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  • Vídeo: menino se desespera após decisão de juiz para que fique com o pai

    Menino aparece em vídeo aos prantos ao ser entregue ao pai (Foto: Reprodução)

    Um vídeo que mostra um menino de 6 anos chorando bastante ao ser retirado do colo de um homem e entregue ao pai tem repercutido nas redes sociais. As cenas aconteceram na quarta-feira (27) em audiência no Fórum do Riacho Fundo I, Distrito Federal, depois que o juiz Edmar Ramiro Correia decidiu entregar a guarda do menino para o pai, que mora no interior de São Paulo.
     

    A mãe, Rosilene Batista Silva, que vive no DF, foi casada por cerca de um ano com o pai da criança. Em 2011, o casal se separou. A mulher, que diz que o casamento chegou ao fim por conta de agressões físicas e psicológicas, chegou a denunciar o então marido à polícia apenas três meses após a união. Depois do divórcio, ela cedeu a guarda do filho ao marido, mas depois alegou que fez isso porque foi ameaçada. "Nunca imaginei que ele pudesse fazer com o meu filho o que fazia comigo", diz ela ao Correio Braziliense.
     

    Em setembro do ano passado, a mãe descobriu pela ex-cunhada que o filho sofria maus tratos do pai e da madrasta. Ela ligou para o Conselho Tutelar de Capivari, onde o menino mora com o pai, e fez uma denúncia, pedindo que fosse averiguada. Ela também conversou com a Defensoria Pública em Brasília, que recomendou que ela fosse visitar o filho. "Quando cheguei em São Paulo, não reconheci meu filho. Ele estava muito triste, chorava, estava abatido, magro. Quando era contrariado, xingava e mordia as pessoas. Ele me implorou para ficar comigo, então resolvi trazê-lo para casa", relata.
     

    Sem autorização do pai, a mãe levou o menino ao DF, onde procurou o Conselho Tutelar e o garoto foi ouvido. Depois disso, ela pediu guarda provisória da criança, concedida no mesmo mês. Um laudo do conselho comprovava sinais de agressões na criança. O menino afirmou que não queria morar com o pai e madrasta.
     

    O pai do garoto entrou com pedido de busca e apreensão para levar o filho de volta a São Paulo e recuperou a guarda ontem. O vídeo mostrando o menino sendo retirado da mãe foi bastante divulgado nas redes sociais. A criança chora muito e pede para não ir. "Não, tio, não vou deixar minha mãe de novo", diz.
     

    A Defensoria Pública de Brasília espera reverter o caso. O pai do menino e seu advogado não foram localizados para comentar o caso.
     



  • Dilma reúne 92 conselheiros e apresenta linhas gerais para reativar economia

    Dilma reúne 92 conselheiros e apresenta linhas gerais para reativar economia (Foto: Divulgação)

    O governo federal reativa nesta quinta-feira (28) o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como Conselhão, com o objetivo de receber sugestões para reativar a economia. O órgão vai contar com 47 empresários e 45 representantes da sociedade civil e das centrais sindicais.

    Apesar da intenção de ouvir os conselheiros sobre as medidas a serem adotadas para recuperar o crescimento, a expectativa é de que a área econômica anuncie medidas de estímulo ao crédito e ao aumento das exportações. 

    Durante a reunião, que ocorre à tarde em Brasília, a previsão é de que sejam escolhidos oito conselheiros para fazer intervenções, como Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Luiza Trajano (Magazine Luiza), Miguel Torres (Força Sindical) e Vagner Freitas (CUT), entre outros.

    O discurso de abertura será feito pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, escalado por Dilma para organizar a reativação do Conselhão, que apresentará as expectativas do governo com as atividades do órgão. O objetivo do Palácio do Planaldo é de que pelo menos quatro grupos temáticos sejam criados pelos conselheiros para discutir assuntos específicos e apresentar na próxima reunião.

    Um dos assuntos pode ser a reforma da Previdência, que a presidenta Dilma Rousseff vem citando como um dos problemas que o Brasil tem de enfrentar. Depois das apresentações dos integrantes do Conselhão, cinco ministros foram escolhidos para falar: Nelson Barbosa (Fazenda), Alexandre Tombini (Banco Central), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Kátia Abreu (Agricultura) e Valdir Simão (Planejamento). O presidente do Banco Central abordará a importância da política monetária.

