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  • Protesto de caminhoneiros bloqueia rodovias pelo país

    Foto: Reprodução da internet

    Um protesto de caminhoneiros bloqueia nesta segunda-feira (9) trechos de várias estradas do país, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os atos acontecem em MG, PR, RS e SC.

    Em algumas regiões, como Minas Gerais, os manifestantes estacionam no acostamento ou no canto direito da pista, prejudicando o tráfego. No Paraná, os caminhoneiros bloqueiam totalmente trechos da BR-277 e BR-376. Já no Rio Grande do Sul, eles permitem a passagem de veículos leves e caminhões com cargas perecíveis. Os outros são abordados e convidados para aderir à paralisação. Em SC, motoristas são convidados a se juntarem a movimento.

    O grupo de caminhoneiros que participa das manifestações foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independente de sindicatos. Eles reclamam da alta de impostos, a elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.

    O movimento não tem adesão total dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. A União Nacional dos Caminhoneiros também informou que discorda dos bloqueios.

    Veja a situação da greve dos caminhoneiros em cada estado do país:

    Minas Gerais
    A paralisação teve início ainda pela madrugada. Os protestos ocorrem no km 359 da BR-381, em João Monlevade, onde os caminhões pararam no canto direito da pista, nos dois sentidos da rodovia. A categoria também protesta no km 513 em Igarapé; no km 412 da BR-262, em Igaratinga; e nos kms 627 e 633 da BR-040, em Conselheiro Lafaiete.

    Paraná
    Em Medianeira, na região oeste, cerca de 200 trabalhadores fecham os dois sentidos da BR-277, na altura do km 667, desde as 7h.  Somente veículos de emergência estão sendo liberados. A mesma situação ocorre em Apucarana, no km 670, e em Califórnia, no km 252.

     

    Rio Grande do Sul
    Os motoristas se concentram em postos de combustíveis em rodovias federais e estaduais. Alguns pontos têm bloqueios parciais. Outros tiveram interdições devido a queima de pneus.

    Santa Catarina
    Manifestantes bloqueiam a SC-486, no Vale do Itajaí. Um caminhão contêiner atravessado na pista impossibilita o tráfego de cargas. Em São Bento do Sul, na BR-280, os caminhoneiros estão sendo abordados pelos manifestantes para permanecer no acostamento e aderir ao movimento.

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  • Prefeito de Mariana sofre princípio de infarto

    O prefeito de Mariana, cidade mineira atingida nos últimos dias pelo rompimento de duas barragens, foi internado na manhã deste domingo (8) por conta de um princípio de infarto. Duarte Júnior, de 35 anos, está internado no Hospital Monsenhor Horta, mas seu estado de saúde é estável. "Foi constatada alteração no exame de eletrocardiograma nos primeiros atendimentos feitos na Policlínica Municipal", informa boletim médico divulgado pela prefeitura. De acordo com o G1, a mulher do prefeito, Regiane Oliveira, informou um segundo exame já não apontou mais alterações. Ela ainda afirmou que o seu marido está sem dormir desde o rompimento das barragens da mineradora Samarco, na tarde da última quinta-feira (5). O acidente provocou uma enxurrada de lama em Mariana, em especial no distrito de Bento Rodrigues, onde casas foram destruídas e carros foram arrastados. Até o momento, duas mortes foram confirmadas e 28 pessoas seguem desaparecidas: 13 funcionários da empresa Samarco e 15 moradores da cidade mineira.



  • Duas barragens se rompem em distrito de Mariana (MG)

    Duas barragens de rejeitos de mineração, de Fundão e de Santarém, se romperam na tarde desta quinta-feira no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A enxurrada de lama destruiu vários imóveis. Moradores da região disseram que pessoas estão soterradas. De acordo com a prefeitura, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas. Os bombeiros confirmaram uma morte e 16 desaparecidos. A vítima seria uma homem que sofreu um mal súbito no momento do rompimento. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase) informou ao site “G1”, há entre 15 e 16 mortos e 45 desaparecidos. Ainda segundo o sindicato, 50 funcionários trabalhavam no local. Quatro pessoas feridas estão no hospital de Mariana e outros quatro feridos foram levados para o Pronto Socorro de Belo Horizonte.

