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  • Bolsonaro nega proposta que aumenta o tempo de contribuição e criação de alíquota de 22% à Previdência

    Nas redes sociais, Bolsonaro disse que não é de autoria da sua equipe a proposta de aumento do tempo de contribuição e a criação da alíquota de 22% para o INSS.

    Na última quinta-feira (08), o presidente eleito Jair Bolsonaro disse, nas redes sociais, que não é da sua equipe a proposta de reforma da Previdência que estabelece um aumento do tempo de contribuição para aposentadoria integral, elevando o prazo para 40 anos. Ele também negou a autoria da criação da alíquota de 22% para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

    “Não são de nossa autoria como tentam atribuir falsamente”, destacou Bolsonaro. Ao longo da semana, em que passou a maior parte dos dias em Brasília, ele tratou do assunto com parlamentares, integrantes da equipe de transição e com o próprio presidente Michel Temer. A ideia é tentar garantir a aprovação, ainda este ano, de alguns pontos “possíveis” pelo Congresso Nacional. O presidente eleito chegou a defender a fixação da idade mínima de 61 anos para os homens e 56 para mulheres. O economista Paulo Guedes, confirmado para o Ministério da Economia, acredita que se houver avanços até dezembro, o futuro governo pode aprofundar outras questões mais polêmicas a partir de 2019, como a que trata da idade mínima.



  • Aos 18 anos, advogado de Brasília é mais jovem do país a defender caso na tribuna do STF

    Mateus Costa Ribeiro apresentou ação contra lei do RS e foi elogiado por Fachin.

    Aos 18 anos, o brasiliense Mateus Costa Ribeiro tornou-se o mais jovem advogado do país a defender um argumento na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF). A “estreia” dele na mais alta Corte brasileira ocorreu na última quinta-feira (08), com direito a elogio do ministro relator do processo, Luiz Edson Fachin.

    Formado na Universidade de Brasília (UnB), ele apresentou uma ação direta de inconstitucionalidade contra uma lei estadual do Rio Grande do Sul que proibiu revistas íntimas de patrões a empregados. “Rogo a vossas excelências que acolham o pedido definitivo desta ação direta e declarem inteiramente inconstitucional a lei questionada”, disse o jovem durante a sustentação oral. O caso não chegou a ser julgado no mesmo dia porque foi adiado. Para Fachin, o jovem advogado – que ele definiu como “ilustre causídico [advogado]” – já faz parte de um grupo seleto de advogados.

    Mateus entrou para o mundo da advocacia ao ser aprovado no curso de direito aos 14 anos. Entrou na UnB depois de conseguir uma liminar na Justiça autorizando o processo, e teve de fazer o ensino médio inteiro em 24 horas. Ele passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na primeira tentativa, depois de quatro anos de curso. De acordo com a OAB, se tornou o mais jovem advogado do Brasil.







  • Escola sem Partido na USP é impossível, diz reitor

    O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan, diz que é impossível um projeto como o Escola sem Partido ser aplicado na instituição. Mesmo que a lei seja aprovada, ele afirma que a autonomia universitária, dada pela Constituição, permite com que as ideias de impedir discussões políticas, de gênero e sexualidade vinguem na mais conceituada universidade do País.

    Sua maior preocupação, afirma, é que “a sociedade não entende” a importância de uma universidade de pesquisa, como a USP. “Políticos dos dois lados afirmam coisas muito similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, o ensino superior é caro e precisamos fortalecer o básico. São dois discursos diferentes, mas o que querem dizer é que a universidade está cara e não precisamos dela.”

    Para ele, é preciso ficar claro que a USP contribui para o desenvolvimento do País e quem lucra com isso é a sociedade. Como consequência, não faz sentido para ele a cobrança de mensalidades. “O grosso dos nossos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil dólares como Yale, nem os ricos brasileiros têm. A última vez que fizemos umas contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento da USP.”

    Como o senhor vê a universidade nesse momento politico do País?

