-

Neste mês de agosto, a concessão da Coelba completa seus 26 anos de vigência, e a empresa tem buscado apoio político para a renovação do contrato. Alvo de críticas da população por causa do serviço prestado, a concessionária sofre também com ataques da classe política, o que teria feito com que ocorresse um maior diálogo e resolutividade das demandas apresentadas. A renovação da concessão, no entanto, ainda não é dada como certa. A pressão contra a Coelba cresceu a partir de maio, quando a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) fez uma audiência pública com a presença do presidente da instituição, Luiz Antônio Ciarlini. Como relatou Manuel Rocha (União), presidente do colegiado, Ciarlini foi “bombardeado de todos os lados”. A avaliação é que após a ofensiva no dia, o relacionamento com a companhia esteve muito mais próximo. Neste período, também ocorreu uma troca no comando, quando em julho Ciarlini saiu da presidência para a posse de Thiago Freire Guth. Desde então, segundo os parlamentares, além da assessoria que sempre esteve presente para recolher as demandas dos deputados estaduais, os próprios representantes da instituição passaram a estar presentes na AL-BA, a cada 15 dias, para responder aos questionamentos. A audiência contou com sala cheia. Foram 23 deputados, ou seja, não estiveram presentes apenas os oito deputados titulares e quatro suplentes que compõem a comissão. Ainda participaram o secretário do Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso (PT), e o secretário de Agricultura, Tum (Avante), que quando era deputado estadual recolheu assinaturas para instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigasse a companhia. O contrato de concessão prevê que faltando três anos, ou seja, em 2027, a Coelba pode requerer a renovação por mais 30 anos, sem que precise ocorrer uma nova licitação e concorrência com novas empresas. Caso o governo não responda esse pedido, o contrato é mesmo assim renovado. Para que essa questão não fosse feita sem um acompanhamento, deputados estaduais também instalaram uma subcomissão para monitorar a revisão.

.gif)


.gif)