     

    As equipes do Corpo de Bombeiros, agentes da Guarda Municipal e Defesa Civil Municipal foram ao local, mas estão com dificuldade de acesso por causa da lama. Técnicos da empresa responsável pela barragem, a Samarco Mineração, também estão no local, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa.

    O diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse que duas barragens se romperam na unidade industrial de Germano, localizada entre os distritos de Mariana e Ouro Preto, a cerca de 100 km da capital Belo Horizonte. Em nota divulgada pela empresa no fim da tarde, a informação era de que apenas a barragem de Fundão havia desabado.

    Em entrevista à rádio “CBN”, o comandante do Corpo de Bombeiros de Mariana, Adão Severino Júnior, afirmou que a situação é “dramática” e que o número de mortos pode passar de 40. Segundo a Polícia Militar, a lama chegou a 2 metros e meio de altura e atingiu uma distância de oito quilômetros da barragem. Cerca 600 moradores vivem no distrito de Bento Rodrigues.

    O comandante dos Bombeiros da região acredita que 80% do distrito esteja coberto por lama. De acordo com Adão Severino Júnior, a lama é tóxica.

    — Onde passa, não nasce nem capim — disse ele.

    O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que vai decretar estado de emergência. Segundo ele, casas serão alugadas pelo município para abrigar os desabrigados. Ainda não há o número de quantas pessoas foram afetadas, mas cerca de 130 pessoas foram levadas para o Centro de Convenções da cidade. Duarte Junior disse em entrevista à GloboNews que equipes de resgate seguem abrindo picadas na mata para chegar a pessoas que estão ilhadas após a lama destruir Bento Rodrigues, mas a caminhada é longa, de cerca de uma hora e meia.

    Alguns desabrigados estão sendo encaminhados para o Centro Vocacional Tecnológico e à Arena Poliesportiva de Mariana. No entanto, a Defesa Civil Municipal não sabe informar o número de pessoas que se encontram nos dois locais.

    De acordo com nota oficial divulgada pela prefeitura de Mariana, o rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco Mineração, ocorreu por volta das 16h20m desta quinta-feira, atingindo parte do distrito de Bento Rodrigues, zona rural há 23 quilômetros de Mariana. A nota acrescenta que a empresa Samarco, em contato com a prefeitura, está pedindo aos moradores de Bento Rodrigues que deixem o local e sigam, imediatamente, para o distrito de Camargos, que é mais alto e seguro.

    Já a empresa Samarco Mineração informou em nota que está “mobilizando todos os esforços para priorizar o atendimento às pessoas e a mitigação de danos ao meio ambiente”. Além disso, a empresa disse que ainda não era possível confirmar as causas e extensão do ocorrido, assim como a existência de vítimas.

    De acordo com o sargento Valadares, da 3ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Ouro Preto, que atende a região do acidente, o quartel está praticamente incomunicável com as equipes que foram deslocadas para o distrito.

    — O que estamos acompanhado é o que está sendo veiculado na imprensa. Não estamos sabendo nada além disso — informou.

    O Coronel Vinícius Teixeira, do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte, experiente em casos de resgate, ressalta que o resgate na lama é um trabalho crítico e grave e requer equipamentos especiais.

    — Não permite que as pessoas caminhem de forma natural, porque a lama é perigosa e pode levar os socorristas à morte. À noite, não é possível fazer nada em casos como esses. Se não tiver condição de segurança, não é justificável que coloque em risco a vida das pessoas.

    Ainda segundo o coronel, o local se transforma em uma areia movediça e o peso da pessoa num solo instável é perigoso.

