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  • Empresas da Lava Jato doaram a 12 ministros de Temer

    Investigado, Henrique Eduardo Alves (PMDB) é o maior beneficiado do grupo

    Dinheiro de empresas envolvidas no esquema revelado pela Operação Lava Jato irrigou as campanhas de 12 dos 13 ministros nomeados pelo presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), que se candidataram a algum cargo eletivo em 2014. Os recursos foram repassados de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral.

    A exceção é Ronaldo Nogueira (Trabalho). Quando concorreu a vaga de deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul, o agora ministro recebeu R$ 393 mil em doações. Na sua prestação de contas não há registro de empresas citadas na Lava Jato.

    Os que declararam doações de empresas que estão na mira da Lava Jato foram José Serra (Relações Exteriores), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Blairo Maggi (Agricultura), Maurício Quintela (Infraestrutura, Portos e Aviação), Raul Jungmann (Defesa), Mendonça Filho (Educação e Cultura), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Bruno Araújo (Cidades) e Ricardo Barros (Saúde).

     

    Deste grupo, o maior beneficiado é Henrique Eduardo Alves (PMDB). Na campanha para governador do Rio Grande do Norte, o então candidato declarou à Justiça Eleitoral ter recebido um total de R$ 7,8 milhões das empresas acusadas ou investigadas pelo envolvimento no esquema de desvios de recursos da Petrobras.

    O valor é 34% dos R$ 23 milhões declarados como doações na prestação de contas de 2014 do peemedebista. As doações foram feitas principalmente pela Odebrecht (R$ 5,5 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 2,1 milhões). Galvão Engenharia (R$ 200 mil) e Andrade Gurierrez (R$ 100 mil) também doaram. Alves foi derrotado por Robinson Faria (PSD) no segundo turno.

    Presos

    Geddel Vieira Lima declarou ter recebido R$ 7,1 milhões em doações eleitorais na campanha de 2014 para o Senado pelo PMDB da Bahia. Deste valor, R$ 2,3 milhões foram repassados por empresas que tiveram seus presidentes presos na Lava Jato - as empreiteiras baianas Odebrecht (R$ 1,7 milhão) e UTC (R$ 75 mil) e o Banco BTG Pactual. Geddel não conseguiu se eleger.

    José Serra (PSDB-SP) também ultrapassou a casa dos milhões em doações de empresas citadas na Lava Jato. Na campanha para o Senado, o tucano declarou ter recebido R$ 1,2 milhão da OAS e R$ 856 mil da Andrade Gutierrez. Serra declarou R$ 10 milhões em doações naquele ano.

    Tanto os políticos quanto as empresas doadoras argumentam que as doações são legais, previstas na legislação. A Lava Jato, porém, trabalha com a hipótese de que doações declaradas de campanha tenham sido usadas como parte de pagamento de propina em troca de vantagens.

     

     

     
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  • Governo quer cortar 4 mil cargos comissionados, diz Romero Jucá

    Foto e fonte: G1

    O ministro Romero Jucá (PMDB-RR), do Planejamento, afirmou nesta sexta-feira (13) que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, quer cortar até 4 mil cargos de confiança e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total. O governo federal tem hoje 21,7 mil cargos comissionados, sendo 16.085 ocupados por servidores de carreira e 5.615 por não concursados.

    Jucá concedeu entrevista à imprensa ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Ricardo Barros (Saúde), depois da primeira reunião ministerial liderada por Temer.

    Segundo o ministro do Planejamento, o governo dá gratificação de 51 formas diferentes, o que será revisto. "Queremos em 31 de dezembro de 2016 tenha diminuído 4 mil postos desse tipo de gratificação ou contratação", disse. Jucá ressaltou que o número pode ser ampliado, conforme a necessidade.

    O corte é semelhante ao proposto pelo governo Dilma no ano passado, de redução de 3 mil postos. Segundo Jucá, isso não foi cumprido. Até fevereiro de 2016, a gestão petista havia cumprido 18,7% da meta, com a extinção de 562 cargos, de um total de 22 mil.

    Para o ministro do Planejamento, o corte não resolve a questão do gasto público, "mas é um posicionamento que o governo deve tomar como exemplo para a sociedade". Jucá disse ainda que a economia que o governo pretende fazer com a redução de 4 mil cargos comissionados será anunciada "no momento certo", em razão das diferentes remunerações.

    Romero Jucá destacou que as empresas estatais e os bancos públicos estão no "novo processo de gestão e governança" do governo. Segundo o peemedebista, "todos os organismos" do Executivo serão "ajustados" com a mentalidade de "diminuição de gastos, fim do desperdício e apresentação de resultados".

    Gastos públicos

    Segundo Jucá, o governo sinalizou no início do ano um superávit primário "novamente equivocado". Ele comentou o envio ao Congresso de uma revisão da meta, feito por Dilma, de rombo de R$ 96 bilhões em 2016.

    "Neste déficit não estão previstos alguns pontos, como a contínua queda de arrecadação e renegociação da dívida com estados, que deverão impactar a dívida federal", disse ele.

    Novas metas serão estabelecidas, afirmou o ministro. "Deveremos aprovar essa nova meta na próxima semana com as ressalvas para que o processo seja transparente e clarificado. O governo tem que resgatar credibilidade. Portanto, os números que forem definidos e repassados serão os que deverão acontecer. Por isso, não há na data de hoje medidas efetivas anunciadas."

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR) disse que o Orçamento previa receitas que viriam da CPMF, que não foi votada no Congresso, e também da alienação de imóveis, que não estão se confirmando. "Temos queda na arrecadação que deve superar os R$ 100 bilhões. Temos o impacto da dívida dos estados, estimada em R$ 8 bilhões, temos as receitas superestimadas."

    "Além do impacto dos índices macroeconômicos que não se verificam, teremos certamente déficit fiscal superior aos R$ 96 bilhões que estão colocados no projeto de lei enviado ao Congresso Nacional", completou.

