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  • 'Eficiência': Eike Batista teria pago US$ 16,5 milhões em propina para Sérgio Cabral

    Foto: Divulgação

    O empresário Eike Batista, alvo de pedido de prisão na Operação Eficiência, teria pago US$ 16,5 milhões em propina ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). O vice-presidente do Flamengo e ex-braço direito do grupo EBX, Flávio Godinho, também está envolvido como alvo da investigação. O pagamento foi feito usando a conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, em O Globo, o dinheiro foi solicitado por Cabral a Eike Batista em 2010. Para que o pagamento parecesse legal, no ano seguinte foi feito um contrato de fachada por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro, entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Eike, e a empresa Arcadia Associados. A Arcadia recebeu os US$ 16,5 milhões em uma conta no Uruguai, em nome de laranjas, mas à disposição de Cabral.



  • Cármen Lúcia autoriza assessores de Teori a retomar trabalhos da Operação Lava Jato

    Foto: STF

    Os juízes auxiliares do gabinete do ministro Teori Zavascki, morto na semana passada em um acidente aéreo, retomarão os trabalhos nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato, por determinação da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra, na noite desta segunda-feira (23), autorizou a retomada dos trabalhos. Desde a morte de Teori, ocorrida na quinta-feira (19), os auxiliares haviam paralisado os trabalhos. Uma série de depoimentos de delatores já estava marcada para ocorrer nesta semana. Com a decisão de Cármen Lúcia, a agenda será retomada e ficam mantidos depoimentos que estavam previstos. A ministra tomou a decisão em razão de ela ser a plantonista do Supremo durante o recesso do Judiciário e diante da urgência do tema, uma vez que há delator preso. Entretanto, Cármen Lúcia ainda não decidiu o destino da relatoria da Lava Jato no STF. Pelo regimento, há diversas possibilidades sobre o relator, como sorteio entre os ministros que atuam hoje no Supremo. A autorização do prosseguimento dos trabalhos da Lava Jato permite que a presidente do STF converse com outros envolvidos sobre quem comandará a operação no tribunal.



  • Temer demonstra preocupação com notícias de sabotagem de avião de Teori

    Foto: Marcos Correa / Presidência da República

    Preocupado com notícias divulgadas no fim de semana com inúmeras ilações sobre sabotagem envolvendo a queda do avião do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, na última quinta-feira (19), em Paraty, o presidente Michel Temer convocou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, para se informar sobre a investigação que está sendo realizada pela Força Aérea e sobre os prazos de conclusão dos trabalhos. 