    — A lama está na altura do telhado. Quem pisar corre grande risco de se afundar e morrer afogado nessa lama. É uma operação a longo prazo.

    Ele lembra ainda que, à medida que a água escorra, a lama vai sendo sedimentada e com isso há risco que corpos não sejam encontrados.

    — Se a água escoar totalmente e se o sedimento fixar no terreno não há como encontrar os corpos.

    Diante da tragédia, o governo colocou as forças federais à disposição do estado de Minas Ferais para atuar no local. Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Integração, Gilberto Occhi, viaja para Mariana onde vai acompanhar os trabalhos de resgate. A presidente Dilma Rousseff, que cumpria agenda em Alagoas, foi comunicada do rompimento da barragem antes de embarcar para Brasília no início da noite.

    Os batalhões do Exército de Belo Horizonte e São João Del Rey foram mobilizados para atuar na busca de sobreviventes. Já o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), vinculado ao Ministério da Integração Nacional, também poderá atuar para evitar novos acidentes. Segundo a Casa Civil, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) também foi acionada para auxiliar nos resgate.

    Em nota, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, informou que determinou que a Defesa Civil e outros órgãos competentes enviem todos os esforços para prestar os primeiros socorros e todo atendimento necessário à população do distrito, "ainda de difícil acesso em razão dos estragos causados pela inundação". Quatro helicópteros partiram para Bento Rodrigues com grupamentos do Batalhão de Emergências Ambientais e Respostas a Desastres (Bemad) para ajudar no resgate.



     

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  • Ex-namorado de dançarina queria morrer abraçado à vítima: 'Fiquei com ela morta 2 dias'

    Suspeito de matar a dançarina Ana Carolina Vieira, de 30 anos, Anderson Rodrigues Leitão, 27, afirmou ter tomado veneno para se matar após estrangular a ex-namorada. De acordo com o G1, o homem confessou nesta quarta-feira (4) que estrangulou a vítima depois de um ataque de ciúme e decidiu ingerir uma substância utilizada para matar ratos. " Ela foi pra cozinha e disse pra eu não mexer no celular dela. Eu mexi e vi umas fotos, umas mensagens de WhatsApp e não gostei. Fiquei com ciúme. [...] Estrangulei com minhas próprias mãos. Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela. Fiquei com ela morta dois dias", contou. Mesmo confessando o crime, Anderson defende que a morte foi um acidente. "Ela disse que eu era muito invasivo e começamos a discutir. Ela em arranhou e, como sou mais forte, inverti a situação. A gente estava na cama. Ela morreu estrangulada. Tentei reanimar, mas não tinha mais jeito", explicou. O rapaz teria esperado por dois dias para o veneno “fazer efeito”, mas os vizinhos começaram a sentir um cheiro forte vindo da casa. Os zeladores foram até o apartamento e, ao encontrar a porta destrancada, acabaram encontrando o corpo. Um dos funcionários contou que as janelas estavam fechadas, o ventilador ligado e havia vários incensos espalhados pela casa. Ana Carolina já fez parte da banda Aviões do Forró e  também participou do concurso "Bailarinas do Faustão" no mês de junho.