    Reformas na Previdência

    O ministro do Planejamento também falou sobre a necessidade de reformas na Previdência. Ele não deu detalhes das medidas que serão tomadas, mas disse que o governo não pretende diminuir a remuneração de quem já está aposentado.

    Jucá citou como medida adotada pelo atual governo em prol de mudanças na área o fato de a Secretaria de Previdência ser incorporada ao Ministério da Fazenda.

    “Ontem foi dado passo que considero importante, que foi o posicionamento da Secretaria de Previdência no Ministério da Fazenda. Já se tomou a decisão técnica da maior importância que é construir algo sustentável. Por que queremos uma Previdência sustentável? Porque queremos que o aposentado de hoje e de daqui a 10 anos possa receber na integralidade o que deve receber. Não queremos que aconteça o que aconteceu na Grécia, que reduziu pagamento de quem já estava aposentado”, afirmou.

    Reajuste de servidores


    Jucá comentou ainda os projetos de lei enviados pelo Executivo à Câmara, que tramitam com urgência, sobre aumento para servidores. De acordo com ele, o que foi negociado será mantido. "A palavra do governo será confirmada", afirma. "Esses reajustes serão aprovados da forma que foram pactuados com as diversas carreiras públicas."

    No entanto, os sete projetos que o governo Dilma enviou ao Congresso antes de ser afastada ainda serão analisados pela nova equipe econômica do governo, e uma resposta será dada depois.

    Apoio do Congresso

    O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse esperar apoio de pelo menos dois terços do Congresso para aprovar as medidas de ajuste e reformas necessárias para retomar o crescimento econômico.

    O ministro fez o cálculo com base na votação do processo de impeachment de Dilma Rousseffna Câmara e no Senado. A continuidade do processo recebeu aval de 367 deputados, quando houve votação na Câmara, e de 55 senadores, quando o afastamento de Dilma por até 180 dias foi definido.

    “O Constituinte previu que de ambas as Casas, o governo que viesse a assumir, agora temporariamente, tem que ter trazido consigo o apoio de dois terços da Câmara e que seria necessário 50% mais um no Senado. Também já se tem mais que dois terços do Senado. Dando o sentimento de que se tem, para essas medidas que têm que ser tomadas com urgência, apoio igual ou superior a dois terços”, afirmou Padilha.

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  • Temer faz nesta manhã primeira reunião ministerial

    Fonte: Agência Brasil

    O presidente interino Michel Temer convocou para as 9h de hoje (13) a primeira reunião ministerial para discutir as primeiras medidas do governo, que deverão ser anunciadas na próxima semana. O encontro será no Palácio do Planalto. Com o afastamento ontem (12) de Dilma Rousseff, Temer assumiu, por até 180 dias, o comando o país e já deu posse aos novos ministros.

    De acordo com o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, os projetos prevendo reajuste para o funcionalismo público e negociados com o governo anterior serão mantidos. “Vamos trabalhar pela aprovação desses projetos, porque pacto firmado tem de ser cumprido e governo tem de ter palavra.”

    A proposta é trabalhar para reduzir o número de cargos de confiança, melhorar e qualificar as despesas do governo, destacou Jucá. “O gasto público tem de ser feito com responsabilidade. O dinheiro é pouco. Portanto, tem de ser bem aplicado em prol da melhoria da população.”

    Discurso

    No primeiro pronunciamento oficial como presidente interino do país, Michel Temer chamou de “ingrato” o momento político e econômico por que passa o Brasil. No entanto, defendeu que agora não é mais hora de se falar em crise, “mas em trabalhar”. Ele disse que o maior desafio para que a economia brasileira saia da recessão “é parar o processo de queda livre dos investimentos”, sendo necessário para isso construir um ambiente propício para investidores.

    “Nosso lema é ordem e progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida”, disse, em discurso no Palácio do Planalto“, destacou. "O mundo está de olho no país, e havendo condições adequadas, a resposta será rápida”, acrescentou.



  • Processo de impeachment é aberto, e Dilma é afastada por até 180 dias

    Senadores aprovaram instauração de processo por 55 votos a 22. Presidente fica afastada por até 180 dias enquanto é julgada no Senado.

    O plenário do Senado Federal aprovou às 6h34 desta quinta-feira (12) a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por 55 votos a favor e 22 contra. Com a decisão, ela fica afastada do mandato por até 180 dias. O vice-presidente Michel Temer deve assumir com o afastamento de Dilma. O presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) não votou – ele só votaria em caso de empate. A sessão começou às 10h desta quarta-feira (11) .

