BUSCA PELA CATEGORIA "BRASIL"

  • Repasses para o Minha Casa Minha Vida cresceram 142%

    Foto: Reprodução

    Os repasses de recursos para o Programa Minha Casa Minha Vida foram ampliados em 142%, no primeiro semestre deste ano. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), os repasses alcançaram R$ 2,47 bilhões. Nos primeiros seis meses de 2018, o então Ministério das Cidades repassou R$ 1,02 bilhão.

    O MDR recebeu este ano R$ 4,5 bilhões da União para aplicar em todas as políticas da pasta, como habitação, saneamento, segurança hídrica, mobilidade e defesa civil. Desse total, R$ 2,7 bilhões foram para o Minha Casa, Minha Vida, o equivalente a 59,8% dos recursos disponibilizados. (agenciabrasil)







  • Ministro do Meio Ambiente diz que seca e calor ampliam queimadas

    O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, sobrevoou hoje (21) à tarde algumas regiões de Mato Grosso para acompanhar o combate a queimadas no estado. Segundo o ministro, a maior parte dos focos de incêndio está localizada na área urbana. Salles destacou que, dos 10 mil hectares de área que foram queimados, cerca de 3 mil estão localizados na Chapada dos Guimarães.

    Segundo o ministro, o governo federal apoiar todos os estados que precisarem de reforços federais em função das queimadas. Mais de mil brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio ) estão atuando para conter as chamas em regiões críticas.

    Salles destacou que o que ele verificou foi que a maior parte dos focos de incêndio é proposital, em áreas de concentração de lixo, o que é “muito ruim”. “A maior concentração de focos aqui na região está em perímetro urbano, (...) razão pela qual essa concentração de fumaça na cidade.”

    Apenas na Chapada dos Guimarães, segundo o ministro, atuam 69 brigadistas do Ibama e mais de 20 membros do Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso. O fogo teria se proliferado muito rapidamente, em apenas um dia, em razão do calor, da baixa umidade e do vento forte, de acordo com o ministro.

    Em entrevista à imprensa em Cuiabá, Salles destacou que o agronegócio brasileiro é um exemplo de sustentabilidade, utiliza as melhores práticas, mas nem por isso “está imune a riscos”.  De acordo com ele, não houve redução de recursos para a contenção de incêndios florestais. “Não há corte na destinação final de recursos de trabalho de incêndio, tanto que estamos com o mesmo número de brigadistas, trabalhando da mesma forma", afirmou. "Agora é um clima que está mais seco, mais quente, com mais vento, e isso propicia uma propagação maior dos focos”, acrescentou.

    O ministro esteve acompanhado do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes. Ricardo Salles deve visitar outros estados a partir da próxima semana para monitorar as queimadas e o desmatamento ilegal.

    Combate ao fogo

    Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro destacou que as equipes ICMBio e Ibama estão atuando na Amazônia contra as queimadas e que as Forças Armadas devem reforçar o combate com as equipes locais, assim como a Força Nacional deve enviar 40 homens para a região. Para o presidente, o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia pode ser resultado de ação criminosa.

    “É um crime, o governo não está insensível para isso. Mas temos uma guerra acontecendo no mundo contra o Brasil, a guerra da informação”, disse, ressaltando que o governo vai investigar os responsáveis por esse crime.(Agência Brasil)

    CONTINUE LENDO


  • Câmara aprova projeto que flexibiliza posse de armas no campo

    A Câmara aprovou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei que flexibiliza as regras para a posse de armas nas regiões rurais do país. Foram 320 votos a favor e 61 votos contrários ao texto. Como o projeto já foi aprovado pelo Senado, ele seguirá para sanção presidencial.

     

    A norma altera o estatuto de desarmamento no ponto em que trata do certificado de registro de armamentos. A lei atual estabelece que esse certificado autoriza o proprietário a manter a sua arma "exclusivamente no interior da sua residência ou domicílio". Pela proposta agora avalizada pelo Congresso, a permissão fica ampliada para a "extensão do respectivo imóvel rural".

