• Direita e centro consolidam ascensão, enquanto esquerda perde prefeituras de capitais

    As eleições municipais chegaram ao fim neste domingo (28) com o segundo turno e apontaram uma perda de espaço do chamado campo progressista, formado pela esquerda e centro-esquerda, nas prefeituras das capitais. Enquanto isso, houve uma ascensão de partidos de direita e, em especial, do centrão.  Esquerda e centro-esquerda elegeram apenas três prefeitos: em Recife, com João Campos (PSB); em Manaus, David Almeida (Avante); e em Fortaleza, com Evandro Leitão (PT). O número vem caindo desde 2012, quando o campo elegeu 14 candidatos, contra os nove eleitos pela direita e centro-direta. Na eleição seguinte, em 2016, o campo progressista teve uma queda para oito e depois, em 2020, conseguiu eleger seis candidatos.  Enquanto isso, o campo conservador cresceu de nove para 12 em 2016 e manteve o número em 2020. Neste ano, os partidos de direita e centro-direita elegeram 13 candidatos. Já o centrão, foi o que mais elegeu: 10 prefeitos eleitos em capitais brasileiras - ascensão expressiva, já que em 2012 o grupo tinha apenas três capitais, nos pleitos seguintes o número cresceu para seis e oito, respectivamente. Os motivos para essas mudanças podem estar relacionado, entre outro fatores, ao desempenho aquém do esperado da esquerda na comunicação, à influencia do orçamento secreto nas eleições e à ascensão da ideologia da direita, que saiu do "esconderijo" nos últimos anos. 

    Esquerda
    PT: Fortaleza (CE)
    Psol: não elegeu prefeito em capital
    PCdoB: não elegeu prefeito em capital

    Centro-esquerda
    Rede: não elegeu prefeito em capital
    PSB: Recife (PE)
    PDT: não elegeu prefeito em capital
    Avante: Manaus (AM)

    Centro
    MDB: Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP);
    PSD: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA)

    Centro-direita
    PSDB: não elegeu prefeito em capital
    PP: Campo Grande (MS) e João Pessoa (PB)
    Podemos: Palmas (TO) e Porto Velho (RO)
    Republicanos: Vitória (ES)
    Cidadania: não elegeu prefeito em capital

    Direita:
    PL: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), Maceió (PL) e Rio Branco (AC)
    União: Goiânia (GO), Natal (RN), Salvador (BA) e Teresina (PI)








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