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Onda de protestos espontâneos tomou o país de surpresa, ofuscando a Copa das Confederações (Foto: AP)
Durante a Copa do Mundo, que terá jogos em 12 capitais do país entre 12 de junho e 13 de julho, o maior temor, em termos de segurança, não é o de um ataque terrorista, mas as manifestações que podem ocorrer durante a competição, diz, em entrevista exclusiva aoG1, o delegado Felipe Seixas, coordenador nacional da segurança de grandes eventos da Polícia Federal
“As manifestações, sem dúvida, seriam hoje a nossa maior preocupação. A probabilidade delas acontecerem é altíssima, sabemos que irão acontecer, mas não sabemos exatamente qual a proporção. Pode ser que sejam piores ainda do que na Copa das Confederações. Pode ser que sejam mais violentas”, afirma o delegado.“Sabemos que vai ter, mas não se sabe ainda exatamente qual vai ser a dimensão destes movimentos”, acrescenta. “Já um ataque terrorista, a gente acredita que não vai acontecer, e estamos trabalhando para que isso não ocorra. E, caso ocorra, que a resposta do Estado seja o mais rápido possível”.
Durante a Copa das Confederações, em junho de 2013, protestos ocorreram em diversas cidades do país pedindo melhorias no transporte público e na saúde, dentre outras reivindicações. Os atos levaram milhares de pessoas às ruas do país e, em muitos casos, terminaram de forma violenta, com depredações e confrontos. As polícias foram acusadas de excesso de uso de munição não letal, como gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, que deixaram feridos em vários estados. A corporações disseram ao G1 que “foram pegas de surpresa” pela violência.Para o delegado, após a Copa das Confederações, as policias se prepararam para enfrentar os protestos que devem ocorrer neste ano e não será necessário o emprego de militares nas ruas. Em casos excepcionais, o governo do estado reconhece a incapacidade de atuação e pede intervenção federal.

Agentes da PF vão aumentar a segurança em
aeroportos durante a Copa (Foto: PF/Divulgação)“Eu acredito que os estados conseguem responder às manifestações. Desde então, houve investimentos em segurança, como a compra de armas menos letais, treinamentos da tropa. Além disso, a Força Nacional estará pronta para ajudar. Os militares só serão empregados se o estado reconhecer que suas forças não estão fazendo frente às ameaças e solicite ação federal, o que não acredito que ocorrerá. As forças de segurança têm experiência e maturidade para fazer frente a elas”, entende o delegado Seixas.
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