     

    Na próxima semana, a Câmara deve analisar outra proposta, que muda as leis sobre o porte de armas. "Estamos votando um atraso, o direito de mais pessoas terem armas", afirmou Alencar Santana Braga (PT-SP). A oposição obstruiu a votação, que durou mais de cinco horas. 

    Depois, líderes construíram um acordo para a deliberação do texto sem mais atrasos, contanto que o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Felipe Francischini (PSL-PR), desistisse de pautar uma proposta de emenda à Constituição que altera regras de exploração agrícola em terras indígenas ainda nesta quarta. Antes, o paranaense defendia que se retomasse a deliberação caso a sessão do plenário terminasse antes das 22h.

     

    O projeto, porém, dividiu partidos também entre a esquerda, principalmente em casos de parlamentares ligados a bases do campo. "Nós estamos fazendo algo que é justo, que é correto, que é decente", disse Pompeo de Mattos (PDT-RS).

     

    No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro editou decretos sobre o tema. Eles, no entanto, terminaram derrubados pelo Senado e depois revogados pelo governo. Com isso, deputados e senadores ligados ao campo e ao governo se comprometeram a passar parte do conteúdo dos decretos presidenciais por meio de projeto de lei.

    CONTINUE LENDO


  • País já registra 1.680 casos de sarampo

    Foto: Reprodução

    Da semana passada para cá, subiu de 4 para 11 o número de Estados braileiros que enfrentam o surto do sarampo. Em três meses, foram confirmadas 1.680 infecções, a maior parte delas, em São Paulo (1.662). 

    Com o aumento dos casos, o Ministério da Saúde expandiu a recomendação da vacinação e indica que todas as crianças do País entre 6 meses e um ano sejam imunizadas. Batizada de dose zero, essa aplicação não dispensa as vacinas regulares, aplicadas aos 12 e 15 meses. Essa seria uma dose para dar uma proteção adicional.



  • Caixa anuncia financiamento habitacional corrigido pelo IPCA

     governo federal anunciou hoje (20), em evento no Palácio do Planalto, o lançamento de uma nova linha de financiamento habitacional na Caixa Econômica Federal (CEF). Essa linha vai operar contratos habitacionais corrigidos pela inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais uma taxa fixa.

    O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, havia adiantado a medida na semana passada, sem detalhes. Na tarde desta terça-feira, no Planalto, Guimarães explicou que a nova linha, baseada no IPCA, trará taxas reduzidas e utilizará o IPCA no lugar da Taxa Referencial (TR), definida pelo Banco Central e considerada por Guimarães de baixa previsibilidade.

    A nova linha traz uma taxa de 4,95% do valor financiado mais correção do IPCA. A porcentagem pode chegar a 2,95% do valor financiado para quem tem as melhores relações com o banco (ter conta no banco e apresentar baixo risco de inadimplência, por exemplo). Os valores serão corrigidos mensalmente, prestação a prestação, conforme o IPCA mais recente.

    Já a linha de financiamento praticada atualmente traz uma correção de TR mais 9,75% do valor financiado. Essa porcentagem pode cair até 8,5%, sendo 8,5% para clientes com boas relações com o banco.

    Prestações menores

    Guimarães disse que o valor da prestação do financiamento imobiliário poderá ser reduzido até pela metade. “O que representa isso? Um imóvel de R$ 300 mil, que hoje você começa pagando R$ 3 mil, você baixará, com 4,95% de taxa, de R$ 3.168 para R$ 2 mil. Se você chegar a uma taxa de 2,95%, você chega a uma redução de 51% na prestação”.

    Caso o cliente não queira financiar com base no IPCA, temendo um aumento muito grande na inflação no futuro, ele poderá optar pela linha já usada. “Se o cliente tiver esse receio, ele pode continuar com TR. Exatamente por causa disso, um componente do IPCA mais volátil, que a gente reduziu tanto, para 4,95%”, disse o presidente da Caixa.

