• Vereador do interior da Bahia insinua que prefeita precisaria fazer DNA para descobrir pai de filho

    A Polícia Civil investiga uma denúncia de calúnia e difamação feita pela prefeita da cidade de Aporá, a 200 km de Salvador, Carine de Ataíde (Avante), contra o vereador Denilson Macedo (PP), após o político insinuar que ela precisaria de um teste de DNA para descobrir quem é o pai de um possível filho. A declaração aconteceu durante uma sessão plenária da Câmara de Vereadores de Aporá, na quinta-feira (9), mas viralizou nas redes sociais. Em nota, a Polícia Civil informou que a delegacia do município apura o caso e que a prefeita e o vereador serão ouvidos. Em março, Carine de Ataíde viralizou nas redes sociais ao dar início ao projeto "Dormindo na Casa do Povo”, onde ia até a casa dos moradores da cidade para dormir, sem aviso prévio. De acordo com a gestora, essa seria uma forma de entender as necessidades da população. "Ainda tem as pernoitadas da prefeita com o povo. A prefeita está pernoitando com o povo; e que beleza dormir da casa do povo. Meu pai está na lista [e] eu digo 'painho, fique na lista para ver se você dorme com a prefeita também'. É brincadeira um negócio desses", disse o vereador do PP. Denilson Macedo ainda afirmou que muitos moradores precisam de reformas nas casas e a prefeita deveria levar um "pessoal com uma caçamba cheia de areia, duas, três ou quatro... tijolos, blocos, cama e tal, já que é melhor do que dormir na casa do povo porque, daqui a pouco, vai ter que fazer DNA, porque ninguém vai saber de quem é o pai, né? Muito difícil esse negócio". Nas redes sociais, Carine de Ataíde lamentou a declaração do vereador. "Aporá assiste sua casa legislativa retroceder e publicamente, sob olhar dos senhores vereadores ali presente, uma mulher, mãe, filha, amiga e prefeita deste município é exposta e agredida verbalmente pelo vereador Denilson Macedo, que de maneira covarde ofende a honra da gestora", disse a prefeita. Em nota, a Câmara de Vereadores de Aporá informou que o vereador possui "inviolabilidade nas suas opiniões, palavras e votos sendo tal preceito assegurado constitucionalmente". No entanto, conforme a Casa, esta imunidade ou garantia não é absoluta, devendo o parlamentar responder na medida de sua responsabilidade seja civilmente ou penalidade acaso extrapole a fronteira de direitos alheios.








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