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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o texto-base do projeto de lei sobre a tributação dos fundos dos super-ricos e das offshores - empresas sediadas fora do país. A decisão foi validada com 323 votos favoráveis e 119 contrários. A votação do projeto foi destravada após a troca no comando da Caixa Econômica Federal. O presidente Lula (PT) demitiu a economista Maria Rita Serrano e indicou para o posto Carlos Antônio Vieira Fernandes, aliado do presidente da Câmara Arthur Lira (PP), na tarde de quarta. Os deputados rejeitaram todos os destaques - sugestões de mudança no texto - que poderiam alterar a proposta. Agora, a matéria segue para o Senado Federal, mas sem data definida para a votação. A medida é parte importante do pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na tentativa de aumentar a arrecadação do governo federal e zerar o déficit das contas públicas em 2024. O governo defende também que o projeto busca alcançar mais justiça tributária. Segundo o texto aprovado, os lucros obtidos com recursos em offshores serão tributados em 15% sobre os ganhos, uma vez por ano, independentemente de o indivíduo resgatar ou não esses investimentos e trazê-los ao Brasil. Já os super-ricos terão que arcar com alíquota da mesma porcentagem sobre os rendimentos a ser paga nos meses de maio e novembro de cada ano.

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