    As primeiras informações repassadas ao presidente foram de que quando as condições climáticas são ruins, como aconteceu na hora do acidente, quando chovia forte, a falta de equipamentos de auxílio de instrumentos no aeroporto de Paraty, aumenta os riscos da operação naquela região, onde há registros de inúmeros acidentes. Embora todas as avaliações estejam sendo feitas e nada seja descartado, as informações chegadas ao Planalto até agora dão conta de que o que houve foi realmente um acidente. A avaliação de militares é de que houve desorientação do piloto por conta do mau tempo, mas a Aeronáutica evita qualquer avaliação preliminar sobre as causas do acidente. No início da manhã desta segunda, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Rossatto, declarou que "o ideal é que ninguém fosse para aquela região quando o tempo estivesse ruim porque lá a operação é apenas visual e o aeroporto não opera por instrumentos". Segundo ele, o aeroporto de Paraty "fecha com facilidade e é comum aumentar o risco para este tipo de operação, já que ele está no meio de morros, e sem auxílio de navegação". Questionado se há previsão de que sejam feitas melhorias no aeroporto de Paraty, o comandante lembrou que isso "depende de muitos fatores". Esta, no entanto, não é uma decisão da FAB. O comandante lembrou que existem dezenas de aeroportos similares ao de Paraty no Brasil mas, ao comentar as condições da região, observou que o movimento de helicópteros e aviões láé grande , assim como o número de acidentes. Na reunião realizada no Planalto pouco antes da hora do almoço e que durou cerca de meia hora, Temer foi informado de que não há prazo para o fim das investigações e que, desde o fim de semana, os técnicos tentavam recuperar o gravador de voz que havia sofrido danos devido ao contato com a água do mar. O equipamento precisa passar por processo de secagem para que se tenha certeza de que todos os dados e vozes poderão ser integralmente recuperados. Mais tarde, Temer foi avisado que os técnicos do Cenipa - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos conseguiram recuperar "em perfeito estado" todas as gravações feitas nas cabines com os últimos 30 minutos de voo. Na conversa da manhã, Temer pediu "celeridade" às investigações, "sempre observando todas as regras e normas legais" exigidos. Como o tempo de voo entre o Campo de Marte, de onde partiu o avião transportando o ministro Teori para Paraty, é de pouco mais de 40 minutos, praticamente toda a conversa do piloto foi preservada com a recuperação do conteúdo de voz da caixa-preta do King Air. O avião decolou às 13h01 e caiu pouco depois das 13h30. Também foram recolhidas no Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (DECEA), as conversas mantidas entre o piloto e os controladores, no período em que o avião estava passando pela área que é monitorada, antes de entrar na região sem cobertura de radar, nas proximidades de Paraty, onde o voo só pode ser feito de forma visual pelo piloto. No final da manhã desta segunda, o comandante disse ainda ao presidente Temer que além da fita do gravador, há muitas outras análises a serem feitas nos equipamentos e destroços. Informou, por exemplo, que sequer o motor do avião havia sido retirado dos destroços. Tudo que foi recuperado estava sendo transportado para o Rio de Janeiro, onde será estudado. Além do motor, todas as demais peças da aeronave serão devidamente submetidas a testes e análises. Os exames dos equipamentos estão sendo feitos no Rio e em Brasília, onde fica o laboratório de análise e leitura de dados do Cenipa. A caixa-preta tem "duas partes". A primeira é o gravador em si, que armazena os dados da aeronave e é altamente protegido. Como estava preservado, o equipamento já estava sob análise. Já a segunda, chamada de "base", contém cabos e circuitos que fazem a ligação com o armazenamento de dados e a gravação das conversas. Essa parte foi "secada" e recuperada com sucesso pelos técnicos da FAB. O brigadeiro Rossato fez questão de ressaltar que as investigações da FAB, diferentemente das outras feitas pela Polícia, visam apenas buscar as condições que levaram ao acidente para que se possa evitar que outros ocorram. Ele reiterou que seu pessoal "não se precipita nestas conclusões" e que tudo está sendo analisado, depoimentos inclusive que falam das fortes chuvas na região, gravações do Decea, enquanto estava na área monitorada, avaliação dos destroços. "Dependo das informações que tiverem, eles fazem mais ou menos rápido essa investigação. Estamos trabalhando desde o primeiro dia", comentou. O comandante não soube dizer qual foi o ultimo contato do piloto com o controle aéreo da área do Rio de Janeiro e se ele comentou estar enfrentando algum problema."Não tenho essa informação. Isso é da investigação", declarou ele, acrescentando que "os contatos serão apresentados pelo Decea, todas as conversas até o ponto que ele sai da frequência e passa a fazer voo visual". (Tânia Monteiro)

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  • Pedreiro aposentado constrói casa de cabeça para baixo; veja vídeo

    Uma construção um tanto quanto diferente tem chamado a atenção de moradores e visitantes da cidade de São Mateus, no Espírito Santo. Isso porque o pedreiro aposentado Valdivino Miguel da Silva resolveu construir uma casa de cabeça para baixo: telhado, chaminé e caixa d’água se apoiam no chão, para sustentar a obra.

    “Trabalhei muito tempo com obras em Colatina [Noroeste do Espírito Santo] e, depois que me aposentei, resolvi fazer uma coisa diferente. Foi quando[ decidi fazer uma casa de cabeça para baixo”, contou à TV Gazeta, do ES. 

    Apesar de parecer anormal por fora, a casa é “normal” por dentro. O espaço é dividido em quartos, banheiro e cozinha. A construção ainda tem uma porta e janelas de enfeite, que ficam posicionadas no alto. A entrada oficial da casa fica na parte de trás.