    Além de anunciar "medidas tópicas" para reativar a economia, Nelson Barbosa deve destacar a necessidade da aprovação de projetos de impacto econômico no Congresso Nacional, como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação de Receitas da União (DRU).

    Com renovação de 70% em sua composição, esta é a primeira vez que o Conselhão se reunirá depois de um ano e meio paralisado. De acordo com o ministro Jaques Wagner, "ampliar o diálogo com a sociedade" é uma das principais metas do governo este ano.

    Segundo ele, a nova composição do órgão foi feita privilegiando a diversidade. Os debates do Conselhão devem ser fechados à imprensa.

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  • Polícia Federal cumpre 23 mandados judiciais em 22ª fase da Operação Lava Jato

    Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a 22ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Triplo X. Serão cumpridos 23 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Santa Catarina, sendo seis de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Esta etapa investiga a estrutura criminosa que visa facilitar a abertura de contas no exterior e empresas offshore, criadas com o objetivo de ocultar recursos que tiveram origem em crimes de corrupção. A PF também apura se uma das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato usou um empreendimento imobiliário para disfarçar o repasse de propina a agentes ligados à Petrobras. Segundo a Folha de S. Paulo, o foco desta fase é a empresa offshore Murray, com sede no Panamá. Ela é proprietária de um triplex no mesmo condomínio onde a OAS reservou um triplex para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade do Guarujá, em São Paulo.



  • Defesa pede que réu na Zelotes dispense depoimento de Lula

    A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta sexta-feira (22), em audiência da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, pedido para que a defesa de um dos réus da Operação Zelotes desista de exigir depoimento do petista na ação penal que investiga venda de medidas provisórias. O depoimento está marcado para ocorrer na próxima segunda (25), em Brasília.

    Lula foi arrolado como testemunha do réu Alexandre Paes dos Santos, lobista que teria atuado de forma ilegal na aprovação da Medida Provisória (MP) 471 de 2009, que prorrogou por cinco anos benefícios tributários ao setor automotivo.

    Os advogados de Lula argumentaram que o ex-presidente já falou tudo o que sabe sobre o caso em depoimento anterior, do dia 6 janeiro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

    Na ocasião, ele foi ouvido pela força-tarefa da Operação Zelotes na condição de

    colaborador. Segundo a assessoria do Instituto Lula, ele depôs como informante, não como investigado nem testemunha.

    O advogado Marcelo Leal, que representa o réu Alexandre Paes dos Santos, disse que analisaria o depoimento dado por Lula para decidir se o dispensa ou não. “Se a acusação contra o meu cliente é de compra e venda de uma MP editada no governo Lula, e se a lei diz que a edição de medida provisória é prerrogativa do presidente da República, é natural que a defesa queira ouvi-lo”, afirmou.

    O advogado destacou que insistirá em ouvir Lula se o depoimento dado por ele à Polícia Federal for inconsistente. “Se o depoimento não me servir, vou insistir na oitiva. Vou brigar por cada centímetro de direito do meu cliente”, afirmou.

    A Operação Zelotes investiga a suspeita de negociação da MP 471, de 2009, e da MP 512, de 2010, as duas editadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A outra medida provisória investigada é da gestão Dilma Rousseff, a MP 627, de 2013. Já foram denunciados 15 réus suspeitos de participar da negociação, a maioria lobistas e empresários que defenderiam interesses de clientes negociando alterações nas medidas provisórias em troca de propina.

    A presidente Dilma Rousseff também foinotificada para depor no processo da Zelotes, mas poderá responder por escrito e dizer que nada tem a esclarecer sobre o fato.

    Ela foi arrolada como testemunha pelo empresário e advogado Eduardo Valadão, que também é acusado de integrar o esquema de venda de MPs. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, que conduz a ação penal, autorizou o depoimento da presidente sob o argumento de que é direito do réu escolher suas testemunhas.

    Entenda a Operação Zelotes
    Deflagrada em março pela Polícia Federal, a Operação Zelotes investiga venda de medidas provisórias e supostas irregularidades em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf).

    Em 4 de dezembro, 16 pessoas suspeitas de participar do esquema se tornaram réus depois que a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal.

    Segundo as investigações, empresas teriam atuado junto a conselheiros do órgão para que multas aplicadas a elas fossem reduzidas ou anuladas. Na denúncia, o MP pediu que o grupo, composto por advogados, lobistas e servidores, devolva aos cofres públicos R$ 2,4 milhões, por conta de benefícios fiscais concedidos a empresas do setor automobilístico, mas aprovadas mediante pagamento de propina.

