que outrora assistiam às suas atrações não votaram nele quando “altinhos”.(Bahia Noticias)



  • Escândalos de corrupção despertam desinteresse em eleitores, dizem especialistas

    Foto: Reprodução

    Em eleições municipais o debate eleitoral gira em torno, normalmente, dos problemas do dia a dia dos cidadãos, como a falta de asfalto das ruas, a infraestrutura dos bairros e das cidades. Este ano, contudo, os temas locais têm disputado espaço com a repercussão das investigações da Operação Lava Jato, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a cassação do deputado Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O resultado disso, na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, é o aumento da desconfiança do eleitor em relação aos partidos políticos e na política como um todo. Neste cenário, estudiosos do processo eleitoral preveem um alto índice de abstenção, crescimento do voto nulo e o fortalecimento dos candidatos “antipartidários”.

    “Há um descrédito total das pessoas nos partidos político. Pela experiência que eu tenho, dificilmente alguém, tirando os militantes mais identificados, vai votar pela escolha partidária. A população em geral está desacreditada dos partidos políticos. A tendência vai ser a opção pelo voto carismático, na pessoa, que é o voto efetivamente pessoal”, avalia o professor de direito eleitoral da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) Marcos Ramayana.



  • Sete pessoas são baleadas em comício com Rui Costa em Ipiau e suspeito é preso; veja vídeo

    Foto: Giro em Ipiaú

    Sete pessoas foram baleadas durante comício da candidata à prefeitura de Ipiaú, Maria das Graças, com a presença do governador Rui Costa (PT), na noite desta quinta-feira (15). Cerca de três mil pessoas estavam no ato quando ouviram disparos de arma de fogo. Testemunhas contaram ao site Ipiau Online que foram deflagrados pelo menos dez tiros. O evento ocorreu em frente ao Ginásio de Esportes Clériston Andrade. Testemunhas relatam que o autor do disparos foi um homem que fugiu a pé. A vítima mais grave é Danilo Menezes de Sousa, que foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Prado Valadares, em Jequié. Também foram baleados: Ronaldo Pinto Andrade, atingido na virilha; Saionara Menezes de Souza; em um dos dedos da mão; Joélio dos Santos; baleado no braço; um homem identificado como Alexsandro, baleado no braço e na perna; um jovem identificado pelo prenome de Alan, baleado na perna; e Fábio dos Santos, baleado no pé. Rui já se preparava para descer do palanque quando começou o ataque. Houve correria no local. A polícia afirma já ter pistas sobre o autor dos disparos e um menor, suspeito de participar do crime, foi apreendido. "É uma prática que a gente sempre imagina que já estava enterrada, a pior forma possível de se fazer política. Mas a resposta será dura, será firme. A partir de amanhã (16) vamos manter um pelotão especializado da caatinga em Ipiaú até o dia da eleição e um grupamento especializado da Polícia Civil para deixar claro que criminoso, seja da política ou do banditismo, não vai intimidar o estado de direito e nem a sociedade. Aqueles que querem se impor pelo medo terão a força e a mão do estado botando ordem, colocando presos aqueles que querem aterrorizar as famílias de Ipiaú", afirmou Rui.(Bahia Noticias)



  • Foto: Reprodução/TV

    O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas, em discurso, na tarde de hoje (15) aos procuradores que o denunciaram ontem (14) na Operação Lava Jato. Lula diz que a apresentação da denúncia foi “um espetáculo de pirotecnia” e que é vítima de perseguição “pelas coisas boas que fez pelo país”.

    “Em respeito à lei, vou prestar quantos depoimentos forem necessários. Podem me chamar que estou lá. Se tem uma coisa que eles tem que aprender é que eles não estão habituados com o cidadão, que a única coisa que tenho orgulho é que conquistei o direito de andar de cabeça erguida. Provem uma corrupção minha e eu irei a pé para ser preso”, disse em discurso, durante evento organizado pelo PT no Novotel Jaraguá, na capital paulista. 

    Ontem (15), o ex-presidente foi denunciado, no âmbito da Lava Jato, por procuradores do Ministério Público Federal à Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e falsidade ideológica. Na denúncia, os procuradores dizem que o ex-presidente recebeu vantagens indevidas referentes à reforma de um triplex em Guarujá (SP) feita pela empreiteira OAS. A esposa de Lula, Marisa Letícia, também foi denunciada. De acordo com  procurador da República Deltan Dallagnol, o ex-presidente era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato". 