    Em entrevista à rede de TV, a esposa de Valdivino conta que a ideia não a agradou, a princípio. “Falei para ele que ele era louco. Mas quando ele encasqueta de fazer uma coisa, ele vai e faz”, disse. Já quando pronta, a casa teria ganhado a simpatia da família: “Agora que a casa está pronta eu achei bacana, agora não é mais loucura”, contou Elisabete Clemente.

    De tão inusitada, o local teria virado ponto turístico na região. O pedreiro afirmou que a família não vai morar na casa e que ela será alugada. Assista abaixo à reportagem da TV Gazeta. 



  • Acidentes em rodovias federais mataram 1,6 pessoas por dia na Bahia

    Foto: Fabiano Neves/Destaquebahia

    Um balanço divulgado na quinta-feira (19) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou que foi registrada 1,6 morte por dia, durante o ano de 2016, nas rodovias federais da Bahia. Foram 611 mortes ocorridas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016. O número é 3,1% menor do que o registrado em 2015, quando 631 morreram nas estradas federais baianas. Ao todo, foram registrados no último ano 5.424 acidentes nas estradas, o que, segundo dados da PRF, representa uma redução de 22,8% em comparação com 2015, quando 7.027 ocorrências foram contabilizadas.

    Com relação aos acidentes graves, as principais causas são colisões frontais (294 registros, com 239 mortes e 289 feridos graves), colisões laterais (628 ocorrências, com 63 mortes e 201 feridos graves), colisões traseiras (133 registros, com 46 mortes e 129 feridos graves), saída de pistas (128 registros, com 65 e 140 feridos graves) e atropelamentos (127 registros, com 66 mortos e 77 feridos graves). (G1)
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  • Juiz aponta farsa e nega transferência de Marcos Valério

    Foto: Pedro Triguinelli/ G1

    Marcos Valério Fernandes de Souza, que cumpre pena de 37 anos de prisão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), é suspeito de prestar informação falsa à Justiça ao pedir transferência para uma outra unidade prisional de Minas - a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), da cidade de Lagoa da Prata. No pedido de transferência ao Supremo Tribunal Federal, Valério informou que sua mãe e sua companheira moravam na cidade. A informação foi revelada pelo jornal O Globo. A solicitação foi aceita pelo ministro Luís Roberto Barroso em 19 de dezembro, sob a condição de que a decisão final caberia ao juiz da comarca local. A Apac em Lagoa da Prata prevê assistência espiritual e orientação para atividades artísticas e o controle sobre os presos é bem mais ameno do que o feito nas penitenciárias do Estado. Ao negar a transferência, o juiz Aloysio Libano de Paula Junior disse que constatou, por visita própria e com o envio de oficial de justiça, que no endereço informado não viviam parentes de Valério. A Procuradoria-Geral da República informou que confirmada a suspeita de falsidade ideológica, poderá haver impacto na pena que Valério cumpre. A investigação será feita pela comarca de Lagoa da Prata. A defesa argumentou no pedido de transferência que Valério vinha sofrendo ameaças na penitenciária e que o ambiente do presídio prejudica a delação premiada que ele negocia com a PGR. Procurado, o advogado de Valério, Jean Robert Kobayashi, não respondeu aos contatos. 



  • Nova rebelião deixa ao menos um morto no RN; veículos são incendiados nas ruas

    Foto: Blog Jean Souza

    Uma nova rebelião, que resultou em ao menos uma morte, foi registrada em uma unidade prisional no Rio Grande do Norte, na noite desta quarta-feira (18). Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o motim ocorreu por volta das 21h30 (horário de Brasília) na penitenciária estadual do Seridó, conhecida como “Pereirão”, na cidade de Caicó. O levante foi iniciado por membros da facção Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, que não aceitaram a transferência de presos do PCC para a unidade. Os detentos atearam fogo em colchões e alguns subiram no telhado, com tecidos estampados com o nome da facção. A rebelião acontece no mesmo dia em que se encerra o motim que ocorreu na penitenciária de Alcaçuz , no mesmo estado, de onde foram transferidos 220 presos. Além do tumulto na penitenciária, três veículos da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Caicó e um ônibus foram incendiados na noite desta quarta. Os casos ainda estão sendo investigados, mas a suspeita é de que tenham relação com a guerra entre as facções no sistema carcerário. O prefeito de Caicó, Robson Araújo (PSDB), mais conhecido como Batata, disse em entrevista à Folha, que a cidade enfrenta "um clima de caos e de pânico".