    Inicialmente voltada à apuração de supostas irregularidades no Carf, a Zelotes descobriu que uma das empresas que atuava no órgão recebeu R$ 57 milhões de uma montadora de veículos entre 2009 e 2015 para aprovar emenda à Medida Provisória 471 de 2009, que rendeu a essa montadora benefícios fiscais de R$ 879,5 milhões. Junto ao Carf, a montadora deixou de pagar R$ 266 milhões.

    Além de integrantes dessas empresas, a denúncia também acusa membros de outra companhia. Entre os 16 denunciados, há também uma servidora do Executivo e um servidor do Senado. De todos os acusados, sete permanecem em prisão preventiva, decretada no fim de outubro.

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  • Dilma convida Wagner Moura para conselho responsável por sugerir medidas econômicas

    Priscila Prade/TV Globo

    A presidente Dilma Rousseff convidou o ator Wagner Moura para participar do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Conhecido como “Conselhão”, o grupo foi criado em 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e visa discutir medidas econômicas que ajudem o governo federal a superar recessões. De acordo com a Folha de S. Paulo, o convite foi enviado ao ator baiano pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, responsável por escalar os membros de diversos setores da sociedade civil. Como está atualmente na Colômbia para gravar a segunda temporada da série “Narcos”, Wagner Moura respondeu que não poderia comparecer à primeira reunião, marcada para 28 de janeiro. Segundo sua assessoria, contudo, o ator está disposto a participar do encontro caso não tenha compromissos de trabalho agendados. Além de Moura, também foram convidados para o Conselhão o neurocientista Miguel Nicolelis, os banqueiros Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e Roberto Setubal (Itaú), os empresários Abilio Diniz (BRF), Luiza Trajano (Magazine Luiza) e Jorge Paulo Lemann (AmBev), o industrial Benjamin Steinbruch (CSN) e os executivos Frederico Curado (Embraer) e Murilo Portugal (Febraban). A lista oficial, com os 90 nomes que integrarão o conselho, ainda não foi oficialmente divulgada pelo governo.



  • Polícia prende suspeito de desviar R$ 2,6 milhões do INSS no Rio de Janeiro

    Foto: Reprodução / TV Globo

    Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) do Rio de Janeiro prenderam nesta quarta-feira (20) um suspeito de desviar quase R$ 2,6 milhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o G1, Marcus Eduardo Gentil Guedes, de 53 anos, fazia parte de uma quadrilha e trabalhava no INSS no subúrbio da cidade carioca. Ele foi detido em uma oficina mecânica do qual ele é dono, no bairro de Botafogo.



  • Reequilibrar o Brasil implica em aumentar impostos, diz Dilma

    Presidente Dilma defende volta da CPFM em conversa com jornalistas de agências internacionais na manhã desta sexta-feira - Adriano Machado / Reuters

    Diante do aumento do desemprego no país, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que a grande preocupação do governo é com o número de pessoas fora do mercado de trabalho. Em café da manhã com jornalistas de agências de notícias no Palácio do Planalto, ela defendeu mais uma vez o retorno da CPMF para reequilibrar as contas do país e retomar o nível de emprego.

     

    — A grande preocupação do governo é a questão do desemprego. E é por causa disso que nós achamos que algumas medidas são urgentes. Reequilibrar o Brasil num quadro em que há queda de atividade implica necessariamente, a não ser que nós façamos uma fala demagógica, em ampliar impostos. Eu estou me referindo à CPMF — disse completando:

    — Acho que é fundamental para o país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF, que é um imposto que se dissolve, se espalha por todos, de baixa intensidade, ao mesmo tempo que permite controle de evasão fiscal e ao mesmo tempo faz outra coisa, que é muito importante: tem um impacto pequeno na inflação, porque ele é dissolvido se você considerar os demais impactos.

    Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira, a taxa de desemprego no país ficou em 9% no trimestre encerrado em outubro. O resultado é o mais alto da série, iniciada em 2012

    Além da aprovação da CPMF, Dilma destacou que as prioridades do governo para restabelecer o equilíbrio fiscal são a aprovação no Congresso da DRU, a aprovação da Medida Provisória que trata dos juros sobre capital próprio e ganhos de capital.