    Dilma Rousseff deverá ser oficialmente notificada nesta quinta (12) da decisão do afastamento. Agora, o Senado passará a colher provas, realizar perícias, ouvir testemunhas de acusação e defesa para instruir o processo e embasar a decisão final. O julgamento será presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que também comandará a Comissão Processante do Senado. O impedimento definitivo da presidente depende do voto favorável de 54 (dois terços) dos 81 senadores, em julgamento que ainda não tem data para ocorrer. Impeachment no Senado Depois que a Câmara autorizou a abertura do processo, em 17 de março, o Senado iniciou a análise da admissibilidade, ou seja, se o relatório aprovado pelos deputados continha os requisitos mínimos: indícios de autoria e de existência de um crime de responsabilidade. Na última sexta (6), o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que recomendou a abertura do processo, foi aprovado por 20 votos a 5, na Comissão Especial do Impeachment do Senado, que reuniu 21 senadores. Só não votou Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da comissão. No plenário da Câmara, o impeachment recebeu 367 votos favoráveis e 137 contrários. Houve sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados. Acusação e defesa Conforme denúncia assinada pelos juristas Janaina Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., Dilma atentou contra a lei orçamentária ao autorizar despesas extras de R$ 2,5 bilhões, entre julho e agosto de 2015, mesmo ciente de que o gasto era incompatível com a meta fiscal, economia anual do governo para pagar a dívida pública. A abertura dos créditos suplementares foi determinada por meio de decretos não numerados sem prévia autorização do Congresso. Além disso, a denúncia aponta que a presidente usou dinheiro emprestado do Banco do Brasil para bancar juros menores concedidos a agricultores no Plano Safra de 2015. Tratam-se das “pedaladas fiscais”, artifício para disfarçar rombo nas contas públicas. A acusação é de que ela teria contraído “operação de crédito ilegal”, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o governo de usar dinheiro emprestado de bancos públicos, controlados pelo próprio Executivo. Durante a análise das acusações nas comissões do Senado e da Câmara, a Advocacia Geral da União (AGU) alegou que os atos não configuram crimes de responsabilidade e que também foram praticados em governos passados, sem qualquer questionamento. Quanto aos decretos, a defesa argumentou que eles não comprometeram a meta fiscal, já que no início de 2015, o governo havia bloqueado um volume maior de recursos do Orçamento. Além disso, alegou que os decretos apenas remanejaram as despesas, sem ampliação de gastos. Em relação às “pedaladas fiscais”, o governo sustenta que não se tratam de empréstimos dos bancos públicos, mas de contrato de serviço de pagamento dos benefícios sociais. Caso o dinheiro repassado pelo Tesouro não seja suficiente, o banco paga a diferença e recebe juros quando o governo quita a dívida. Se sobra dinheiro, o governo recebe juros do banco. Próximas etapas Saiba quais serão os próximos passos da tramitação do processo de impeachment no Senado: INSTRUÇÃO PROBATÓRIA >> Com a autorização do plenário para a abertura do processo, o caso volta à Comissão Especial do Impeachment para a etapa de produção de provas, chamada de fase de instrução. >> Será concedido à presidente um prazo de, pelo menos, 20 dias para apresentar a sua defesa – o prazo será fixado pelo presidente da comissão especial, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). >> Nessa fase, acusação e defesa poderão pedir a convocação de testemunhas, a realização de perícias e o envio de documentos que acharem adequados, como pareceres do Tribunal de Contas da União. Não há prazo definido para essa etapa. Por se tratar de um processo judiciário, o comparecimento das testemunhas convocadas é obrigatório – sob pena de serem conduzidas coercitivamente. >> No final dessa etapa, a presidente Dilma Rousseff poderá ser interrogada. Ainda não está definido, mas é possível que se abra um prazo de até 15 dias para as alegações finais da acusação e mais 15 dias para as alegações da defesa – nenhum fato ou argumento novo poderá ser inserido. >> A partir daí, haverá um prazo mínimo de dez dias consecutivos para que o relator apresente um parecer sobre a procedência ou a improcedência da acusação e para que a comissão vote – dentro desse período. >> Para ser aprovado, esse parecer, que passa a ser chamado de parecer de pronúncia, necessita de maioria simples. Se isso ocorrer, considera-se procedente a acusação e começa a fase de julgamento. A decisão será lida na sessão seguinte do plenário do Senado, e o parecer, publicado no "Diário Oficial do Senado". >> Esse parecer deverá ser submetido ao plenário do Senado em até 48 horas. No plenário, ainda não está definido se a acusação e a defesa terão 30 minutos cada para se pronunciar. Deverá, então, ser concedido prazo, provavelmente de 15 minutos, para que cada um dos 81 senadores se manifeste, o que poderá levar cerca de 20 horas e meia. >> Para a votação valer, precisam estar presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessária maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. A sessão será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que passa a ter o nome oficial de presidente do Senado como órgão judiciário. O presidente do Senado, Renan Calheiros, poderá votar como qualquer outro senador nesta segunda votação. >> Uma vez aprovado o parecer, as partes serão notificadas. Deverá ser concedido um prazo aos autores da denúncia para que apresentem em até 48 horas uma peça chamada no jargão jurídico de libelo acusatório, que nada mais é do que uma consolidação das acusações e provas produzidas. Eles também deverão apresentar um rol de testemunhas. >> Em seguida, a defesa terá 48 horas para apresentar uma resposta, chamada no jargão de contrariedade ao libelo, além do rol de testemunhas. Todo o processo é encaminhado para o presidente do Supremo, a quem caberá marcar uma data para o julgamento e intimar as partes e as testemunhas. Deverá ser respeitado um prazo mínimo de dez dias para se marcar o julgamento. Se o parecer no plenário do Senado for rejeitado, o processo é arquivado e a presidente reassume o cargo. JULGAMENTO FINAL >> Na data marcada, o julgamento será realizado no plenário do Senado, presidido pelo presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, novamente na condição de presidente do Senado como órgão judiciário. >> As partes podem comparecer pessoalmente ao julgamento ou serem representadas por procuradores. Poderão ser convocadas testemunhas, que serão interrogadas pela acusação, defesa e pelos senadores, que assumem o papel de juízes. No entanto, as perguntas dos parlamentares não serão feitas diretamente por eles. Elas terão que ser encaminhadas para Lewandowski para que ele faça as indagações. >> O número de testemunhas e o tempo dos depoimentos ainda precisarão ser definidos. Ainda há previsão, segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, de realização de debates orais, embora não esteja definido quem exatamente poderia falar. >> Depois disso, as partes se retiram da sessão para discussão entre senadores – não está definido quanto tempo cada um terá para se manifestar. O presidente Ricardo Lewandowski elaborará um relatório, que é diferente de um parecer, pois não haverá juízo de valor. >> Em seguida, acontece a votação nominal. Os senadores serão chamados ao microfone para responder “sim”, “não” ou “abstenção” à seguinte pergunta: “Cometeu a acusada Dilma Vana Rousseff os crimes que lhe são imputados, e deve ser ela condenada à perda de seu cargo e à inabilitação temporária, por oito anos, para o desempenho de qualquer função pública, eletiva ou de nomeação?” >> Não há definição de como será a ordem de chamada – caberá ao presidente Lewandowski decidir essa questão. Para ser aprovado o impeachment, são necessários os votos de pelo menos dois terços dos senadores (54 votos). >> Caso o impeachment seja aprovado, Lewandowski lavra a sentença, que é publicada no "Diário Oficial". Dilma é então notificada, perde o mandato e fica inelegível por oito anos. O processo é, então, encerrado. Se rejeitado o impeachment, o processo é arquivado e a presidente da República reassume. (G1)
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  • Senado vota hoje afastamento da presidente Dilma Rousseff