  • Presos se rebelam em mais um presídio do Rio Grande do Norte

    Policiais em frente ao presídio Raimundo Nonato, no Rio Grande do Norte, onde ocorreu rebelião (Foto: Marksuel Figueiredo/Inter TV Cabugi)

    Detentos do Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, em Natal, estão rebelados desde as 3h (4h de Brasília) desta segunda-feira (16). Segundo o governo do Rio Grande do Norte, a situação está controlada. Não houve fugas e não há informações sobre feridos. No fim de semana, uma rebelião em outro presídio do estado deixou 26 mortos.

    De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), os presos tentaram derrubar uma parede do presídio, mas a polícia interveio e evitou a fuga. Eles ainda tentaram entrar em uma área de isolamento da unidade onde ficam os presos ameaçados de morte, mas não conseguiram. O Grupo de Operações Especiais da pasta entrou no presídio para debelar o motim.

    A nova rebelião atrasou uma revista prevista para ocorrer na manhã desta segunda-feira na Penitenciária de Alcaçuz, onde ocorreram as mortes no fim de semana.

    Conhecido como Cadeia Pública de Natal, o Presídio Provisório Raimundo Nonato não tem grades, que foram arrancadas em rebeliões anteriores. O estabelecimento tem 166 vagas projetadas, mas abriga 600 detentos, segundo um relatório de novembro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As condições são consideradas "péssimas".

    26 mortos
    O motim em Alcaçuz começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã do domingo (15). Quase todos os 26 mortos foram decapitados.

    Os presos do pavilhão 5 invadiram o pavilhão 4 da. Segundo o titular da Sejuc, Wallber Virgolino, um trabalho de contenção realizado por agentes penitenciários com o uso de bombas de efeito moral evitou a entrada dos rebelados no pavilhão 1. "Em termos de número de mortes essa é a maior rebelião da história do Rio Grande do Norte", disse.

    Ainda de acordo com o secretário, a rebelião no Rio Grande do Norte não tem relação confirmada com os motins no Amazonas e em Roraima. "Não há confirmação de relação, mas com certeza as rebeliões naqueles presídios incentivaram o que aconteceu aqui", disse Virgolino.

    A Penitenciária de Alcaçuz, segundo o governo, ficou parcialmente destruída e não há previsão para reconstrução. Ainda na tarde de sábado, um detento fugiu da penitenciária, mas foi recapturado em seguida.

    O massascre de Alcaçuz é o terceiro a ocorrer neste ano em presídios brasileiros. No Amazonas, 60 presos morreram em Manaus – 56 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e quatro na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), nos dia 1 e 2. No dia 6, 33 foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Roraima. Dois dias depois, 4 detentos morreram na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, para onde haviam sido transferidos presos do Compaj.(G1)

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  • DPU pede no STF relaxamento de prisões em Manaus por falta de vagas

    Foto: STF

    A Defensoria Pública da União apresentou uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja concedida a progressão de regime de presos no Amazonas diante da falta de vagas nas penitenciárias. A instituição decidiu mover a reclamação após a morte de 98 presos nas rebeliões em Manaus, no Amazonas, em Boa Vista, Roraima, e Patos, na Paraíba, ocorridas na primeira semana de 2017. A Associação dos Magistrados Brasileiras (AMB) foi aceita pelo Supremo como amicus curiae no processo. A entidade que representa os juízes pede o indeferimento da ação por considerar que o pedido gera um precedente perigoso, por ter “efeito multiplicador de grave consequência para a manutenção da paz social”. Na ação, a Defensoria pede a progressão de regime para os presos e o envio deles para o regime domiciliar quando não forem considerados de alta periculosidade, como determina a Súmula Vinculante 56. A Defensoria ainda pede o uso de tornozeleiras eletrônicas para garantir a supervisão dos detentos e a separação entre os detidos por regime (aberto, semiaberto e fechado). O presidente da AMB, juiz Jayme de Oliveira, esclarece que “as pretensões de cada detento devem ser apresentadas, caso a caso, ao juiz da Vara de Execuções Penais, que haverá de proferir a sua decisão, por sinal, recorrível ao Tribunal”. O representante da AMB ainda diz que a tese da DPU pode gerar dano social, pois, se a cada rebelião em algum estabelecimento prisional, o Poder Judiciário determinar, porque foi obrigado, a soltura dos detentos indiscriminadamente, as organizações criminosas instaladas nos presídios terão garantido, em definitivo, o controle do Estado.