    LAVA-JATO: DENÚNCIAS SÃO 'REPETIÇÕES'

    Dilma Rousseff classificou as denúncias das delações premiadas referentes a ela própria e a ministros de seu governo como "repetições". Segundo a presidente, não há nenhuma novidade no que tem sido revelado. Ela questionou os depoimentos e afirmou que sempre respondeu de forma clara a todos os questionamentos e continuará o fazendo.

    — Essas denúncias são de vazamentos. Eu não sei nem se as deleções estão feitas, se é delação de quem, se é vazamento de quem. Então, vocês me permitam dizer o seguinte: nós responderemos, eu especialmente responderei, qualquer coisa em quaisquer circunstâncias. As últimas que saíram são repetições. Não tem nenhuma novidade nessa questão. Então, me permita dizer que quando as coisas ficarem bem claras, porque tem uma hora que fica difícil. Qual é a hora que fica difícil? A gente não sabe quem disse, quem falou, e se é garantido. Não tem clareza para nós. Para nós, a pergunta nunca vem muito clara. Quem disse? É verdade que disse? Quem me garante que disse? E disse aquilo mesmo? E em que contexto? — perguntou Dilma.

    Em seguida, a presidente disse que vai entregar todo o material que tem relação com suas ações no Conselho da Petrobras quando o presidiu, inclusive as atas. Uma das revelações vazadas da delação do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, dá conta da compra da refinaria de Pasadena, que causou prejuízo milionário à estatal.

    — Eu estou fornecendo tudo, como eu sempre fiz. Então, nessa questão, pergunta que eu respondo. Pergunta por escrito, eu respondo, dou ata, dou papel, dou material, dá para fazer uma boa reportagem — disse Dilma.

    NÃO SE 'TIRA' PRESIDENTE POR NÃO SIMPATIZAR COM ELE

    Antes, a presidente foi questionada sobre o processo de impeachment contra ela que tramita na Câmara. Ela afirmou que é pouco democrático querer tirar um presidente do poder por "não gostar dele". Ela comparou os sistemas políticos de diferentes países do mundo e afirmou que, no presidencialismo, não é possível depor o chefe de Estado por não simpatizar com ele, algo que pode ser feito no parlamentarismo, no qual o partido majoritário pode decidir trocar o primeiro ministro quando há quebra de confiança.

    — Não se pode no Brasil achar que você tira um presidente porque não está simpatizando com ele. Isso não é nem um pouco democrático. Além disso, achar que você tira um presidente porque, do ponto de vista político você não gosta dele, é algo que se faz no parlamentarismo. O voto do presidencialismo necessariamente implica que, para você tirar um presidente, você tem que ter razões concretas, que não são políticas, são aquelas previstas na lei — ponderou.

    RELAÇÃO ‘FRATERNA’ COM TEMER

    Depois dos atritos com o vice-presidente Michel Temer, Dilma voltou a afirmar que os dois mantêm uma relação 'fraterna' e que respeita o governo, o PMDB e todos os outros partidos.

    — Nós temos, o governo, e eu, em específico, temos toda consideração pelo presidente Temer. Eu tenho conversado com ele, conversei antes do Natal, conversei antes do fim do ano, temos já duas reuniões marcadas, uma especificamente para essa semana. A gente ia conversar na semana, mas meu neto nasceu, quando o presidente chegou a Brasília eu tive que me afastar.

    — Para nós, é muito importante uma relação de absoluto respeito, uma relação de proximidade, uma relação fraterna com o presidente Temer. Nós não interferimos sobre nenhuma circunstância nas questões internas. E aí não é só do PMDB, não. Mesmo quando vocês perguntam para mim sobre o PT, a posição nossa é mesma. Não cabe ao governo interferir em questões internas de partido algum. Não é certo isso. Nem tampouco democrático.

    REFORMA DA PREVIDÊNCIA TEM PAPEL CENTRAL

    Dilma também disse que a reforma da Previdência tem um papel central para o futuro do país. Reafirmou que terá de ser feita com regras de transição e de forma lenta e gradual. Segundo ela, este tem que ser um "compromisso intergeracional". A presidente defendeu seu pacote fiscal e as mudanças em direitos trabalhistas feitas no ano passado, como no seguro-desemprego, pensão por morte e seguro-defeso. E disse que as centrais sindicais estão no seu papel, ao criticarem o governo nessa área.