    O presidente Jair Bolsonaro participou do evento e disse que a medida é um ganho para a sociedade como um todo, tanto para quem vai comprar, quanto para os setores imobiliário e da construção. “Isso é muito bem-vindo. E a sociedade toda ganha, todo mundo ganha. Vamos, na medida do possível, dando sinais que queremos fazer um Brasil melhor para todos”.

    Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a medida deverá favorecer o mercado. “A transferência do indexador da prestação do crédito imobiliário – da TR [Taxa Referencial], que não tem a confiança dos investidores, para o Índice de Preços [IPCA]– deve favorecer o mercado. [...] A atualização por Índice de Preços estimula o apetite para esses agentes [financeiros] comprarem os papéis”, disse Martins, em nota.

    Para Martins, a medida estimulará a concorrência, trará dinheiro novo e abrirá caminho para que os custos para o crédito imobiliário diminuam. “O consumidor final vai poder pagar menos em prestações, pois a economia brasileira vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas'”, disse.

    CONTINUE LENDO


  • Homem armado faz reféns em ônibus na Ponte Rio-Niterói

    Um homem armado faz reféns dentro de um ônibus, na manhã desta terça-feira (20), na Ponte Rio-Niterói. Segundo o G1, não se sabe a motivação do sequestrador e quantas pessoas estão dentro do veículo.

    O sequestrador mandou o motorista encostar e parar na ponte para quem segue em direção ao Rio e deu ordem para que o ônibus fosse atravessado na subida do vão central.



  • Caixa e BB iniciam pagamento de cotas do PIS/Pasep

    Quem trabalhou com carteira assinada entre 1971 e 4 de outubro de 1988 começa a receber hoje (19) as cotas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A Caixa Econômica Federal, que administra o PIS, e o Banco do Brasil (BB), que administra o Pasep, começam a depositar o dinheiro nas contas dos correntistas das duas instituições.

    Os demais cotistas poderão fazer os resgates conforme calendário divulgado pela Caixa e o Banco do Brasil. Segundo a Medida Provisória (MP) 889/2019, os recursos do fundo ficarão disponíveis para todos os cotistas, sem limite de idade. Diferentemente dos saques anteriores, agora não há prazo final para a retirada do dinheiro.

    A MP facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. Eles terão apenas de apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não existem outros herdeiros conhecidos.

    PIS

    Tabela do PIS

    Tabela do PIS - Arte/EBC

    Segundo a Caixa, 10,4 milhões de trabalhadores terão direito ao saque das cotas do PIS. O pagamento deve injetar até R$ 18,3 bilhões na economia brasileira. Hoje, o crédito automático será feito apenas para quem tem conta corrente ou poupança no banco. Em 26 de agosto, será a vez de os cotistas a partir de 60 anos poderem sacar. O pagamento aos trabalhadores com até 59 anos começará em 2 de setembro.

    O saque de até R$ 3 mil poderá ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos terminais de autoatendimento, utilizando o cartão Cidadão, com senha. Outra opção é nas agências da Caixa. Acima de R$ 3 mil, somente nas agências da Caixa.

    O PIS atende aos trabalhadores da iniciativa privada. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.

    Pasep

    Tabela do Pasep

    Tabela do Pasep - Arte EBC

    No caso do Pasep, administrado pelo Banco do Brasil, estão disponíveis para saque R$ 4,5 bilhões pertencentes a 1,522 milhão de cotistas. Cerca de 30 mil participantes receberão automaticamente o dinheiro hoje. O Pasep atende a servidores públicos, militares e trabalhadores de empresas estatais.

    Os cotistas clientes de outras instituições financeiras, com saldo de até R$ 5 mil, poderão transferir o saldo da cota por meio de Transferência Eletrônica de Documento (TED), sem nenhum custo, a partir de 20 de agosto. Os demais cotistas, assim como herdeiros e portadores de procuração legal, poderão realizar os saques diretamente nas agências do BB, a partir de 22 de agosto.