  • Ministro anuncia que piso salarial de professores será de R$ 2.298,80 em 2017

    A luta dos professores Brumadenses em 2016 foi pra que a lei se cumprisse no município. Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br

    O ministro da Educação, Mendonça Filho, informou nesta quinta-feira (12) que o novo piso salarial dos professores terá um reajuste de 7,64% a partir de janeiro de 2017. Com o aumento, o salário-base passa dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.
    O valor deve ser pago para docentes com formação de nível médio com atuação em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais. Segundo a pasta, o reajuste ficou 1,35% acima da inflação medida em 2016, que fechou o ano em 6,29%. Em 2016, o aumento foi de 11,36%, o que significou um ganho salarial de 0,69% acima da inflação.

    Segundo o Ministério da Educação, a portaria com o novo piso salarial será publicada na edição desta sexta-feira do "Diário Oficial da União".
    Pela regra atual, a correção do piso reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
    De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, 14 estados não cumprem o piso nacional da categoria estabelecido por lei.

    Para contribuir com o cumprimento do piso, o governo federal repassa 10% do Fundeb para estados e municípios.O ministro da Educação informou que, a partir deste ano, o pagamento será feito mensalmente. Antes, o governo tinha até abril do ano seguinte para fazer o repasse.

    “Vamos pagar mês a mês aquilo que seria pago só até abril de 2018”, disse.

    O ministro disse que há uma demanda de prefeitos e governadores para que seja alterada a lei que define o cálculo do reajuste. Ele ponderou, porém, que não há no momento uma discussão sobre o assunto no ministério.
    “O Brasil vive há algum tempo a recessão e a queda de receita de estados e municípios, mas nossa obrigação é cumprir a lei federal”, disse. “Vivemos um dilema. Limitações financeiras de estados e municípios de um lado e, de outro, a necessidade de que os professores sejam valorizados”, complementou.

    Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o impacto do reajuste anunciado para este ano será de R$ 5 bilhões aos cofres municipais. A entidade ressalta que, atualmente, os prefeitos comprometem, em média, 78,4% dos recursos do Fundeb apenas com salários dos professores. (Fonte: G1)

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  • Força Nacional começa a chegar a Manaus; equipes reforçarão segurança em 7 estados

    Foto: Reprodução / Bom Dia Brasil

    As primeiras equipes da Força Nacional começaram a chegar a Manaus (AM) na madrugada desta terça-feira (10) para o reforço da segurança nas penitenciárias. Segundo informações do Bom Dia Brasil, o primeiro voo chegou às 2h55 (horário local, 4h55 em Brasília) e desembarcou na capital amazonense com 25 integrantes. Por volta das 7h45 (hora local) devem chegar outros 75 membros da Força Nacional. A medida compõe parte da ajuda do governo federal a sete estados que solicitaram ajuda para reforçar a segurança: além de Amazonas e Roraima, onde aconteceram massacres nas últimas semanas, também pediram apoio Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. A Força Nacional não deve substituir agentes penitenciários e atuarão na segurança do entorno, apoiando às barreiras, ajudando na recaptura de fugitivos, e atuando na escolta e guarda de presos que precisem se deslocar para algum tribunal.



  • PCC de Roraima 'exigiu' saída de rivais

    Foto: Reprodução / Rede Amazônica

    Documentos e conversas interceptadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público revelaram a facilidade que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tinha para conseguir celulares e ordenar crimes de dentro de presídios em Roraima já em 2014, quando a Operação Weak Link avançou sobre a ramificação da facção no Estado. 