    — Eu entendo a CUT, o PT, todas as outras centrais, elas têm a função delas: fazer críticas, pedir mais e falar: "olha, está errado aqui, está errado ali". Nós aprendemos muito com eles. Agora, tem um limite para você cortar despesa. Nós cortamos despesas que tivessem o menor impacto possível e procuramos, para diminuir o impacto disso, procuramos achar onde o gasto estava excessivo. Onde ele estava incorreto. Ainda não acabamos. Temos que continuar fazendo isso — afirmou.

    Indagada se a exploração do pré-sal continua viável com o cenário de queda do preço do petróleo, Dilma respondeu que a produção continua vantajosa e afirmou que a Petrobras tem todas as condições de realizar a extração, mas reconheceu que o momento não é adequado para realizar leilões da camada.

    — No caso do petróleo, o pré-sal é extremamente vantajoso. Ele é viável, principalmente hoje, que nós já estamos com 800 mil barris [...] Ninguém faz leilão de bloco de exploração com US$ 30 dólares o barril, a não ser que você queira dar para alguém — pontuou.

    Segundo a presidente, o governo continua interessado em realizar leilões, mas a prioridade serão os poços menores e menos rentáveis para que o nível de perda no futuro não seja tão elevado. Dilma afirmou ainda que a Petrobras tem tomado as medidas necessárias para contornar a crise, como reduzir investimentos.

    — A Petrobras tem força para se manter. Ela produz petróleo a um preço muito baixo, tem essa expertise. Eu acredito que ela tem se adaptado, tem diminuído seus investimentos. Não porque ela queira, porque se ela não fizer isso ela não sobrevive, então ela toma também suas medidas — disse.

    Perguntada sobre a necessidade de o governo interceder para capitalizar a estatal, caso a situação do mercado se deteriore ainda mais, Dilma não descartou:

    — É obvio que o petróleo a níveis menores é sempre preocupante. O que nós faremos será em função do cenário nacional e internacional. Nós não descartamos que será necessário fazer uma avaliação se esse processo continuar.

    GOVERNO PAGOU AS PEDALADAS, MAS NÃO ERROU

    A presidente Dilma também disse que o governo pagou as pedaladas fiscais, mas não errou. Ao falar da cobrança do Tribunal de Contas da União, Dilma comparou ao fato de os brasileiros não poderem ser cobrados por não usarem o cinto de segurança quando isso não era considerado uma infração de trânsito.

    — O governo pagou isso não porque reconheça qualquer erro na questão da forma pela qual nós estávamos atuando. Nós não reconhecemos o erro porque, quando você não usa o cinto de segurança quando o cinto de segurança não era previsto na legislação, os 200 milhões de brasileiros não estavam cometendo um equívoco, simplesmente a legislação não previa. A mesma coisa aconteceu com o governo: a legislação não previa. Como o tribunal passou a prever, nós não queremos entrar nesse tipo de questão, então pagamos — explicou Dilma.

    Ela afirmou que agora há um horizonte para acabar com o "subsídio pesado" à economia, mas disse que a ajuda para a agricultura será mantida.

    — Nós nos adequamos à nova realidade econômica. Nós não fazemos subsídio daquela proporção e daquele jeito. Agora, crédito direcionado para a agricultura continua existindo.

    Perguntada sobre a independência do Banco Central, ela disse que o órgão não é e nem precisa ser independente. O importante, afirma, é que tenha autonomia.

    — O Banco Central não é uma instituição independente. Independente é a relação pela lei brasileira entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. O Banco Central é uma instituição autônoma. Ele tem autonomia para fazer a sua política. Isso não significa que ele não preste contas a todos os órgãos. É autônomo, mas não é independente. Não é um Poder.

    Este foi o segundo café da manhã com jornalistas que Dilma fez este ano. A entrevista, que durou quase uma hora e meia, foi concedida a agências de notícias e revistas. Na semana passada, a presidente afirmou, no encontro com a imprensa, que o governo fará grande esforço para que 2016 seja melhor do que 2015 e que é possível voltar a ter uma inflação dentro da meta até o fim do ano. Ela avaliou que no ano passado as crises econômica e política se retroalimentaram.



     

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  • Governo faz estudo sobre impacto da liberação de cassino e bingo no Brasil

    A pedido do Palácio do Planalto, o Ministério do Turismo iniciou no final do ano passado uma ampla pesquisa para avaliar os impactos da eventual liberação de cassinos no Brasil e os possíveis modelos de exploração de jogos de azar.

