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A deficiência no atendimento da Emergência do Hospital Regional de Guanambi foi parar na Delegacia de Polícia. No último sábado (7) o motorista Edvaldo Pereira dos Santos, residente à Rua Pernambuco no Bairro Marabá acusou o hospital de negar atendimento ao seu filho de oito anos de idade. Segundo as declarações do motorista em Boletim de Ocorrência, o seu filho estava com febre de 38.7 graus sem pediatra o clínico de plantão se recusou em atender e uma enfermeira orientou-lhe que voltasse para casa e desse um remédio ao garoto. Na sessão da última segunda feira da Câmara municipal o médico e vereador, Agostinho Lira denunciou as mazelas vivenciadas por ele em seu último plantão naquela unidade de saúde. Faltaram ataduras, soro, elementos essenciais para sutura, autoclave (equipamento de esterilização) quebrada, material cirúrgico teve que ser esterilizado em outra unidade. O Diretor Administrativo Dorisvaldo Lobo em conversa com nossa reportagem, alegou que eventuais falta de medicamentos, não é um problema só do Hospital de Guanambi, mas uma questão nacional. Todos os esforços estão sendo feitos para solucionar o problema, mas afirma que nenhum paciente teve atendimento comprometido. Falou ainda da falta de itens no mercado para suprir a demanda de 250 frascos de soro que são consumidos diariamente e que houve atraso na abertura de processo licitatório, sendo adquirido no final do mês passado um lote de trinta mil frascos. Dori, destaca ponto positivo o avanço no atendimento de alta complexidade, onde já foram realizadas 46 cirurgias neurológicas. A Diretora Geral Graça Cotrim admite a falta de medicamentos e de vários outros itens no maior hospital da região. Mas garantiu que todos os esforços e mudanças de estratégias estão sendo feitas para melhorar a qualidade do atendimento. O dinamismo da diretora tem provocado mudanças significativas para suprir o que o estado não tem disponibilizado. O resultado, são doações de equipamentos como ar condicionado, geladeiras, bebedouros para o hospital e um grande número de voluntários ajudando a realizar pequenos reparos, para garantir a manutenção essencial porém esquecida, pelo governador da Bahia. Em tempo, o governo do estado foi incapaz de realizar uma obra de ampliação do hospital, que nada mais seria do que reincorporar a unidade o espaço que foi usado por muitos anos pela extinta DIRES.Iniciada em 13 de janeiro de 2014 para ser entregue em 120 dias, a burocracia estatal e incompetência administrativa impedem 140 leitos essenciais para o atendimento, sejam disponibilizados. Por Bonny Silva


