  • Após acordo, José Maria Marin será extraditado nesta terça para os EUA

    José Maria Marin, o ex-presidente da CBF preso em Zurique, será extraditado nesta terça-feira aos EUA depois de fechar um acordo com a Justiça norte-americana. Fontes próximas ao processo na Suíça revelaram à Agência Estado que a viagem será na manhã desta terça-feira (3), colocando um fim a mais de cinco meses de prisão. Ao desembarcar em Nova York, o que deve ocorrer no meio da tarde desta terça, ele será levado diretamente para uma corte, onde irá se declarar inocente e passará algumas horas numa delegacia. Graças a um acordo preestabelecido com o FBI, o brasileiro vai permanecer em prisão domiciliar, em seu apartamento na Quinta Avenida. Marin foi o último entre os sete cartolas presos em maio a ter seu caso avaliado pelos suíços. Foi a negociação para sua prisão domiciliar que acabou atrasando uma definição sobre o brasileiro que, em junho, havia entrado com um recurso na Suíça para não ser extraditado. Enquanto isso, seus advogados se lançaram em um diálogo com o Departamento de Justiça para garantir que, em uma ida aos EUA, o ex-presidente da CBF receberia certos privilégios. Pelo entendimento, Marin continuará a se declarar inocente e o processo vai seguir seu trâmite durante 2016. Mas ele aceita "colaborar" com a investigação e coloca uma parte significativa de seus bens nas mãos da Justiça. Isso vai incluir até mesmo uma garantia assinada por sua esposa. Por enquanto, ele não teria obrigações de delatar ninguém. Mas a Justiça norte-americana garante que, assim que Marin desembarcar nos EUA, voltará a colocar o assunto sobre a mesa. Um dos focos da investigação é traçar o envolvimento de Kleber Leite, Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira. Ao chegar aos EUA, Marin ficará no máximo 72 horas numa delegacia e já será levado para seu apartamento. O prazo é apenas para garantir que o depósito seja feito em uma conta da Justiça, além de trâmites burocráticos. Aos advogados suíços, Marin não conseguiu negar que os fatos apontados no indiciamento são falsos. Num primeiro encontro ainda na prisão no início de junho, o brasileiro se dizia inconformado com as acusações e o fato de estar preso. Mas, na reunião seguinte e ao ser confrontado com o ato de acusação, mudou radicalmente de tom. Sua frustração teria sido com o comportamento de José Hawilla, o empresário que o gravou em uma conversa pedindo propinas para a Copa do Brasil. Seus advogados nos EUA optaram por sair em busca de um acordo, no mesmo padrão que vingou para Jeff Webb, o ex-vice-presidente da Fifa. O cartola entregou relógios de luxo, propriedades, carros e até o anel de noivado de sua esposa. Mas o acordo esbarrava em outro problema: quem pagaria a fiança. O ex-dirigente indicou que não estaria disposto a arcar sozinho com a conta, que pode chegar perto de US$ 10 milhões. A Justiça na Suíça também colaborou e aguardou por um acordo entre Marin e os americanos, antes de dar sua posição. Isso porque, se os suíços o extraditassem pelas vias legais, Marin chegaria aos EUA eventualmente sem um acordo, deixando-o em uma posição de maior vulnerabilidade. Por isso, seu processo levou mais de cinco meses e acabou sendo o último dos sete cartolas presos em maio a ser tratado. Com todos esses aspectos solucionados, a Justiça suíça então convocou Marin para uma audiência na terça-feira e o questionou se ele estaria disposto a ir voluntariamente aos EUA. A resposta foi "sim".



  • Lava-Jato já recuperou R$ 2,4 bilhões para a União

    Os delatores do esquema de corrupção na Petrobras e parte das empresas envolvidas já devolveram, através de acordos, o equivalente a um terço dos R$ 7,2 bilhões que comprovadamente foram desviados para pagamentos de propina a políticos e dirigentes da estatal. Em 33 delações premiadas e três acordos de leniência, foram devolvidos R$ 2,4 bilhões. O levantamento, feito pelo GLOBO nas 31 ações que correm na Justiça, mostra que o valor obtido por meio de acordos de delação e de leniência, e ainda a título de multa, daria para pagar 31,2 milhões de benefícios do Bolsa Família (pelo valor mais baixo pago aos beneficiários).

    Juntas, as três empresas que já assinaram acordos de leniência — Setal, Camargo Corrêa e a holandesa SBM — devolveram R$ 1,64 bilhão, mais da metade do valor recuperado pela Justiça. Entre os delatores, quem mais devolveu dinheiro até agora foi o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, que sozinho entregou US$ 97 milhões, o que corresponde a R$ 381,1 milhões pela cotação do dólar da última quinta-feira. A segunda maior quantia foi devolvida pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa: o equivalente a R$ 101,3 milhões.



