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Com 4,55 milhões de eleitores, as 20 maiores cidades da Bahia representam 40% do eleitorado do estado. E, por essa razão, administrar o maior número delas é essencial para disputar o governo estadual. Na corrida eleitoral deste ano, a base do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) conseguiu unidade política em 11 delas, enquanto o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) chegou a um consenso em 10. As duas bases, inclusive, conseguiram unidade nos dois maiores colégios do estado: Salvador e Feira de Santana. Na capital baiana, a disputa acontece entre o atual prefeito Bruno Reis (União Brasil) e o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), com ampla vantagem do gestor municipal nas intenções de votos. Segundo levantamento da primeira Quaest, Bruno Reis possui 66% dos votos totais, enquanto o emedebista aparece em segundo colocado, com 9%. Na Princesinha do Sertão, o confronto é entre José Ronaldo (União Brasil), que lidera as sondagens de opinião, e Zé Neto (PT). Os grupos políticos também chegaram em acordo com partidos aliados em outras cinco cidades que integram o grupo das 20 maiores do estado: Lauro de Freitas, Jequié, Alagoinhas, Simões Filho e Santo Antônio de Jesus. Nesse grupo, o único confronto direto entre União Brasil e PT, que brigam historicamente pelo governo estadual desde 1998, é em Lauro. Os prefeituráveis são a vereadora Débora Régis (União Brasil) e Antônio Rosalvo (PT), candidato apoiado pela atual gestão, de Moema Gramacho (PT). ACM Neto também conseguiu unir o grupo político nas cidades de Camaçari, com o candidato Flávio Matos (União Brasil); em Vitória da Conquista, com a atual prefeita e candidata à reeleição, Sheila Lemos (União Brasil); em Luís Eduardo Magalhães, com o atual prefeito Junior Marabá (PP); e, por fim, em Ilhéus, lançando o nome de Valderico Junior (União Brasil). A base governista, por sua vez, alcançou consenso nos municípios de Itabuna, com o atual prefeito e candidato à reeleição, Augusto Castro (PSD); em Porto Seguro, com a candidatura da ex-prefeita Cláudia Oliveira (PSD), que comandou a cidade por dois mandatos; e em Barreiras, com o ex-deputado federal Tito (PT). Presidente do PT na Bahia, Éden Valadares afirmou que, por ser governo, a base de Jerônimo Rodrigues teve mais dificuldade para conseguir unidade. “É mais fácil estar junto quando você está na oposição, quando você está de fora é mais fácil se juntar”, disse.


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