• Pesquisa mostra que Bahia tem menos de dois médicos para cada mil habitantes

    Dados da pesquisa Demografia Médica no Brasil 2023, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) mostram que a Bahia possui menos de dois médicos para cada mil habitantes, a 7º pior proporção do país. As informações do levantamento revelam um cenário já conhecido na Bahia: quem mora no interior e precisa de atendimento que vá além da clínica geral, percorre um longo caminho para conseguir agendar consultas e fazer exames. Dos 27,3 mil médicos que atuam no estado, 15,3 mil trabalham em Salvador, 821 na Região Metropolitana de Salvador e 11 mil no interior do estado. Apesar de 40% dos profissionais estarem espalhados fora da capital, a maior parte deles são “generalistas”, ou seja, não possuem especialização em nenhuma das 55 áreas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades (CME). Se considerarmos a quantidade de especialistas, a proporção cai de 1,83 para 0,96 médico a cada mil habitantes no estado. Entre as especialidades, a Bahia possui 16 cirurgiões para cada 100 mil habitantes e 8,8 anestesiologistas para o mesmo número de pessoas. Para que a situação seja contornada, não basta apenas colocar médicos para atenderem em cidades do interior do estado, é preciso que uma série de investimentos seja aplicada. O número total de médicos atuantes na Bahia seria o suficiente para atender as necessidades do estado, de acordo com Otávio Marambaia, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). O problema é justamente a concentração de profissionais em poucas regiões.








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