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Com faíxas e abaixo - assinado, moradores da Vila impede (temporariamente) construção do CDP. Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br
Pela segunda vez, resistência popular contra a construção do Centro de Detenção Provisória (CDP) prevalece e, legislativo adia votação que dará poder ao executivo de doar terreno para que o Estado inicie as obras no local determinado.
Local determinado; eis aí uma questão que tem gerado uma grande polêmica.
O primeiro local cedido pelo município para que o Estado Construísse o CDP estava situado nas proximidades do povoado da Lagoa funda. O terreno até chegou a ser preparado pela empresa responsável em realizar as obras, porém, assim que os moradores tiveram conhecimento [o município não realizou nenhuma audiência com os moradores da localidade pra saber a opinião a respeito, antes de iniciar as obras do CDP] uma grande manifestação foi desencadeada, vias foram interditadas com queima de pneus, além de abaixo - assinado e protestos com uma grande participação popular na Câmara de Vereadores, 'obrigando' não só os parlamentares, bem como o município a recuar.
As obras foram interrompidas e o município ficou incumbido de ceder um novo local para a construção do CDP; a Vila Presidente Vargas acabou se tornando a “bola da vez”.
Visando ter uma aceitação por parte dos moradores da Vila, uma audiência pública com a participação do prefeito Aguiberto, do Juiz da vara crime de Brumado, o Excelentíssimo Dr. Genivaldo Guimarães, vereadores e demais autoridades políticas, Comunitárias, dentre outras, expuseram os benefícios que o CDP traria á todos.
A explanação dos principais interessados na construção do CDP foram ouvidas, mas, apresentando as suas razões, os moradores da Vila Presidente Vargas e adjacências foram unânimes em não aceitar a construção do CDP.
Diante da resistência, o prefeito Aguiberto foi enfático em dizer que estaria enviando o projeto para ser votado na Câmara e, caso fosse aprovado, não haveria mais o que questionar - nas proximidades da Vila o CDP seria construído.
A votação entrou em pauta para a sessão desta segunda-feira (16), porém, diante de mais de 500 (quinhentos) assinaturas em um abaixo - assinado entregue ao prefeito, além da pressão dos moradores da Vila que compareceram na câmara de vereadores com faixas em protestos á construção na referida localidade, o projeto foi tirado de pauta e a sessão foi encerrada sem que o mesmo fosse votado.
Segundo o presidente do legislativo, Alessandro Lobo, um novo local está sendo estudado, e em uma nova sessão que será realizada na manhã de quinta-feira ( 19 ), será decido definitivamente, se a Vila abrigará, ou não, o Centro de Detenção Provisória.
Ao menos, temporariamente, a vontade do povo manifestada à base de protesto foi que prevaleceu.
Um novo Terreno que não tem povoamento nas suas proximidades está sendo negociado à base de permuta, caso dê certo, o CDP que é uma necessidade urgente, devido a super lotação da carceragem da 20ª COORPIN e o aumento constante da criminalidade, será construído; sem que ninguém se sinta prejudicado, beneficiando tanto aos políticos, quanto a comunidade não só de Brumado, bem como das cidades vizinhas, já que o 'presídio' abrigará condenados e custodiados da região. O que literalmente seria um final feliz para todos.
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