    Delator da Lava Jato, Delcídio teve o mandato cassado em sessão ontem (Foto: AFP)

    Com previsão de derrota para a presidente Dilma, plenário do Senado inicia hoje votação que pode resultar no afastamento da petista por até 180 dias, abrindo caminho para a posse de Michel Temer no comando do Planalto. Cinco meses e nove dias após o início da batalha do impeachment, deflagrada na Câmara dos Deputados em 2 de dezembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta hoje o mais esperado confronto entre as tropas do governo e da oposição no Congresso. A partir das 9h, o Senado começa a decidir se aprova ou não a abertura do processo contra a petista por crime de responsabilidade e o consequente afastamento dela da Presidência por até 180 dias, período em que o vice, Michel Temer (PMDB), assume o comando do país.

    A votação acontece cerca de 48 horas depois do furdunço provocado pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou anteontem a aprovação do processo pelos deputados em 17 de abril, foi ignorado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e acabou revogando a própria decisão no fim da noite do mesmo dia. Pelo roteiro traçado por Renan, o clímax da batalha tem hora para começar, mas ninguém sabe ao certo quando termina. Ontem, o presidente do Senado passou o dia acertando os últimos detalhes para a votação. O cronograma estabelecido por ele determina a abertura da sessão às 9h, com encerramento previsto para 22h. O otimismo de Renan, contudo, esbarra nas estimativas feitas por técnicos da Casa, que levam em conta a enxurrada de discursos e questionamentos de senadores pró e contra o governo. A avaliação é a de que o resultado só seja conhecido na madrugada de amanhã. De acordo com Renan, a sessão será dividida em três blocos, com intervalo de uma hora entre cada um deles: o primeiro ocorrerá de 9h até o meio-dia; o segundo, de 13h até as 18h; e o terceiro começa a partir das 19h e vai até o fim da votação. O presidente do Senado disse que a tendência é que os dois primeiros blocos sejam reservados para manifestações dos senadores. Cada um deles falará por até 15 minutos. A lista para inscrição dos senadores que vão discursar, aberta às 15h de ontem, já contabilizava cerca de 60 nomes no fim da noite. Apesar do direito a usar o tempo máximo, parlamentares da oposição anunciaram a intenção de reduzir os pronunciamentos para evitar que a sessão invada a madrugada. Decisão O terceiro e último bloco da sessão, segundo Renan, estará reservado para os últimos senadores que queiram se manifestar. Em seguida, falam o relator do pedido de abertura de processo na Comissão Especial do Impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, também pelo prazo de 15 minutos. O peemedebista destacou que não deverá ocorrer encaminhamento de votação pelos líderes de partidos. “Ajudar a partidarizar este assunto não é bom. Vamos observar a ordem de inscrição, dar a palavra a um de cada lado”, afirmou Renan. Ao final das manifestações, o presidente do Senado submeterá o pedido contra Dilma ao crivo do plenário. De acordo com Renan, os parlamentares vão fazer a votação pelo painel eletrônico. A presidente será afastada se a maioria dos senadores - com o registro de presença de pelo menos 41 deles - concordar com o parecer de Anastasia. Caso contrário, o pedido será arquivado. A comunicação do afastamento de Dilma, se for aprovado, será feita pessoalmente pelo primeiro-secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO). Se isso ocorrer, Temer assumirá automaticamente o cargo em caráter interino e sem direito à cerimônia de posse. A expectativa é que a notificação da presidente ocorra ainda na quarta-feira à noite, se a votação seguir o cronograma de Renan, ou apenas na manhã seguinte. Desde a semana passada, contudo, o presidente do Senado evita falar sobre quais direitos Dilma terá em caso de afastamento: se poderá usar o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), quantos assessores e seguranças ficará a sua disposição. Renan tem dito que vai esperar o fim da votação para discutir o assunto. Temer Diante do cenário que aponta para a derrota de Dilma por uma placar elástico na votação, Temer se reuniu com Renan para discutir os procedimentos que serão adotados por ele após sua posse. Incluindo o envio de projetos do Executivo ao Congresso. Ao mesmo tempo, intensificou negociações com líderes de partidos referentes à montagem do governo. A aliados, Temer confirmou o corte de 32 para 22 ministérios. O vice também disse que fará seu primeiro pronunciamento à nação já na quinta-feira.
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  • Investigada pela Lava Jato, Andrade Gutierrez divulga pedido de desculpas

    Foto: Reprodução / TV Globo

    Uma das empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, a Andrade Gutierrez divulgou neste domingo (8) um texto com um "sincero pedido de desculpas ao povo brasileiro" por "erros graves cometidos nos últimos anos". A empresa é acusada de fazer parte de um cartel que combinava o resultado de licitações com a Petrobras. Um acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi homologado na última quinta-feira (5) pelo juiz federal Sérgio Moro. Além de contribuir com as investigações, ela vai pagar indenização de R$ 1 bilhão para poder continuar mantendo contratos com o poder público. "Reconhecemos que erros graves foram cometidos nos últimos anos e, ao contrário de negá-los, estamos assumindo-os publicamente", diz o comunicado da empreiteira. Para impedir que as falhas se repitam, a Andrade Gutierrez garante que está adotando desde dezembro de 2013 "um moderno modelo de Compliance, baseado em um rígido Código de Ética e Conduta". O texto ainda estipula oito "propostas para um Brasil melhor" para evitar novos problemas em obras licitadas pelo poder público.