    A opção de transferência oferecida pelo BB pode ser feita tanto pela internet, no endereço eletrônico www.bb.com.br/pasep, quanto pelos terminais de autoatendimento. O cotista ainda pode obter informações por meio da Central de Atendimento BB, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-729-0001(demais localidades).(Agência Brasil)

    Edição: Graça Adjuto

     Tags: PIS/PASEPCOTASPAGAMENTOCAIXABB

    CONTINUE LENDO


  • Bolsonaro manda suspender uso de radares nas rodovias federais

    O Presidente da República, Jair Bolsonaro, determina ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de despachos publicados hoje (15) no Diário Oficial da União, que suspenda o uso de radares fixos, móveis e portáteis até que o Ministério da Infraestrutura “conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas”.

    De acordo com o documento, a medida tem por objetivo “evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade”.

    O despacho do presidente pede também que o ministério “proceda à revisão dos atos normativos internos que dispõem sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais pela Polícia Rodoviária Federal.

    CONTINUE LENDO






  • Safra de grãos pode ter novo recorde

    Foto: Reprodução

    O produtor rural deve continuar investindo em tecnologias na safra 2019/2020 e a expectativa é de que a colheita no ano que vem seja ainda maior e supere a projeção atual, avalia o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Alan Malinski.

    As previsões são cada vez mais otimistas de produção recorde neste ano.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta (8) mais uma estimativa da safra 2018/2019 de grãos e fibras, apontando para um recorde de 241,3 milhões de toneladas.







  • Cresce abate de bovinos, suínos e frangos no país

    Segundo o IBGE, o resultado do segundo trimestre de 2019 para a pecuária mostra que o abate de bovinos no país aumentou 4,1%, o de suínos 5,1% e o de frangos 3,6%, na comparação com o mesmo período de 2018.

    Os dados foram divulgados hoje (14). Em relação ao primeiro trimestre de 2019, o abate de bovinos cresceu 2,4%, o de suínos subiu 0,7% e o de frangos caiu 1,5%.



  • População de animais em florestas cai pela metade

    Para os animais silvestres que vivem nas florestas do mundo, as últimas décadas representaram uma hecatombe. Segundo um relatório divulgado pela Organização Não Governamental (ONG) ambiental World Wide Fund for Nature (WWF), a população desses animais diminuiu pela metade desde 1970, por conta de muitos fatores, entre eles, ddsmatamento, caça ilegal, doenças, mudança climática

    O estudo analisou 455 populações de 268 espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e pássaros que vivem em florestas e concluiu que houve um declínio de 53% na quantidade de animais vertebrados entre 1970 e 2014. A WWF aponta que a situação é particularmente crítica na Amazônia e em outras florestas tropicais. O estudo também analisou populações de florestas temperadas, boreais e mediterrâneas.



  • Associação eleva previsão de exportação de soja do Brasil em 2019 por disputa China-EUA

    O Brasil deverá exportar 72 milhões de toneladas de soja em 2019, ante 68,1 milhões na previsão de julho, estimou nesta sexta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que considerou uma demanda adicional da China, diante da disputa comercial sino-americana.

    O aumento da projeção se deu "em razão das complicações da guerra comercial entre Estados Unidos e China, com impacto positivo na demanda pela soja brasileira", disse a Abiove em nota.

    O país asiático anunciou nesta semana a suspensão de compras de produtos agrícolas norte-americanos, com a escalada da guerra comercial entre os países, após o presidente dos EUA, Donald Trump, prometer impor tarifa adicional de 10% sobre 300 bilhões de dólares em bens chineses.

    Apesar do aumento na estimativa, o Brasil, maior exportador global de soja, ainda exportará bem menos que o recorde de 2018, quando os embarques da oleaginosa somaram 83,6 milhões de toneladas. (portal do agronegócio)



  • Trecho de duplicação da BR-116 é inaugurado em Pelotas

    Nesta segunda-feira (12) um trecho de 47 quilômetros de duplicação da BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi inaugurado pelo Governo Federal. De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, a obra está dentro da estratégia de integração regional sul-americana. O objetivo é aumentar a capacidade de veículos, principalmente de caminhões, além de prevenir acidentes.