    Os problemas da sociedade repercutirem dentro da universidade é uma coisa natural porque ela é o locus ideal para discussões, debates e articulacoes de novas ideias. O que me preocupa é que está se criando um extremismo absurdo, isso começou a se refletir aqui dentro. Quando começaram a divulgar os resultados das eleições já estavam convocando nas redes sociais para comemorar a vitória e marchar para a Historia e Geografia. E então já passaram a chamar todos para defender Historia e Geografia. Era que nem torcedores gangsteres de time de futebol, marcando dia e hora para começar uma briga, chamando pessoas externas. Tivemos que intervir e fazer um controle seletivo nas entradas. Entraram uns 20 black blocks e 20 neonazistas. E tinha polícia. Como eram só 20 e 20 e uns simpatizantes, não deu nada. Se fossem 100, seria perigoso.

    Acha que isso pode se repetir?

    O que agora estou preocupado é que as discussões têm que ser mais acadêmicas. Preocupa? O que me preocupa é explicar o que é uma universidade de pesquisa para a sociedade. Acho que nós universitários ficamos um pouco afastados da sociedade. A sociedade não entende a gente. Se os políticos não entendem a univerisdade é porque a sociedade não entende. As universidades de pesquisa não são só para formar grandes profissionais, líderes, cidadãos. Não é só para fazer pesquisa. Somos um centro de discussão, de debates, de desenvolvimento de ideias que possam mudar a sociedade. Essa visao aqui no Brasil está sendo distrocida. As três universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp) são muito baratas. A USP é uma das 10 maiores universidades em produção científica do mundo e, comparando com as outras nove, nós somos uma fração do orçamento.

    O senhor diz isso pelas ideias que têm aparecido de cobrança de mensalidade?

    Isso é uma questão política. Você tem país comunista que cobra mensalidade, como a China, e tem país bem capitalista, como a Alemanha, que cobrava um pouco e agora não vai cobrar quase nada. A sociedade alemã, por exemplo, diz que o ensino superior é bom para o país, então ela quer que o ensino superior seja oferecido de graça, porque quem vai lucrar no fim é a sociedade. Outros países como EUA, Reino Unido, China, falam que quem ganha mais é que quem estuda e aumenta seu salário. Esse cara que vai ser beneficado e tem que pagar. Eu noto uma verdadeira dicotomia, políticos dos dois lados afirmando coisas muito similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, o ensino superior é caro e precisamos fortalecer o básico. São dois discursos diferentes, mas o que querem dizer é que a universidade está cara e não precisamos dela.

    O senhor defende o ensino gratuito?

     

    Não sou muito fanáticos pelos alemães, mas acho que ensino fortalece o País. Sim, gratuito. É falta de informação (não defender). Vai ajudar alguma coisa? Quanto representa para uma univerisade de pesquisa as anuidades? Sempre insignificante. Ah, tem aluno na USP que vem com carro importado. Deve ter um, dois, nove, mas temos 90 mil alunos. O grosso dos nossos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil dólares como Yale, nem os ricos brasileiros têm. E nem R$5 mil daria. A última vez que fizemos umas contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento da USP. Como agora já temos um numero maior de alunos de escolas publicas, pior ainda. A gente tem que entender: a universidade está contribuindo para o desenvolvimento do País? Se está, é um investimento.

     

    Com a eleição de João Doria e de Jair Bolsonaro, há algum risco para a universidade?

    Se a autonomia não for retirada, não vejo risco.

    Mas há risco de se tirar a autonomia universitária?

    Autonomia é uma decisão política. O risco sempre existe, principalmente nesse momento em que estão falando tantas coisas. Mas, em 30 anos de autonomia, foi comprovado que tivemos um desempenho muito bom, aumentamos a nossa produção científica, portanto contribuição para o desenvolvimento do País e do mundo, e aumentamos a qualidade dessa produção. Aumentamos o número de alunos e a diversidade. Melhoramos a nossa transferência de tecnologia. Todo indicador que vc pegar, as três universidades paulistas dispararam.