  • Enem 2016: inscrição começa nesta segunda e vai até dia 20

    Inscrições para o Enem começam nesta segunda (8).

    As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão previstas para começar às 10 horas desta segunda (9) e se estendem até as 23h59 do dia 20 de maio.

    Para participar, os candidatos devem entrar no site do Inep (http://enem.inep.gov.br/) e preencher seus dados, tendo em mãos o RG e o CPF – menores de idade que ainda não tiverem os documentos precisarão providenciá-los. Também será obrigatório informar um endereço de e-mail e um celular, o município onde farão a prova e a língua estrangeira do teste de Linguagens (inglês ou espanhol).

    A taxa de inscrição custa R$ 68 – R$ 5 a mais que na edição do exame no ano passado. Dessa vez, ela poderá ser paga em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência de Correios (antes, só era possível quitar a guia no Banco do Brasil).

    Neste ano, as provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia, sábado, o candidato terá 4 horas e 30 minutos para responder questões de Ciências Humanas e de Ciências da Natureza. No domingo, ele terá 5 horas e 30 minutos para as perguntas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e redação.

    Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. As provas começarão, nos dois dias, às 13h30.

    Os gabaritos oficiais das questões objetivas serão divulgados pelo Inep até o dia 9 de novembro. Já os resultados ainda não têm data marcada para serem apresentados.

    Isenção


    Aqueles que irão concluir o ensino médio em 2016 e estiverem matriculados na rede pública de ensino terão direito à isenção automática da taxa de inscrição.

    Já os que pertencerem a famílias de baixa renda, mas que não sejam concluintes de escola pública, poderão declarar carência para conseguir a isenção. Durante o período de inscrição, o sistema avisará se o pedido foi aceito.

    Lembrando que, a partir deste ano, os estudantes que conseguiram a isenção da taxa em 2015 e não compareceram à prova, sem justificar a ausência, vão perder o direito de não pagar a inscrição em 2016.

    Atendimento especializado


    Os candidatos que precisarem de atendimento especializado (com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva e intelectual, surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou outras condições especiais) devem indicar na inscrição qual o recurso que desejam para fazer a prova. Também podem solicitar auxílio: gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e sabatistas.

    Entre os dias 1º e 8 de junho, pela plataforma do Inep, a pessoa deve enviar o documento que comprova sua condição. Ele deve conter o nome completo, o diagnóstico com a descrição do que motiva o pedido de atendimento especial e a assinatura de um médico ou profissional especializado, com seu CRM (registro no Conselho Regional de Medicina).

    As adaptações que o candidato pode solicitar são: prova em braile ou com letra ampliada (fonte 18, com imagens maiores) ou super-ampliada (fonte 24, com imagens maiores), tradutor-intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), guia-intérprete para pessoas com surdocegueira, auxílio para leitura (inclusive a labial) e transcrição, sala acessível e tempo extra de uma hora em cada dia da prova.

    A participante lactante que precisar amamentar durante as provas deve levar um acompanhante adulto, que ficará em uma sala reservada e cuidará do bebê enquanto a mãe fizer o Enem. Já aquele que estiver internado para tratamentos de saúde deve assinalar a opção “classe hospitalar”. O Inep entrará em contato com o hospital em que a pessoa estiver para verificar as condições necessárias para que a prova seja feita.

    Os sabatistas precisam marcar a alternativa “guardador do sábado por convicção religiosa” para fazê-la em outro horário. Eles entrarão no local de prova quando os portões abrirem, às 12 horas, juntos com os demais, e aguardarão até as 19 horas para fazer a prova.

    Nome social


    Travestis e transexuais que quiserem tratamento pelo nome social devem informar o pedido ao Inep na inscrição, além de enviar cópia do documento de identificação, com foto recente e formulário preenchido, entre os dias 1º e 8 de junho.

    Para que serve o Enem?
    Criado para avaliar os conhecimentos dos estudantes que concluíram o ensino médio, a prova também substitui vestibulares no acesso a instituições federais de ensino superior. No entanto, essa não é sua única função.

    As notas do Enem podem ser usadas por quem tem mais de 18 anos para obter a diploma do ensino médio. Também são exigidas para o candidato que pretende uma bolsa de estudos pelo ProUni ou financiamento estudantil pelo Fies.

    O Ciência sem Fronteiras é outro programa federal que pede boas notas no exame nacional como critério de seleção.

    Veja abaixo as funções do Enem e suas regras:

    Seleção para universidades


    As notas do Enem são usadas para selecionar alunos para as vagas em universidades federais e outras instituições de ensino.

    As universidades podem usar o Enem como único método de seleção, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou fazer uma combinação entre as notas do Enem e seu vestibular próprio. O Sisu já recebeu a adesão da maioria das universidades e institutos federais e, na última edição, ofereceu mais de 205 mil vagas.

    Programa Universidades Para Todos (Prouni) 


    Para disputar uma bolsa de estudos do Prouni, que varia de 50% a 100% do curso de uma instituição de ensino superior privada, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 450 pontos no Enem e não pode ter zerado a redação. Na última edição do programa, foram ofertadas 213.113 bolsas em 1.117 instituições.

    Financiamento Estudantil (Fies)


    Estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 e querem solicitar o Fies devem ter feito Enem, caso contrário, não poderão solicitar o benefício. A partir deste ano, o candidato precisa ter obtido 450 pontos no exame nacional e não pode ter zerado a redação.

    Pelo Fies é possível financiar os cursos de graduação bem avaliados junto ao MEC. A taxa de juros é de 3,4% ao ano para todos os cursos. Ele pode ser solicitado pelo estudante em qualquer etapa do curso e em qualquer mês.

    Seleção para ensino técnico (Sisutec)


    Quem estiver interessado em uma vaga gratuita de cursos técnicos oferecidos em instituições públicas e privadas pelo Sisutec deverá ter feito as provas do Enem. As notas no exame serão usadas para classificação dos concorrentes.