    “[Da BR-116] vão derivar outras rodovias e circular riquezas, mas sobretudo essa obra vai salvar vidas”, disse o ministro. “É possível melhorar a segurança no trânsito por meio da engenharia”, completou.

    Freitas destacou que o projeto de duplicação da rodovia é de 2002, que a licitação foi concluída em 2011, mas as obras só começaram em 2017 e nada havia sido entregue até então. Após a liberação dos primeiros 47 quilômetros, o ritmo vai ser mantido, segundo o ministro.



  • O presidente Jair Bolsonaro tratou com desprezo neste domingo (11/08) a decisão do governo alemão de suspender o financiamento de projetos para a proteção da Amazônia por causa do aumento do desmatamento da floresta.

    No sábado, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, disse em entrevista ao jornal Tagesspiegel que o país europeu vai congelar investimentos de 35 milhões de euros (cerca de 155 milhões de reais) que seriam destinados a diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil.

    Questionado por jornalistas sobre a suspensão dos repasses, Bolsonaro disse que "O Brasil não precisa disso".

    "Ela [Alemanha] não vai mais comprar a Amazônia, vai deixar de comprar a prestações a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso", disse o presidente.

    Ao ser questionado se o congelamento dos valores não teria impacto na imagem do Brasil no exterior, Bolsonaro respondeu: "A imagem do Brasil? Você acha que grandes países estão interessados na imagem do Brasil ou em se apoderar do Brasil?"

    Desde a posse de Bolsonaro, em janeiro, o governo alemão e outros países europeus, como França e Noruega, têm demonstrado preocupação com a forma como Brasília passou a tratar a proteção ambiental e a explosão nos níveis de desmatamento no Brasil.

    Na semana passada, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmaram o aumento significativo no desmatamento da Floresta Amazônica. Em julho deste ano, a devastação do bioma cresceu 278% em relação ao mesmo mês de 2018.

    Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), em julho, 2.254,9 quilômetros quadrados de floresta foram devastados.

    Um grande aumento do desmatamento já havia sido apontado em junho, quando a devastação da floresta cresceu 88% em relação ao mesmo mês de 2018. A divulgação desses dados causou uma crise entre o Inpe e o governo Bolsonaro, que culminou com a demissão do presidente do instituto.

    Na entrevista em que anunciou o congelamento dos repasses, a ministra alemã Svenja Schulze levantou dúvidas em relação ao comprometimento do governo Bolsonaro em reduzir o desmatamento.

    "A política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento", declarou a ministra ao jornal alemão, apontando que somente quando houver clareza, a cooperação de projetos poderá continuar.

    Para conter o desmatamento florestal, a Alemanha também apoia o Fundo Amazônia, no qual o Ministério alemão da Cooperação Econômica já injetou 55 milhões de euros (por volta de 245 milhões 

    de reais)

    Com um volume de quase 800 milhões de euros (por volta de 3,5 bilhões de reais), a maior parcela do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega e, uma pequena parte dele, pela Alemanha.

    Recentemente, tanto o governo alemão quanto a Noruega reclamaram dos planos do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, de promover mudanças na gestão do fundo.

    Em maio, embaixadores dos dois países, que são os maiores doadores do fundo, admitiram a possibilidade de que o programa venha a ser extinto caso o impasse persista.

    Tanto a Alemanha quanto a Noruega mostraram contrariedade com a extinção pelo governo Bolsonaro de dois comitês responsáveis pela gestão do fundo.

    Antes disso, os governos alemão e norueguês já haviam rejeitado publicamente a proposta de Brasília de usar parte dos recursos do fundo para indenizar proprietários que vivem em áreas incluídas em unidades de conservação da Amazônia, o que hoje não é permitido. Os europeus também rejeitaram as insinuações do governo brasileiro de que há indícios de irregularidades em contratos do fundo.