    G1 apurou que a pesquisa servirá para subsidiar a proposta que o Executivo vai defender no Congresso Nacional para permitir essa atividade e aumentar, com isso, a arrecadação da União e dos estados.

    A proposta inicial, conforme a apuração do G1, é autorizar a instalação de cassinos somente em hotéis e mediante regulamentação.

    No final do ano passado, líderes da base aliada disseram ter sido consultados, em reunião com a presidente Dilma Rousseff, sobre a possibilidade de aprovar um projeto de lei que permita jogos de azar no país. No entanto, nenhum representante do governo falou, até hoje, oficialmente sobre o tema.

    Embora o Palácio do Planalto não tenha divulgado um posicionamento sobre o assunto, o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, responsável pela articulação política defende, pessoalmente a liberação do jogo.



  • Lula estaria envolvido em empréstimo suspeito, aponta Cerveró

    Em delação premiada, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, afirma, pela primeira vez, que o ex-presidente Lula lhe deu um cargo público em 2008 de presente pela sua ajuda em uma quitação de um empréstimo no valor de R$ 12 milhões. De acordo com a Folha, este empréstimo foi considerado fraudulento pela Operação Lava Jato. Segundo mostram os documentos, o pecuarista José Carlos Bumlai obteve o empréstimo do Banco Schahin e afirmou ter repassado R$ 6 milhões para o empresário de Santo André Ronan Maria Pinto. Ronan, de acordo com a Lava Jato, tinha informações "comprometedoras" sobre o PT na cidade. Anos após o fato, a diretoria Internacional da Petrobras, já sob o comando de Cerveró, aceitou contratar a Schahin Engenharia por US$ 1,6 bilhão para a operação de um navio-sonda. Esta contratação, segundo a investigação, foi uma forma do PT "retribuir" o grupo Schahin pelo empréstimo. Além disso, Cerveró afirmou também que o ex-presidente Lula deu uma "missão de participar do 'esvaziamento' da CPI da Petrobras" ao então senador José Eduardo Dutra (PT-SE). Cerveró apontou ainda que Lula foi foi o responsável por ter "concedido influência sobre a BR Distribuidora" ao senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). Além de Lula, a presidente Dilma Rousseff teria delatado que "estavam à disposição de Collor a presidência e todas as diretorias da BR Distribuidora". Lula e Dilma não quiserem responder os questionamentos da reportagem.



  • Acidente com ônibus de Michel Teló, no Paraná, deixa três pessoas mortas

    Ônibus e carro bateram de frente na BR-376, no interior do Paraná (Foto: Divulgação/PRF)

    Um acidente envolvendo o ônibus da equipe do cantor Michel Teló e um carro deixou três pessoas mortas no fim da manhã deste domigo (10), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A batida aconteceu no km 322 da BR-376, perto do pedágio de Ortigueira, na região central do Paraná. O cantor não estava ônibus, conforme a PRF.

    A polícia informou que a colisão foi frontal e que as três pessoas que morreram estavam no automóvel, um Gol, com placas de Londrina, no norte do estado. Vinte e cinco pessoas estavam no ônibus, segundo a PRF. Apenas o motorista do ônibus teve ferimentos leves e foi levado para o Hospital da Providência, em Apucarana, na região norte do Paraná.

    De acordo com a concessionária responsável pelo trecho da rodovia, a Rodonorte, os ocupantes do carro eram uma mulher e um homem – que morreram no local – mais uma adolescente de 15 anos. A garota estava sendo levada para o hospital, mas não ressitiu e morreu dentro da ambulância da concessionária.

    No momento do acidente, conforme a PRF, chovia. Ainda segundo a Polícia Rodoviária Federal, o Gol invadiu a faixa contrária. O acidente aconteceu em uma curva.

     A BR-376 foi parcialmente interditada. Entretanto, segundo a PRF, o tráfego estpa liberado nos dois sentidos, com o uso da área de acostamento. Ortigueira fica a aproximadamente 150 quilômetros de Londrina.

    O cantor fez um show na noite de sábado (9) em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O ônibus seguia para Campo Grande (MS).

    Michel Teló afirmou, no Facebook, estar muito triste por causa do acidente. "Peço a Deus, muita força e que conforte a família, e que continue protegendo a todos nós, que vivemos e tiramos nosso sustento, pelas estradas da vida".