    Ciência Sem Fronteiras


    O programa do governo federal oferece bolsas de estudo para intercâmbios no exterior destinado a alunos de graduação e pós. Para participar da seleção de bolsas durante a graduação, é preciso ter feito qualquer edição do Enem a partir de 2009 e conseguido a média mínima de 600 pontos. Os candidatos também são avaliados de acordo com seu aproveitamento acadêmico na universidade.

    Certificação para o Ensino Médio


    Quem tem no mínimo 18 anos e não concluiu o ensino médio pode conseguir a certificação por meio do Enem. A pontuação mínima é 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação. (Fonte: G1)

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  • Filho de político com mais de 100 processos acerta a Mega-Sena

    José Geraldo Riva (de camisa branca) comemora com o filho, José Geraldo Riva Júnior (o último, da esquerda para a direita) e amigos o prêmio da Mega-Sena - Reprodução

    Conhecido por responder a mais de uma centena de processos nos âmbitos cível e criminal, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva mostrou que é um homem de "sorte". Perto de completar um mês em liberdade (ele foi solto em 8 de abril após seis meses de prisão por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes), Riva comemorou, na noite de quinta-feira, o prêmio de R$ 11,2 milhões da Mega-Sena vencido por seu filho, José Geraldo Riva Júnior, e mais dois amigos, identificados como Djalma e Vinicius. Uma foto de Riva comemorando o prêmio com o filho circula nas redes sociais.

     

    A aposta de Riva Júnior foi uma das três vencedoras da Mega-Sena das Mães, sorteada pela Caixa Econômica Federal na noite de quinta-feira. Segundo a Caixa, ela foi feita na lotérica Ponto da Sorte, em Cuiabá (MT), com oito números, no valor de R$ 98. Com isso, os três ainda acertaram 12 quinas (R$ 373 mil) e 15 quadras (R$ 12 mil), o que elevou o prêmio de R$ 10,8 milhões da Mega-Sena para R$ 11,2 milhões. Apostas de Belém (PA) e Santo André (SP) também acertaram as seis dezenas da Mega-Sena na quinta-feira. Os números sorteados foram: 08-11-25-39-41-60.

    — Falei com um dos três (depois do resultado). Eles estavam na agência (da Caixa) retirando o prêmio. Avisaram que vão passar aqui amanhã (sábado) — afirmou Márcio Sato, dono da Ponto da Sorte.

    Deputado estadual por cinco mandatos, José Geraldo Riva foi preso pela quarta vez em 13 de outubro de 2015 durante a Operação Metástase, que investiga desvio de R$ 1,7 milhão de verba de suprimento da Assembleia de Mato Grosso. Ele já havia sido preso em maio de 2014, durante a operação Ararath; em fevereiro de 2015, na operação Imperador, acusado de participar de desvios de R$ 62 milhões; e em julho de 2015, na operação Ventríloquo, sob acusação de desviar R$ 10 milhões.

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  • Comissão aprova relatório que recomenda abertura do impeachment

    A comissão especial do impeachment do Senado aprovou nesta sexta-feira (6), por 15 votos a favor e 5 contrários, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que recomenda a abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Com o aval do colegiado, o texto será submetido agora à votação no plenário principal do Senado. A previsão, segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é que o parecer de Anastasia seja apreciado pelo plenário na próxima quarta-feira (11). O relatório será lido em plenário na próxima segunda-feira (9) e publicado no Diário Oficial do Senado. A partir daí, começa a contar o prazo de 48 horas para a votação em plenário.(G1)



  • Mulher dá à luz a gêmeos mesmo com mioma de 15 cm no útero

    Filhos de Larissa Wurthmann vão completar 2 anos (Foto: Larissa Wurthmann/ arquivo pessoal)

    Desde criança, quando foi diagnosticada com câncer na tireóide, Larissa Wurthmann já sabia que dificilmente conseguiria engravidar por causa dos tratamentos radioativos que fez, entre eles com iodo, para se livrar dos tumores que teve ao longo da vida. Ela conta que mais tarde descobriu um mioma de 15 centímetros no útero, o que reduziu ainda mais sua esperança de ser mãe. Ainda assim, aos 25 anos, ela engravidou e, ainda por cima, de gêmeos. Os bebês tiveram que dividir espaço com o mioma ao longo da gestação. Lorenzo e Luigi vão completar 2 anos neste mês.

    As idas aos consultórios médicos começaram ainda na infância, aos 5 anos. Larrisa, que mora em Mogi das Cruzes(SP), fez o tratamento radioativo para se livrar do tumor na tireóide e, aos 7 anos, o tumor voltou. “Quando eu tinha 16 anos, fiz outra cirurgia porque o tumor tinha voltado de novo e foi dessa vez que eu fiz o tratamento com iodo radioativo para queimar as células cancerígenas que tinham se espalhado para o pulmão. Eu estava com câncer no estágio de metástase e o tumor também estava na cadeia cervical”, lembra.

    Após o fim do tratamento, aos 23 anos, o câncer na tireóide tinha retornado pela terceira vez. A descoberta do tumor veio depois de uma consulta de rotina para tratar de cálculos renais. Se não bastasse os desafios para o tratamento do tumor, os médicos descobriram um outro tumor, na coluna, e um mioma de 15 centímetros em seu útero. “Foi um choque. Eu fazia o acompanhamento anual e não tive nada. Na biópsia vimos que o câncer era maligno e eu precisei tirar novamente os nódulos do pescoço.”

    Dos seis nódulos retirados da tireóide, quatro eram malignos. Ao procurar um especialista para a retirada do mioma, os médicos disseram para Larissa que, muito provavelmente, precisaria retirar o útero. Com essa notícia, ela sentiu que poderia nunca realizar o sonho de ser mãe. “Eu tinha essa consciência de que poderia ser uma mulher infértil. Talvez poderia até fazer um tratamento para engravidar, mas não era certeza. Apesar dessa consciência, eu fiquei muito abalada porque ainda tinha o desejo de ser mãe.”

