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Dona Anália, ao lado um de um dos seus filhos. Foto: Altier Souza / Destaquebahia.com.br
Ela chegou onde poucos conseguiram, e está indo onde poucos conseguirão chegar.
Aos 100 anos de idade, completados no dia 05 deste mês, ainda consciente e sem necessitar de ajuda para se locomover, Analia da Silva Santos (Dona Anália) retrata na face e na sua trajetória de vida, a marca do sertanejo; que mesmo diante das mais adversas situações, consegue vencer as lutas e transpor o tempo, desfrutando do prazer de viver gerações diferentes e histórias até então, inimagináveis, tudo alcançado com superação diária.Natural do município de Presidente Jânio Quadro, Dona Anália escolheu a região de Maetinga para ser a sua morada, e há anos reside na Fazenda Bomfim, onde, sempre que possível, recebe a visita dos familiares, alguns deles residentes em outros estados.

O Destaquebahia homenageia essa sertaneja, registrada como nascida em 1914, “há quem diga que ela tenha 112 anos” ano em que um dos maiores clássicos da música sertaneja foi gravado. Certamente são poucos aqueles que não sabem cantar o trecho desse clássico da música brasileira: “Não há, oh gente/ oh não, Luar/ Como esse do sertão”. “Luar do Sertão” foi gravada há 100 anos, como uma toada sertaneja por Eduardo das Neves. O compacto, que saiu pela Odeon, trazia como compositores Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco. Anos mais tarde, regravada por nomes expressivos, como Maria Bethânia, Milton Nascimento e Luiz Gonzaga, ela se tornou um verdadeiro hino. E assim como essa canção que está marcada como um hino na vida dos brasileiros, assim é dona Anália, não se fala na história de Maetinga, sem antes passar por sua história.

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