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  • Prestação mínima do ‘Minha Casa, Minha Vida’ vai aumentar em novos contratos

    Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br

    A prestação mensal do financiamento para a faixa de renda mais baixa do Programa Minha Casa, Minha Vida vai sofrer reajuste neste ano. O aumento na prestação vai passar a valer para os novos contratos do programa habitacional, que começarão a ser assinados até fevereiro. Por e-mail, o Ministério das Cidades confirmou à Agência Brasil o reajuste nos novos contratos do programa para a prestação mínima.

    De acordo com a assessoria, no entanto, a nova mensalidade ainda não foi definida. A prestação mínima atual para os beneficiários da Faixa 1 do programa é R$ 25. O novo valor está sendo discutido pelo governo e deve ser anunciado antes do início das contratações da terceira fase do Minha Casa, Minha Vida, no final deste mês ou no começo de fevereiro.



  • Governo expulsou 332 servidores por corrupção em 2015

    Desde 2003, o governo federal já expulsou 5.659 servidores Thinkstock

    A corrupção foi o principal motivo da demissão de agentes públicos em 2015. Segundo dados divulgados pela Controladoria-Geral da União, o governo federal demitiu 541 servidores, dos quais 332 (ou 61,4%) acusados de corrupção.

    Ao todo, foram registradas 447 demissões de servidores efetivos — número recorde no comparativo dos últimos cinco anos —, 53 cassações de aposentadorias e 41 destituições de ocupantes de cargos em comissão. Esses dados não incluem os funcionários de empresas estatais, como Caixa Econômica, Correios, Petrobras e outros.

    Segundo a CGU, "o abandono de cargo, a inassiduidade ou a acumulação ilícita de cargos" são fundamentos que justificaram 138 demissões. Também aparecem entre as razões que mais afastaram servidores "proceder de forma desidiosa e participação em gerência ou administração de sociedade privada".

    Desde 2003, o governo federal já expulsou 5.659 servidores. Desses, 4.729 foram demitidos, 426 tiveram a aposentadoria cassada e 504 foram afastados de suas funções comissionadas. Nos últimos 12 anos, os Estados com número mais elevado de punições foram Rio de Janeiro (980) e São Paulo (600), além do Distrito Federal (705). Já as pastas com maior quantidade de estatutários expulsos foram o Ministério do Trabalho e Previdência Social, Ministério da Educação e Ministério da Justiça.

    Os dados constam do último levantamento realizado pela Controladoria. O relatório de punições é publicado mensalmente na internet, de forma a prestar contas à sociedade sobre a atividade disciplinar exercida no âmbito do Executivo federal. As informações são consolidadas por meio do Sistema de Correição que conta com uma unidade em cada ministério e é dirigido pela Corregedoria-Geral da União, vinculada à CGU.

    A Controladoria também mantém o Ceaf (Cadastro de Expulsões da Administração Federal), disponível no Portal da Transparência do governo federal. A ferramenta permite consultar de forma detalhada, a punição aplicada ao servidor, órgão de lotação, data da punição, a Unidade da Federação (UF) e fundamentos legais. A fonte das informações é o Diário Oficial da União.

    Os servidores punidos, nos termos da Lei Ficha Limpa, ficam inelegíveis por oito anos. A depender do tipo de infração cometida, também podem ficar impedidos de voltar a exercer cargo público. Em todos os casos, as condutas irregulares ficaram comprovadas após condução de PAD (Processo Administrativo Disciplinar), conforme determina a Lei 8.112/1990, que garantiu aos envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório, segundo informou a CGU em seu site.

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  • Nota do Enem sai na sexta, dia 8, e inscrição no Sisu abre na segunda

    Universidades públicas adotam nota do Enem como critério nas vagas oferecidas pelo Sisu. (Foto: Arquivo/Stefânia Sangi/Divulgação)

    As duas primeiras semanas de 2016 definem o futuro de milhões estudantes no Brasil: as notas do Enem 2015 serão divulgadas na próxima sexta-feira, dia 8 de janeiro. Na semana seguinte, os estudantes poderão usar as notas obtidas no Exame Nacional para fazer inscrição para as vagas em universidades públicas oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

    O sistema começa a funcionar na segunda-feira, dia  11 de janeiro, e o prazo vai até 23h59 do dia 14 de janeiro.

    O Enem 2015 foi realizado nos dias 24 e 25 de outubro.
     

    O estudante pode se inscrever em até duas opções de vaga. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 18 de janeiro na página do Sisu e nas instituições de ensino superior. As matrículas ocorrem nos dias 22, 25 e 26 de janeiro. Assim como na edição anterior, só haverá uma chamada.