    João Doria disse semana passada que é favor do projeto Escola sem Partido. Qual sua opinião?

    Na universidade é impossível, pela genese da universidade. É um local de debate. No auge da ditadura os debates eram intensos aqui. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem a autonomia da USP, a USP não precisa seguir. Isso fere. Porque a universidade é um locus de debate. Você não pode impedir. O debate é importante porque estamos formando cidadãos, nós formamos profissionais, mas o grande objetivo da USP é formar excelentes cidadãos e excelentes líderes. Não consigo imaginar um professor fazendo proselitismo para os alunos, mesmo quando o professor da um curso de Marxismo, mostra as críticas, faz parte da formação. 

    E se houver um clima de denuncismo?

    Denunciar para quem? Eu não vou criar um mecanismo de controle ideológico dentro da universidade.(Estadão)

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  • Bolsonaro defende turismo como forma de preservação ambiental

    Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

    O presidente eleito Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter, hoje (10), para defender a exploração do turismo em áreas de preservação como forma de proteger o meio ambiente. Ele também voltou a criticar setores ambientalistas.

    "O turismo associado ao meio ambiente é uma ótima fórmula comprovada para a preservação. A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, sugar a mente de inocentes, encher o bolso de poucos e dominar a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!", disse.
    Ele já havia tratado do assunto na noite de ontem (9), durante uma transmissão ao vivo pelo Facebook.

    Na ocasião, Bolsonaro voltou a criticar o que chamou de "indústria da multa", citando a ação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade(ICMBio), e falou novamente sobre a indicação de um nome para comandar o Ministério do Meio Ambiente, que não será mais agrupado ao da Agricultura, como cogitado inicialmente.

    nto!", disse.







  • ANTT publica norma para multar quem descumprir tabela do frete

    Foto: Reprodução

    A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou hoje (9) a definição dos valores das multas que serão aplicadas a quem descumprir os preços mínimos da tabela do frete rodoviário. A agência já vinha fiscalizando o cumprimento dos pisos mínimos do frete. Mas as autuações não geravam multa porque faltava a regulamentação das punições.

    De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União, os valores serão aplicados em quatro situações distintas, variando do valor mínimo de R$ 550 e podendo chegar ao máximo de R$ 10,5 mil.

    Pelo regulamento, a empresa que contratar o serviço de transporte rodoviário de cargas abaixo do piso mínimo estabelecido pela agência reguladora terá punição específica. Neste caso, a multa será de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido, limitada ao mínimo de R$ 550,00 e ao máximo de R$ 10.500,00.

    Já para o transportador que realizar o serviço de transporte rodoviário de cargas em valor inferior ao piso mínimo de frete definido pela ANTT, será aplicada multa de R$ 550.







  • Tarifas postais dos correios são reajustadas em 5,99% a partir de hoje (9)

    Foto: Divulgação

    As tarifas postais foram reajustadas em 5,99%. O aumento vale a partir de hoje (9), quando a medida foi publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ao qual os Correios estão vinculados.

    Com isso, os valores de diversos serviços serão alterados. A carta comercial sairá de R$ 1,85 para R$ 1,95. Pela carta não comercial passará a ser cobrado R$ 1,30, contra R$ 1,25 antes do reajuste. O telegrama escrito pela internet passará de R$ 7,69 para R$ 8,15 por página.

    Segundo os Correios, o reajuste corresponde à inflação acumulada do período de fevereiro de 2017 a setembro de 2018, usando como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

    A majoração das tarifas vale apenas para os produtos vinculados à atuação da estatal como monopolista, não abrangendo encomendas e marketing, onde há concorrência com outras empresas.







  • Ministro diz que ENEM ‘tem exageros’ após críticas à questão que cita dialeto travestis

    Rossieli afirmou que Ideologização não pode ter em escola e defende isso seja da direita ou esquerda, de qualquer viés.