    Além disso, exigiam a saída de rivais da cadeia - o que teria motivado a fuga de pelo menos 145 detentos. Investigadores de combate ao crime organizado acompanham o crescimento do PCC em Roraima há pelo menos cinco anos. Entre os alvos da operação àépoca, 75 atuavam de dentro dos presídios e apenas 17 tiveram de ser detidos fora do sistema. A operação também detectou a expulsão de integrantes de outras facções da Penitenciária Agrícola Monte Cristo, promovida pelo PCC. Maior penitenciária do Estado, a Monte Cristo foi palco da morte de 33 presos na sexta-feira. O massacre é atribuído ao PCC e visto como um desdobramento da disputa entre a facção paulista e o Comando Vermelho que resultou na morte de 56 detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj, em Manaus. Em Roraima, as duas principais lideranças do PCC são Ozélio de Oliveira, o Sumô, e Diego Mendes de Andrade, o Taylor. Sumôé apontado como o mentor do grupo e comanda o crime no Estado de dentro da Casa de Custódia de Piraquara, no Paraná. Por sua vez, Taylor cuida do aliciamento de novos integrantes e da divulgação da doutrina, enquanto cumpre pena na Penitenciária Federal de Mato Grosso do Sul. No dia 2 de maio de 2014, as duas lideranças do PCC participaram de um conferência com outros traficantes interceptada pela PF. Na conversa, Sumô faz uma explanação sobre a situação do sistema prisional em Roraima e conta o início da facção e um episódio de quando o PCC começou a "pregar" a sua "ideologia". Naquele momento, diz Sumô, os detentos de outras facções tiveram o "direito" de pular o muro da Monte Cristo. Segundo o criminoso, em 40 dias foram 145 fugas. Em outra conversa no fim do mês de março daquele ano, Sumô fala com Wax Nunes de Lima, um "salveiro" do PCC, responsável pela transcrição, transmissão e salvaguarda dos "salves" emitidos pelo comando da facção. Os dois falam sobre como conseguir celulares nas prisões. Sumô comenta a facilidade para se conseguir telefone nos presídios de Roraima e diz que onde está preso, no Paraná, são "somente" dois celulares por galeria. "Eu morro de inveja de vocês aí que todo mundo tem um, isso aqui custa 5 mil real (sic) um aqui dentro moleque", explica Sumô. "Caro que só né! Padrinho, aqui 5 mil é que nós paga pro cara comprar pra nós aparelho", responde Wax. Outra conversa de maio, de um integrante da facção criminosa apontado como "Vandrinho", revelou a negociação de armas de dentro da cadeia. Segundo a PF, o traficante usa os termos "abacaxi" e "canetas" para se referir a granada e pistolas, respectivamente. Na mesma interceptação, Vandrinho afirma que a facção criminosa precisa medir forças com a polícia. "Porque parceiro nós tem de somar contra a opressão, contra esses bota preta aí parceiro (sic)", afirma o traficante. O nome da operação da Polícia Federal e Ministério Público contra o PCC em Roraima faz referência ao termo em inglês que significa elo fraco. A escolha faz alusão ao objetivo da operação que, segundo a PF, era evitar que outros criminosos entrassem para a organização e servissem de sustentação de sua estrutura, como elo mais fraco.

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  • Líder da Igreja Mundial do Poder de Deus leva facada durante culto em SP

    Apóstolo Valdemiro Santiago postou vídeo sobre ataque em culto (Foto: Reprodução)

    O Apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, levou uma facada no pescoço durante um culto por volta das 8h deste domingo (8) em um templo da igreja no Brás, Centro de São Paulo. 

    Ele postou um vídeo nas redes sociais, direto do hospital, contando o que ocorreu. O homem que o atacou foi preso em flagrante com um facão, segundo informações do 8º Distrito Policial (Brás). O agressor, que está desempregado, disse que teve uma discussão com o pastor há algumas semanas.

     

    “Eu estava impondo as mãos, acabando de ouvir um milagre, um testemunho, e entrou alguém por trás, não sei, não vi quem era, e deu uma facada no pescoço, ou uma navalha, não sei”, explicou o pastor em vídeo.