    Mulher dá à luz a gêmeos mesmo com mioma de 15 cm no útero

    Para Larissa e o marido, a vinda dos gêmeos 'foi um milagre' (Foto: Larissa Wurthmann/ arquivo pessoal)

    A gravidez
    Larissa não retirou o útero e, naquele mesmo ano, a sua menstruação atrasou. O atraso, para ela, seria apenas mais um dos sintomas do mioma. Porém, uma amiga insistiu que ela fizesse o teste de gravidez de farmácia. “Deu positivo! Na hora eu não acreditei e pensei que estivesse errado”.

    Descrente do resultado, ela fez um exame de sangue que também confirmou a gravidez. Ainda não confiante com os resultados nos exames, Larissa procurou um médico e fez um ultrassom. “Na hora que ele começou o exame, o médico me disse que o mioma era muito grande e que não estava vendo nada na imagem. Ele também me disse que, se eu estivesse grávida, eu não levaria a gravidez adiante e que eu iria abortar naturalmente.”

    Ainda com o misto da esperança de ser mãe que tinha cultivado com o choque da resposta médica, Larissa procurou ouvir uma segunda opinião. Duas semanas depois, ela ouviu de um médico que estava mesmo grávida. “O segundo médico fez o ultrassom e me disse que não tinha um embrião e sim dois! Eu quase enfartei nesse dia: eu pude até escutar o coraçãozinho dos meus filhos.”

    Para o médico ginecologista, Maurício Ligabô Júnior, especialista em reprodução humana, o mioma é considerado grande a partir de oito centímetros e, seus efeitos durante a gestação, dependem da sua localização. "Quando a paciente com mioma engravida, os riscos gestacionais, que são o aborto e o parto prematuro, aumentam. O mioma pode pressionar o bebê e, com isso, ele pode nascer prematuro."

    Depois de contar para a família, Larissa procurou uma médica especialista em gestações de risco que recomendou repouso. Com 12 semanas de gravidez, ela se assustou com um forte sangramento. Depois disso, a sua rotina de trabalhos e estudos teve que ser interrompida. “Eu trabalhava de dia e estudava Engenharia à noite. Tive que largar tudo e ficava de repouso em casa, sentada na cama o dia inteiro. A médica pediu repouso total. Uma vez por semana meu marido ou meu pai me levavam para passear, tomar um sorvete ou coisas assim. Eu tinha que ir de carro e, assim que chegava no local, eu tinha que sentar. Não podia fazer esforço nenhum. Eu moro num sobrado e evitava até de subir as escadas”, comenta.

    Ligabô também comenta que, atualmente, cerca de 20% das mulheres desenvolvem miomas. Segundo o especialista, o mioma pode trazer riscos iminentes de aborto. "Se o mioma estiver dentro do corpo do útero, perto do endométrio, isso é um risco de aborto iminente. Se os miomas estão crescendo fora dessa área, pode ser que não haja problemas", comenta.

    Em casos como o de Larissa, que precisou fazer tratamento radiotivo desde muito cedo, o fato de engravidar de gêmeos, para o especialista, ''é sorte''. "É interessante a paciente, quando tem o desejo de ser mãe, congelar os óvulos. Mas no caso dela que fez o tratamento desde pequena, foi sorte do ciclo ovulatório dela. Muitas mulheres que fizeram tratamento radioativo conseguem engravidar depois, mas existe sim o risco de ficar infértil. Nesses casos é preciso avaliar a capacidade ovulatória de cada mulher e o histórico familiar", explica acrescentando da importância da realização do pré-natal, principalmente em gravidez de risco.

    Parto
    Os nove meses de gestação seriam completados em julho de 2014, mas, como dificilmente a gestação de gêmeos chega até o final, a cesárea dos meninos estava marcada para 12 de junho. Em maio, aos sete meses de gestação, Larissa sentiu fortes dores e precisou procurar o médico. “Pensei que fosse os cálculos renais de novo, mas a médica me disse que eu estava com três dedos de dilatação. Fui para o hospital com a pressão muito alta e fiquei internada para fazer a cesárea, mas a minha bolsa estourou na recepção do hospital.”

    Segundo os médicos, um dos gêmeos estava encaixado para nascer de parto do normal. Outro bebê estava atravessado no útero. Depois da cesárea, os bebês foram levados para a UTI neonatal e foi feita a cirurgia para a retirada do mioma. Enquanto isso, Larissa conta que sua pressão chegou a 4 por 3. “O mioma começou a sangrar depois da cesárea e eu precisei ficar mais duas horas na sala de cirurgia porque a equipe médica não conseguia estancar a hemorragia.”

    Larissa perdeu muito sangue e precisou ficar internada por dez dias. Ela recebeu sete bolsas de sangue. Os gêmeos Lorenzo e Luigi também precisaram ficar internados na UTI neonatal por mais 16 dias.

    Depois de vencidos os riscos da gravidez, ainda era preciso retirar o tumor da coluna. Um ano depois, a cirurgia foi feita e tudo ocorreu bem. Hoje os gêmeos estão prestes a completar dois anos. “Foi um milagre total! Quando eu pude pegá-los no colo foi um sonho... Demorei sete dias para poder ver meus filhos. É inexplicável a sensação de vê-los podendo crescer e saudáveis. A vontade que eu sinto é de abraçar e protegê-los do mundo inteiro.”

    No primeiro ano de vida, a mãe acordava de noite “sem reclamar” para amamentar e trocar as fraldas dos gêmeos. Larissa dedica o seu dia inteiro para cuidar dos filhos e ainda não voltou a estudar e a trabalhar. “É maravilhoso! Ao mesmo tempo que é cansativo, todo o trabalho é recompensador. Sabe quando você está triste? Eles percebem, vem no meu colinho e me fazem carinho. Isso muda a minha vida.”