    Em entrevista à Jovem Pan nesta quinta-feira (08), o ministro da Educação Rossieli Soares disse que certos pontos não deveriam existir no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Com questões que abordavam nazismo, gênero, feminismo, ditadura militar e outros temas, as primeiras provas do ENEM 2018 também têm sido criticadas por estudantes e especialistas.

    "Eu não vejo a prova, mas reconheço que tem exageros. Não faria prova assim. Não precisa se trabalhar assim. Por mais que tenha reconhecimento linguístico, poderia usar exemplo que não fosse esse. Ideologização não pode ter em escola. Defendo isso seja da direita ou esquerda, de qualquer viés", afirmou o ministro ao ser questionado sobre a questão 31.

    Ele se referiu à pergunta que cita o pajubá, apontado como o dialeto secreto de gays e travestis. As pessoas que prestaram o Enem no último domingo (04) deveriam assinalar a resposta que explica o motivo de o pajubá ser caracterizado dessa forma. Mas o contexto com referência ao grupo social foi alvo de indignação nas redes sociais.

    Rossieli disse à publicação que a prova é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é integrado ao MEC. Por isso, afirmou que não tem acesso à prova. "Eu não vejo a prova porque não posso e acho que nem devo por questão de segurança. Mas o processo precisa ser revisto", disse. De acordo com ele, é preciso ter pluralismo de ideias. O ministro já foi confirmado como futuro secretário de Educação do governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB).



  • Segundo pesquisa, Brasil é o país que menos valoriza o professor

    As informações são baseadas em análises de opinião realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social da Inglaterra.

    Segundo a pesquisa da instituição beneficente de ensino global Varkey Foundation, divulgada nesta quarta-feira (07), o Brasil é o país que mais desvaloriza o professor entre as 35 nações avaliadas. O Índice Global de Status de Professores teve sua estreia em 2013 e também mostrava uma posição desconfortável do Brasil: penúltimo lugar. Desta vez, está em último.

    As informações são baseadas em análises de opinião realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social da Inglaterra (National Institute of Economic and Social Research) com mais de 35.000 adultos na faixa etária dos 16 aos 64 anos e mais de 5.500 professores ativos em 35 países. A pesquisa mostra que 9 em cada 10 brasileiros acreditam que não há respeito por parte dos alunos aos seus professores. É o menor número entre os 35 países pesquisados.

    Outro tema apresentado foi a carga horária semanal dos profissionais em sala de aula, onde a pesquisa aponta o desconhecimento do público em relação ao tempo gasto pelos mestres. De acordo com o índice, os professores brasileiros têm uma carga horária semanal muito maior do que se pensa — 47,7 horas semanais, enquanto o brasileiro julga ser 39,2 horas no período. Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados brasileiros afirma que a profissão mais comparável a de professor é a de bibliotecário. Na China, líder no índice, Rússia e Malásia, os mestres são mais comparáveis a médicos.



  • Operação Capitu: Joesley Batista, da JBS, é preso novamente pela PF

    O empresário Joesley Batista, dono da JBS, está entre os presos da Operação Capitu, deflagrada nesta sexta-feira (9) pela Polícia Federal.

    Ele é suspeito de envolvimento no pagamento de propina a servidores e agentes políticos que atuavam no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados. Além dele, foi preso o ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB).

    Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária estão sendo cumpridos, a pedido do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.

    A operação tem por base a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

    Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

    Por meio de nota, a defesa de Joesley informou que a prisão de seu cliente foi recebida com “estranheza”, uma vez que o empresário é colaborador da Justiça, função que estaria sendo cumprida “à risca”.

    “Causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração.

    A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota, em declaração atribuída ao advogado André Callegari.







  • Ação que pode render nova condenação a Lula está pronta para sentença de substituta de Moro

    Os autos do processo investiga se Lula participou de esquema de corrupção envolvendo contratos entre a Odebrecht e a Petrobras.