     

    Esse dinheiro devolvido fica, inicialmente, à disposição da Justiça. O juiz Sérgio Moro tem determinado que todo o dinheiro confiscado retorne aos cofres dos órgãos lesados. No caso da Petrobras, já foram feitas duas devoluções, que somam R$ 296 milhões. Esses valores estavam em contas de Costa e Barusco no exterior.

    — O Ministério Público abriu mão de algumas condenações em troca de muito mais — diz o procurador da República Deltan Dallagnol, um dos porta-vozes da força-tarefa da Operação Lava-Jato e defensor das delações.

    Na semana passada, em entrevista ao “Programa do Jô”, Dallagnol disse que o caso Lava-Jato quebrou todos os recordes de devolução de recursos para o país:

    — Para se ter ideia, antes do caso Lava-Jato, tudo que foi recuperado no país e entrou nos cofres públicos, em todos os outros casos (de corrupção) juntos, somam menos de R$ 45 milhões.

    R$ 1,1 BILHÃO AINDA ESTÁ BLOQUEADO

    Dados da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público mostram que a Lava-Jato bloqueou no exterior, até 23 de outubro, US$ 433 milhões (R$ 1,7 bilhão) em dinheiro supostamente desviado da Petrobras ou de outros órgãos públicos. Até o momento, US$ 129 milhões (R$ 506,8 milhões) foram repatriados. O restante, o equivalente a R$ 1,1 bilhão segue bloqueado em bancos de Suíça, Luxemburgo e Mônaco, à espera de decisão judicial.

    Como Barusco e Costa fizeram delação, o dinheiro voltou mais rapidamente. No caso do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que não fez acordo, foram bloqueados o equivalente a R$ 90 milhões. Desse valor, voltou ao Brasil apenas a metade. O restante permanece bloqueado lá fora, à espera de novas investigações e decisões judiciais.

    Os números podem aumentar. Pelo menos dez réus envolvidos no esquema, além de construtoras, ainda negociam algum tipo de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Além disso, pelo menos 30 empresas flagradas no esquema de corrupção da Petrobras negociam com a Controladoria Geral da União (CGU) e o MPF um acordo de leniência — negociação que uma empresa faz com órgãos de controle admitindo práticas ilícitas em troca de continuar prestando serviços ao poder público. O acordo envolve o compromisso de adotar sistema de compliance e pagar indenizações pelos danos causados.

    Estimativas da Lava-Jato apontam que o rombo nos cofres públicos pode ultrapassar os R$ 15 bilhões. Mais de 700 casos seguem em investigação, com procedimentos instaurados. Metade das 16 empreiteiras acusadas de participar do cartel na Petrobras também segue na condição de investigada, sem denúncia formalizada à Justiça.

    Além da Petrobras, a Lava-Jato flagrou, por exemplo, pagamento de propina em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, e em contratos da Eletronuclear para a construção de Angra 3. Também foi identificada propina paga num acordo firmado pelo Ministério do Planejamento, que envolveu a cessão de uso do banco de dados cadastrais de mais de 7,5 milhões de servidores federais.

    UM EM CADA QUATRO RÉUS VIRA DELATOR

    Em um ano e sete meses de investigação, um em cada quatro réus virou delator na Lava-Jato. No total, 120 pessoas foram denunciadas e 41, condenadas. Demonizado por alguns juristas, o instrumento da delação premiada instiga o debate entre defensores de réus da operação. Técio Lins e Silva, advogado da Odebrecht, afirma que a prisão preventiva se tornou uma espécie de tortura, um “pau de arara pós-moderno” para convencer investigados a colaborar com as investigações.