    Para o seu 2º dia das mães, Larissa quer comemorar o “milagre” que recebeu. “Passa um filme na cabeça lembrando de tudo aquilo que eu passei para poder ter eles aqui comigo. Foi uma luta muito grande. Isso me fez entender que tudo tem seu tempo para acontecer”, finaliza.(Fonte:G1)

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  • Eduardo Cunha diz estar tranquilo quanto a julgamento do STF nesta quinta

    Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse estar 'tranquilo' quanto ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (5) que vai decidir sobre sua permanência no comando da Casa. A Corte vai julgar um pedido da Rede para que ele seja afastado do cargo. O partido argumenta que o peemedebista não pode figurar na linha sucessória da Presidência da República sendo réu em um processo que investiga sua participação no esquema de corrupção na Petrobras. Em caso de impeachement da presidente Dilma Rousseff, o vice, Michel Temer, assume e Cunha se ocupa a primeira posição na lista. "Estou absolutamente tranquilo. Essa questão já foi decidida na aceitação da denúncia. O STF vai manter o mesmo entendimento, não estou preocupado, vai ser uma decisão coerente com o que eles tomaram até agora", disse o parlamentar.



  • Desembargador nega recurso e mantém bloqueio ao WhatsApp no Brasil

    Foto: Bruno Fortuna/ Fotos Públicas

    Uma decisão do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto, em Sergipe, determinou o bloqueio do aplicativo WhatsApp por 72 horas em todo Brasil. As operadores de telefonia fixa e móvel devem cumprir a obrigação a partir de 14h desta segunda-feira (2). De acordo com a Folha de S. Paulo, as operadoras TIM, Oi, Claro, Nextel e Vivo disseram que já receberam e vão cumprir a determinação da última terça-feira (26). Caso elas não obedeçam a medida, deverão pagar multa diária de R$ 500 mil. Em dezembro do ano passado, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio do aplicativo de troca de mensagens por dois dias. No entanto, uma liminar derrubou a decisão e impediu que o bloqueio durasse 48 horas.



  • Mega-Sena pode pagar R$ 14 milhões nesta terça-feira

    O sorteio do concurso 1.814 da Mega-Senapode pagar um prêmio de R$ 14 milhões para quem acertar as seis dezenas nesta terça-feira (3). O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília), no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo (SP).

    O sorteio extra faz parte do especial "Mega-Sena das Mães" e altera o calendário dos demais sorteios desta semana: o concurso 1.815 será realizado na quinta-feira (5) e o 1.816 no sábado (7).


    De acordo com a Caixa Econômica Federal, se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá cerca de R$ 100,5 mil por mês em rendimentos. Caso prefira, poderá montar uma frota de 93 carros de luxo ou adquirir 23 imóveis de R$ 600 mil cada.

    Para apostar na Mega-Sena
    As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

    Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



  • Justiça determina bloqueio do WhatsApp no Brasil por 72 horas

    A Justiça mandou as operadoras de telefonia fixa e móvel bloquearem o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp em todo o país por 72 horas. A medida começará a valer a partir das 14h desta segunda-feira (2). A decisão, de 26 de abril, é do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE).

    As cinco operadoras —TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel— já receberam a determinação e informaram que vão cumprir. Em caso de descumprimento, estarão sujeitas a multa diária de R$ 500 mil.

    O juiz Marcel Montalvão é o mesmo que, em março, mandou prender o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan. Na época, a decisão ocorreu após a empresa não colaborar com investigações da Polícia Federal a respeito de conversas no WhatsApp em processo de tráfico de drogas.

    Em dezembro, o WhatsApp havia sido bloqueado no Brasil por 48 horas devido a uma investigação criminal. Na ocasião, as teles receberam a determinação judicial com surpresa, mas a decisão não durou 48 horas.

    O bloqueio foi uma represália da Justiça contra o WhatsApp por ter se recusado a cumprir determinação de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados criminais. O aplicativo pertence ao Facebook.

    Em fevereiro, um caso parecido ocorreu no Piauí, quando um juiz também determinou o bloqueio do WhatsApp no Brasil. O objetivo era forçar a empresa dona do aplicativo a colaborar com investigações da polícia do Estado relacionadas a casos de pedofilia.

    A decisão foi suspensa por um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí após analisar mandado de segurança impetrado pelas teles. (Fonte: Folha de São Paulo)

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  • Brasil já teve 230 mortes por H1N1 este ano, segundo ministério

    A procura pela vacina têm sido imensa devido ao aumento dos casos. Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br

    O Brasil já registrou 230 mortes por H1N1 este ano até o dia 16 de abril, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (25). Em apenas uma semana, entre 9 e 16 de abril, foram registradas 77 novas mortes.
    Ao todo, foram 1.365 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 até 16 de abril. A SRAG é uma complicação da gripe. Em uma semana, foram registrados 353 novos casos de SRAG por H1N1 no país.

    Além das mortes pela influenza A/H1N1, houve ainda 20 mortes por outros tipos de influenza. O estado de São Paulo teve o maior número de óbitos por H1N1: 119, correspondendo a 51,7% das mortes do país.

    Também foram registradas mortes por H1N1 em Santa Catarina (20), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Sul (13), Goiás (11), Minas Gerais (10), Bahia (8), Pará (6), Paraná (4),  Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (3), Mato Grosso (3), Rio Grande do Norte (3), Ceará (3), Alagoas (2), Pernambuco (1), Paraíba (1), Amapá (1) e Espírito Santo (1).

     

    A campanha nacional de vacinação contra gripe começa no dia 30 de abril, mas vários estados já anteciparam a aplicação das doses.

    A vacinação contra influenza no SUS é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

    A vacina aplicada é a trivalente, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. Em clínicas particulares, a vacina já está disponível. (Fonte: Bem Estar)

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