Dias depois vendeu grande parte da mercadoria para um receptador também identificado. H2 foi indiciado 7 vezes por estelionato e 8 vezes por receptação qualificada. Uma das mulheres aliciada por ele (H2) é uma dentista que já foi indiciada neste mês de agosto duas vezes pelos crimes de receptação, ocasião em que ela tentou vender materiais odontológicos comprados com cartão clonado. Inclusive em um desses inquéritos ela foi indiciada junto com H2. Às 20:32 do dia 13/07/2024, ela comprou 1 notebook, 1 caixa BoomBox JBL e 1 celular, causando um prejuízo à vítima de R$7.119,70 e por isso foi indiciada, pela terceira vez no mês de agosto, pelo crime de estelionato por uso de cartão clonado. Um vendedor de carros de uma grande revendedora de veículos da cidade também fez compras com cartão clonado na Loja Havan. Ele (H3) foi indiciado 2 vezes por estelionato e 2 vezes por associação criminosa. A Polícia Judiciária identificou um empresário do ramo de reformas residenciais como receptador (H4) para quem H1 teria vendido grande parte dos eletro eletrônicos e recuperou com ele 3 TVs, 2 celulares e 5 caixas de som JBL, cujo valor total de nota fiscal da loja é R$27.499,00. Ele alegou ter adquirido os objetos através de um anúncio no facebook, pagando apenas R$11.500,00, sem apresentação de nenhuma nota fiscal. Este empresário (H4) foi indiciado 8 vezes por receptação qualificada em 8 inquéritos diferentes. Outra mulher (M2) foi identificada como receptadora porque recebeu um PIX no valor de R$1.000,00 como parte do pagamento feito pelo empresário-receptador H4. Este informou que foi uma conta PIX indicada pelo vendedor-estelionatário H1. Ao ser interrogada, a receptadora M2 não conseguiu explicar a origem desse pagamento e foi indiciada 8 vezes pelo crime de receptação em 8 inquéritos autônomos. A Polícia Civil orienta que a maneira mais segura de saber a procedência na compra de um eletro eletrônico novo é com a apresentação de sua nota fiscal. Além disso, alerta à população para que não compre cartões clonados na internet ou em grupos de redes sociais, pois qualquer um que vier a utilizá-los poderá ser identificado e responderá ao menos pelo crime de estelionato. Ao todo foram feitos os seguintes indiciamentos: 29 por estelionato, 6 por receptação simples, 16 por receptação qualificada e 11 por associação criminosa. Os investigados respondem em liberdade e qualquer novo crime praticado por eles a partir dessa data terão pedido de prisão representado pela Polícia Civil. Todos os 14 inquéritos foram concluídos e remetidos ao Poder Judiciário com os respectivos indiciamentos.

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