    Entre os dias 18 de janeiro e 29 de janeiro os candidatos que não foram convocados para sua primeira opção podem manifestar interesse em aderir a lista de espera. Caso sobrem vagas, as instituições poderão convocar os alunos da lista.

    Espelho da redação

    No início de dezembro, a Justiça decidiu que o espelho da redação do Enem 2015 deve ser disponibilizado junto com as notas individuais de cada candidato, previstas para o início de janeiro 2016. A decisão, com abrangência nacional, é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

    Em nota, o Inep afirmou que recorreria da decisão, e disse que o espelho da redação do Enem é divulgado com "fins pedagógicos" e que o processo de correção é seguro.

    "O texto é avaliado por dois corretores independentes. Se houver discrepância acima de 100 pontos entre as notas dos dois corretores, a redação é submetida ao crivo de um terceiro corretor. Caso permaneça a diferença, a redação fica a cargo de uma banca de três especialistas", diz o texto. (G1)

     



  • Concursos para vagas no IBGE e no INSS abrem inscrições hoje

    Duas das mais esperadas seleções por concurseiros abrem inscrições a partir de hoje. A do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  tem 600 oportunidades. Já  a do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) oferece  950 vagas. Além destes, outros 14 órgãos também abrem inscrições a partir de hoje, para cargos de todos os níveis para contratação imediata ou formação de cadastro reserva, obrigando o concurseiro a ficar bem atento e a escolher cuidadosamente suas prioridades.

    No total, o balanço indica que são 3,5 mil vagas abertas no serviço público de todo o Brasil. As seleções para órgãos federais são as mais procuradas por causa dos maiores salários. O IBGE oferece remuneração de  R$ 3.319,45 a R$ 9.396,88. As inscrições devem ser feitas até 28 de janeiro de 2016 pelo site www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/ibge. A taxa é de R$ 69 para os cargos de nível superior e de R$ 49 para nível médio. Há ainda benefícios como auxílio-saúde.

    Das 600 vagas abertas, 140 são para os cargos de analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas e de tecnologista em informações geográficas e estatísticas - ambos de nível superior de escolaridade - e 460 para técnico em informações geográficas e estatística, de nível médio. O edital com as regras da seleção pode ser consultado na internet, tanto na página da FGV quanto na do IBGE. As provas serão em 10 e 17 de fevereiro, a depender do nível de escolaridade escolhido.

     

    Outro concurso para o ingresso no serviço público federal é o do INSS. Aqui, os salários vão de R$ 4.886,87 (nível médio) a R$ 7.496,09 (nível superior). São 950 vagas ao todo. As inscrições devem ser feitas até o dia 22 de fevereiro de 2016 exclusivamente pelo  site www.cespe.unb.br/concursos/inss_2015. As provas objetivas serão aplicadas na data provável de 15 de maio. O concurso tem validade de 1 ano e poderá ser prorrogado, uma vez, pelo mesmo período.

    A taxa de inscrição é de R$ 65 para cargos de nível médio e R$ 80 para os de  nível superior. Entre as seleções federais abertas, a de melhor remuneração - R$ 27,5 mil - é a para juiz do trabalho substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Minas Gerais. Porém, para fazer as provas é necessário a graduação superior em Direito. (Correio24horas)

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  • Pai flagrado em vídeo agredindo a filha de apenas três anos é preso

    Foto: Reprodução tv Record

    O pai flagrado em vídeo agredindo a filha de apenas três anos com uma cinta foi preso na noite da última quarta-feira (30). Ele estava escondido em uma comunidade de Francisco Morato, na grande São Paulo. Davi Vargas do Santos confessou o crime assim que foi capturado. — Eu me excedi. Tirei a cinta e fui surrar a menina. Me excedi.A mãe da menina, quem gravou o vídeo, disse que largou a câmera para socorrer a menina — e que, ao parar de gravar, a brutalidade só piorou. — Ele enrolou o cinco no pescoço da menina e a enforcou. Lembro dos olhinhos dela esbugalhados, sendo enforcada. Já preso, o pai agressor assistiu ao vídeo e assumiu. — Nem um animal faria isso, eu fui um covarde. Mesmo negando que tenha enforcado a filha, Davi, já tinha passagem na polícia por agressão, pode responder por tentativa de homicídio.



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