    O apóstolo afirmou que voltará a pregar. “Orem por mim”, pediu Valdemiro. “Eu perdoo a pessoa que fez isso”, afirmou.

    Segundo o boletim de ocorrência, o pastor foi atacado por um homem com uma faca por volta das 7h30, dentro da igreja localizada na Rua Carneiro Leão, no Brás.

    O segurança do pastor contou à Polícia Civil que Jonhatan Gomes Higino, de 20 anos, encontrava-se na fila para receber oração, quando sacou uma faca e esfaqueou o pastor, sendo duas vezes nas costas e uma no pescoço. Ainda de acordo com a polícia, o pastor foi conduzida ao Hospital Sírio-Libanês, na Zona Sul, onde foi atendido e liberado.

    Jonhatan foi preso em flagrante. Aos policiais, ele afirmou ter esfaqueado o pastor por se sentir ameaçado. Ele disse que há cinco meses, estava na igreja e ouvi o pastor dizer que ele seria crucificado. A faca foi encaminhada para perícia e o caso registrado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. (Fonte: G1)

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  • Secretário de Temer deixa cargo após frase sobre massacres

    Filiado ao PMDB, Bruno Júlio afirmou que 'tinha era que matar mais' e 'tinha que fazer uma chacina por semana' nos penitenciárias e depois reafirmou declarações.

    O secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, pediu demissão após dar uma declaração polêmica sobre as chacinas nos presídios de Roraima e Manaus, informou a assessoria do Palácio do Planalto, e o pedido foi aceito pelo presidente da República, Michel Temer.

    Bruno Júlio, que é filiado ao PMDB e havia sido nomeado para a secretaria em junho, afirmou que tinham que ter matado mais presos e que deveria haver uma chacina por semana - e reafirmou a declaração em sua página pessoal no Facebook, antes de pedir demissão.

     



  • Após chacina, Manaus registra 8 mortes em 24 horas

    IML de Manaus | Foto: Suelen Gonçalves / G1

    Após o massacre de 56 presos e a fuga de 184, Manaus foi atingida por uma onda de homicídios. Em 24 horas, foram registrados oito assassinatos na cidade, todos ligados ao tráfico, segundo informações da polícia. Em 2014, a média diária na capital amazonense foi de 2,7 homicídios dolosos, informa o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Entre os casos que podem ter ligação com a fuga dos presos está o de um homem identificado apenas como "Lúcio", que foi morto com 12 facadas, teve a cabeça decapitada e o corpo jogado em uma lixeira na zona norte de Manaus. Segundo familiares da vítima, ele havia tido envolvimento com o tráfico, mas estava afastado havia quase um ano. Além da onda de mortes, foram registrados furtos, roubos e tentativas de arrombamento, mas ainda não há balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, que montou uma força-tarefa para atuar na captura dos foragidos. Apenas 18 dos 39 corpos identificados de vítimas do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) já foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML). De acordo com funcionários do IML, a unidade não está preparada para atender a essa demanda e, com isso, faltou material de trabalho, um dos fatores que contribuíram para a lentidão da identificação dos corpos. Segundo um dos legistas, outro fator que está atrasando a identificação é que, como a maior parte dos detentos foi esquartejada, faltam pedaços dos corpos e isso impossibilita a liberação, mesmo após o reconhecimento por meio de fotos. De acordo com um funcionário, "no dia do massacre faltaram luvas, gaze, foi um verdadeiro desespero para emprestar dos hospitais para conseguir dar conta do que estava acontecendo naquele momento". As dezenas de informações desencontradas foram o pior tormento de Marisa, mãe de um dos 60 presos assassinados na chacina. Segundo a dona de casa, do momento da primeira informação, horas após a festa de réveillon ocorrida no Compaj, até o reconhecimento do corpo do filho foram dois dias. "Eu não sabia de nada, a gente primeiro ficou na frente da cadeia, depois viemos para o IML, mas sem ter certeza de nada, e mesmo depois que tive certeza de que meu filho tinha morrido eu continuei sem ter muitas informações".



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