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode receber sua segunda sentença na Operação Lava Jato a qualquer momento. Desde a última segunda-feira (05), os autos de um processo que investiga se Lula participou de esquema de corrupção envolvendo contratos entre a Odebrecht e a Petrobras estão prontos para a conclusão. Nesta quarta (07), a defesa do petista entrou com um pedido para que ele seja interrogado novamente.

    Nesta ação penal, Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido, como vantagem indevida pela Odebrecht, um terreno em São Paulo onde seria realizada a instalação do instituto que leva seu nome, além de um apartamento vizinho ao que ele vivia em São Bernardo do Campo (SP). A defesa de Lula nega as acusações.

    O ex-presidente, que foi condenado pela primeira vez na Lava Jato pelo juiz Sergio Moro no caso do tríplex de Guarujá (SP), deve receber sua nova sentença pelas mãos de outra magistrada: a juíza substituta Gabriela Hardt.

    Foi também na segunda-feira que Hardt assumiu interinamente todas as funções de Moro após o juiz pedir seu afastamento da Lava Jato. O magistrado, que aceitou um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o ministério da Justiça e Segurança Pública no novo governo, pediu férias até dezembro – quando, só então, deverá solicitar sua exoneração do cargo.







  • Senado aprova aumento de salário para STF e Ministério Público

    Foram 41 votos a favor e 16 contrários, além de uma abstenção.

    O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) o projeto (PLC 27/2016) que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta eleva os subsídios mensais dos ministros em 16,38% — dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Foram 41 votos a favor e 16 contrários, além de uma abstenção.

    O Senado também aprovou o aumento do salário do procurador-geral da República, com ganhos mensais fixados no mesmo patamar definido para os ministros do STF (PLC 28/2016). As duas matérias agora seguem para a sanção da Presidência da República e os reajustes passam a valer na data da publicação da futura lei.

    O último aumento do salário dos ministros do STF, que serve de teto para o funcionalismo público em todo o Brasil, ocorreu em janeiro de 2015. O valor foi fixado em R$ 33.763,00. Na mesma ocasião, foi fixado valor idêntico para o salário do procurador-geral da República e para o subsídio mensal de deputados e senadores.



  • PF cumpre dez mandados de prisão contra deputados estaduais do RJ

    A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Furna da Onça para prender dez deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro envolvidos no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso há quase dois anos.

    Sete deles são alvo pela primeira vez das investigações. Os demais são os deputados afastados Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi, todos do MDB, presos há quase um ano na Operação Cadeia Velha.

    Outros 12 mandados de prisão também são cumpridos. A ordem de prisão foi emitida pela 1ª Seção Especializada do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), foro especial de deputados estaduais.

    A nova investigação sobre a Alerj tem como uma de suas bases a delação premiada do economista Carlos Miranda, espécie de gerente da propina arrecadada por Cabral. Ele era o responsável por administrar todos os recursos ilegais obtidos pelo emedebista.

    São alvos da operação os deputados André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Neskau (PTB), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC), todos reeleitos este ano, além de coronel Jairo (Solidariedade) e Marcelo Simão (PP), que não conseguiram renovar seus mandatos.

    O colaborador do Ministério Público Federal indicou que um grupo de políticos recebiam dinheiro de Cabral em troca de apoio parlamentar. Arquivos entregues pelos doleiros Vinicius Claret e Cláudio Barboza, que operacionalizavam parte da propina de Cabral, corroboraram as informações do economista.

    Há quase um ano, a Operação Cadeia Velha prendeu a cúpula do MDB na Assembleia Legislativa. Foram alvos o então presidente da Casa, Jorge Picciani, o ex-presidente Paulo Mello, e o líder do governo Edson Albertassi. Todos foram acusados de receber propina de donos de empresas de ônibus.

    Os três permanecem presos -Picciani, em domiciliar, em razão de problemas de saúde.