     

    “Não conheço pessoalmente os meninos que fizeram o espetáculo de pirotecnia. Mas pela educação que eu tive de berço, eu respeitaria mais a família deles do que eles respeitaram a minha”, disse.

    “Aprendi que não adianta ficar nervoso ou zangado. Se ficar, você sofre mais e faz o jogo do adversário. Ontem, eu não quis ficar zangado. Só não compreendia o porquê daquilo. Por que se convoca a coletiva, com dinheiro público e se diz 'não tenho prova, mas tenho convicção'? Não posso dizer qual é a convicção que eu tenho deles. Eles tinham a prova do avião [em referência ao helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT), apreendido em 2013, com cocaína], eles viram a cocaína, tinham a prova, mas eles não tinham convicção”, acrescentou, sendo aplaudido pelo público que acompanhava o discurso, entre eles parlamentares petistas e líderes de movimentos sociais.

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  • Lava Jato: MPF denuncia Lula, Marisa Letícia e mais seis pessoas

    Foto: Reprodução/Agência Brasil

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado à Justiça pela primeira vez no âmbito da Operação Lava Jato. O anúncio foi feito hoje (14) pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pela operação. A denúncia também inclui a esposa de Lula, Marisa Letícia da Silva, e outras seis pessoas. Os detalhes da denúncia ainda não foram divulgados. Eles serão apresentados em uma entrevista coletiva com integrantes da força-tarefa, prevista para 15h. Os procuradores afirmam que o ex-presidente recebeu vantagens indevidas referentes à reforma de um triplex em Guarujá (SP) feita pela empreiteira OAS. Segundo o MPF, a reforma foi oferecida a ele como compensação por ações do ex-presidente no esquema de corrupção da Petrobras. A denúncia também inclui os nomes do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Os outros quatro denunciados são pessoas ligadas à empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira. O MPF investiga ainda se as obras realizadas pela Odebrecht em um sítio frequentado pela família de Lula em Atibaia (SP) também consistem em vantagens indevidas recebidas pelo petista. No entanto, nenhum representante dessa empreiteira foi incluído na denúncia apresentada hoje.



  • Dilma adia visita a Salvador para participar de campanha de Alice: ‘Banho de água fria’

    Foto: Reprodução/ Facebook

    Prevista para acontecer nesta sexta-feira (9), a participação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em um ato da campanha da deputada federal Alice Portugal (PCdoB) à prefeitura de Salvador foi adiado para a próxima semana. A nova data, no entanto, ainda não está definida. “Dada a mudança dela para Porto Alegre, ela tinha alguns compromissos. E tinha também uma ida para Minas Gerais”, explicou Alice, ao Bahia Notícias. De acordo com a candidata, a provável data é o dia 16, porém o ex-ministro Jaques Wagner ficou responsável por articular a vinda de Dilma à Bahia. “Eu acho que ela deve participar de alguma coisa da Frente Brasil Popular e de um comício da chapa”, apontou a comunista. “Eu tomei um banho de água fria por achar que ela viria agora, mas ela vem semana que vem”, prometeu Alice. 



  • Aliados articulam para lançar candidatura de Wagner para governo em 2018

    Foto: Manu Dias / GOVBA

    Articulações internas no Partido dos Trabalhadores podem levar a incertezas sobre o nome que disputará a eleição estadual em 2018. Um movimento que partiu do interior e já chegou à capital quer lançar o ex-governador Jaques Wagner para buscar um novo mandato, ao invés de uma eventual tentativa de reeleição de Rui Costa. Alguns dos principais aliados da sigla no estado se queixam que Rui não aprendeu a negociar politicamente, o que tem desagradado até mesmo caciques de outros partidos da base aliada. Uma das situações que incomodaram a base foi a nomeação do senador Walter Pinheiro (sem partido) para a secretaria de Educação, pouco tempo após sua saída do PT - o incômodo não chegou a ser público, porém diversos petistas reclamaram nos bastidores do movimento político do governador. Os "escorregões" de Rui na articulação política foram externados, inclusive, pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), que reclamou do tom adotado pelo chefe do Executivo baiano nas relações com parlamentares - e depois acabou voltando atrás da crítica. Se por um lado Rui aparece como bom administrador e mau negociador, Wagner tem a seu favor a boa avaliação de seus dois mandatos e o seu reconhecimento como bom articulador político – questão, inclusive, que o alçou a ministro-chefe da Casa Civil da ex-presidente Dilma Rousseff.



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