    Durante a reunião de cúpula do G20, no Japão, em junho, Bolsonaro e integrantes do seu governo também já haviam antagonizado com a Alemanha e outros países europeus que mostraram preocupação com a política ambiental brasileira. Na ocasião, Bolsonaro disse que "os alemães têm a aprender" com os brasileiros e disse que não aceitaria ser "advertido por outros países".

    Já o general Augusto Heleno, titular do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), reagiu de maneira mais exaltada às manifestações do governo alemão e francês.  "Estes países que criticam? Vão procurar a sua turma", disse o ministro. Ele ainda acusou os europeus de derrubarem suas próprias florestas e insinuou que países da Europa cobiçam as riquezas naturais brasileiras.(DW)

    CONTINUE LENDO






  • PF realiza nova operação contra facção criminosa em 4 estados

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (9) uma operação para desarticular o braço financeiro, responsável por organizar esquemas de lavagem de dinheiro, de uma facção criminosa com atuação dentro e fora dos presídios.

    Segundo a PF, o esquema envolvia integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Somente entre os alvos de mandados desta sexta, a movimentação financeira foi de mais de R$ 7 milhões nos últimos 9 meses.

    Até por volta de 7h30, 34 pessoas haviam sido presas e um fuzil, apreendido. Os presos são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

    PF realiza nova operação contra facção criminosa em 4 estados

    As prisões e ações de busca e apreensão desta sexta são uma continuação da operação que prendeu 28 pessoas em sete estados na última terça. Desta vez, as ações foram tomadas em 18 cidades dos estados Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (veja lista abaixo).

    Ao todo, foram expedidos 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de bloqueio de contas bancárias.

    Segundo as investigações, o dinheiro movimentado por este braço financeiro da facção criminosa é originário do tráfico de drogas. Ele era transferido entre contas bancárias de forma fracionada para não acionar dispositivos de vigilância do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    Operação Caixa Forte

     

    Coordenada pela Polícia Federal em Minas Gerais, a Operação Caixa Forte tem a maior parte dos alvos no Paraná.

    Os mandados estão sendo cumpridos em Uberaba (MG), Conceição das Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Itaquaquecetuba (SP), Embu das Artes (SP) e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

    A operação é fruto de uma investigação iniciada em novembro do ano passado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

    Investigações a partir de troca de mensagens

     

    Ainda segundo informações da PF, pessoas aparentemente sem vínculo com o PCC, mas com relações próximas a membros da facção, abriam e movimentavam essas contas bancárias em nome próprio, viabilizando o processo de lavagem de dinheiro.

    As apurações começaram a partir da apreensão do telefone celular de um dos membros da organização criminosa, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, que continha uma série de trocas de mensagens com outros criminosos.

    Com o aparelho, os investigadores destrincharam a organização financeira da facção, identificando, assim, um dos principais articuladores do esquema e responsável pelo controle das questões financeiras da organização, que está preso em uma penitenciária no Paraná.

    Segundo informações da PF, mesmo preso, o criminoso ocupava posto de destaque dentro da facção criminosa, fazendo o controle das movimentações financeiras, recebendo, organizando e separando as informações por regiões do país, estados, quantidades, datas, fornecedores, devedores, recebimentos, lucro e fazendo o fechamento semanal e mensal dos depósitos bancários.

    Ele também enviava, por meio de mensagens de celular, os números das contas bancárias que deveriam ser utilizadas para a movimentação do dinheiro do tráfico.

    Estima-se que, ao todo, essa organização criminosa reúna mais de 23 mil criminosos em todo o país.

    Operação Cravada

     

    Na última terça-feira (6), a Polícia Federal prendeu 28 pessoas em 23 cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima e Pernambuco. Nesta operação, 418 contas bancárias foram bloqueadas. De acordo com a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pela facção criminosa.

    De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.(G1)

    CONTINUE LENDO