    Os juízes federais do TRF-2 decidiram pelas prisões em sessão secreta no último dia 25. O procedimento difere da Cadeia Velha, quando o relator do caso no TRF-2, Abel Gomes, deferiu monocraticamente mandados de busca e apreensão e intimação dos três deputados. As prisões só foram decididas pelo colegiado após a deflagração da operação.

    O nome da operação, Furna da Onça, faz referência a uma sala nos fundos do plenário da Alerj onde deputados costumam se reunir reservadamente. Com informações da Folhapress.

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  • STF pode julgar habeas corpus de Lula ainda neste ano, diz Fachin

    Foto: Reprodução

    O Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (7) acreditar na possibilidade de que seja julgado ainda neste ano na Corte o mais recente habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa pede a soltura de Lula sob o argumento de que o juiz federal Sérgio Moro não agiu com imparcialidade.

    “É possível, se os prazos forem cumpridos”, afirmou Fachin, em sessão plenária nesta quarta-feira (7). Ontem (6), ele deu prazo de cinco dias para Moro e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) se manifestarem no processo. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República terá o mesmo tempo para dar seu parecer.

    Questionado se o caso deve ser, de fato, apreciado na Segunda Turma, e não no plenário do STF, Fachin afirmou que sim.

    “A matéria é pacífica sobre o tema, creio que não há razão de enviar para o plenário como houve em outras hipóteses que havia questões importantes para que o plenário definisse. Como há jurisprudência assentada, a competência originariamente é da Turma”, disse.

    Para o ministro Gilmar Mendes, que também integra a Segunda Turma, no entanto, o mais recente pedido de liberdade de Lula deve voltar a ser discutido em plenário. “Eu acho que a matéria acabará vindo para o plenário, acho que é natural”, disse.

    “A Turma é que delibera. Acho que essa [de levar a plenário] é que será a avaliação. É uma decisão do colegiado, mas considerando a complexidade do tema, a delicadeza, os precedentes anteriores, é de se esperar que seja essa a decisão. Mas a Turma é soberana”, acrescentou Mendes.

    Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação confirmada pelo TRF4, que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.



  • Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 22 milhões

    A Mega-Sena pode pagar hoje (7) um prêmio de R$ 22 milhões para o apostador que acertar as seis dezenas. O sorteio do concurso 2.095 será realizado às 20h (horário de Brasília) no Caminhão da Sorte estacionado na cidade mineira de Manhumirim.

    As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, pela internet ou em qualquer lotérica do país. Aplicado na poupança o valor do prêmio renderia cerca de R$ 81,7 mil por mês.

    A pessoa poderá fazer o seu jogo até as 19h (horário de Brasília) em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.







  • Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Na primeira visita ao Congresso Nacional desde que foi eleito, Jair Bolsonaro reafirmou seu compromisso com a Constituição Federal, e afirmou que todos os Poderes da República têm o compromisso de preservar a Carta Magna, que completa 30 anos.

    “Na democracia só existe um norte que é o da nossa Constituição. Juntos, vamos continuar construindo o Brasil que nosso povo merece. Temos tudo para ser uma grande nação”, disse ao declarar estar feliz com o retorno à Casa e lembrar que os presentes na sessão ocupam cargos chaves capazes de mudar o futuro da nação.

    Pouco antes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, defendeu que, passadas as eleições, o Brasil precisa encontrar um ponto de união em meio às diferenças. Durante o evento, Toffoli defendeu dedicação às reformas essenciais e destacou, como principais, as mudanças previdenciárias, tributárias e fiscais e a promoção da segurança pública.

    “É momento de reafirmar nosso comprometimento com a manutenção e longevidade da nossa Constituição. País sempre demanda atualização da Carta. É hora de celebrarmos um grande pacto nacional para juntos trilharmos caminho na busca de reformas fundamentais que precisamos enfrentar”, disse.

    Toffoli disse ser testemunha de que o Congresso tem conseguido atualizar as leis com a votação de emendas e projetos e assegurou que Judiciário continuará sendo moderador nas questões fundamentais para o país que precisarão ser apaziguadas.

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