    — O acusado não pode abrir mão do seu direito de mentir. Isso não é uma conquista da legislação brasileira. Isso é uma conquista da sociedade ocidental, fruto da Revolução Francesa — afirma Lins e Silva. — As bases legais violam causa pétreas da Constituição. O acusado não pode abrir mão do direito de defesa. O acusado não pode ser obrigado, para ter um benefício, a abrir mão do direito ao silêncio.

    O criminalista Fábio Tofic Simantob diz que há uma “banalização do instituto da delação”:

    — É quase como pegar empréstimo a juros altos. As vantagens imediatas parecem tão grandes que você não sabe exatamente com o que está se comprometendo no futuro.

    O questionamento às delações virou moeda política. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado na Lava-Jato, chegou a afirmar que o vazamento de informações seria manobra do governo para desestabilizá-lo. No último dia 23, em Salvador, o ex-presidente Lula disse que o Brasil vive “quase um Estado de exceção” com as delações.

    Mesmo os críticos da delação, no entanto, dizem que ela veio para ficar. O criminalista Alberto Toron, primeiro a derrubar no Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva de um empreiteiro (Ricardo Pessoa, da UTC), ressaltou que os acordos não representam a impunidade dos delatores. Lembrou que a maioria deles cumpre regime restritivo de liberdade, com tornozeleira eletrônica, e pagou altas multas.

    Toron compara as críticas às delações da Lava-Jato com o descontentamento gerado na Colômbia pelo acordo feito entre autoridades e as Forças Armadas Revolucionárias (Farcs):

    — A Lava-Jato é um pouco assim. Em troca de melhorias na administração pública, você terá um novo patamar de punição que não é na cadeia. A gente vai ter que conviver com isso daqui para frente. (O Globo)

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  • Após relato de assédio, pai de filha de Joelma se revolta:

    Natalia com o pai, Beto Sarraff (Foto: Acervo Pessoal)

    Depois que Natalia Sarraff, filha de Joelma, fez uma declaração de que sofreu abuso do ex-padrasto Chimbinha, o pai da jovem afirmou que desconhecia a história e ficou chocado ao tomar conhecimento, pela imprensa, da denúncia. O motorista Beto Sarraff disse ao Extra que a filha sempre ligava pedindo socorro e reclamando do padrasto.
     

    Sarraff disse que caso confirme a história vai fazer todos os esforços para "acabar com Chimbinha" e fazer justiça para a filha. "Ela sempre me ligava chorando reclamando do Chimbinha. Eu sabia que ela não tinha uma boa relação com ele. Mas ela nunca me disse o que acontecia de fato. Se ele realmente abusou da minha filha, eu nem sei o que eu sou capaz de fazer. Fico todo arrepiado só de pensar. Vou me informar sobre isso e, se for verdade mesmo, quero justiça. Eu acabo com ele", disse.

    O pai contou que mora distante da filha, mas nunca deixou de estar presente na vida dela. A garota foi criada até os 15 anos pela avó paterna. Para Sarraff, Joelma é tão responsável quanto Chimbinha pelo possível assédio.

    "Falo com minha filha direto, e ela nunca me contou isso. Se isso realmente aconteceu, a Joelma é tão responsável quanto ele (o Chimbinha). Se isso aconteceu, foi debaixo do nariz dela. Ela deveria ter prestado mais atenção nisso e tomado uma atitude. Para mim, ela faltou como mãe. E eu não vou admitir isso", conta. 

     



  • Enem 2015 terá gabarito divulgado na quarta-feira, afirma MEC

    MEC ainda não divulgou quando será liberado acesso às notas e ao Sisu.
    Enem é obrigatório para o Prouni, Fies e programa Ciência Sem Fronteiras.
    O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será divulgado na quarta-feira (28). Com um post no Twitter, o Ministério da Educação (MEC) confirmou a previsão inicial de que os dados seriam liberados até a data.
    As provas do Enem foram realizadas em todo o país no sábado (24) e no domingo (25).  



  • Bancários encerram greve na Bahia e retornam nesta terça - feira

    Bancários encerraram greve após 21 dias (Foto: Giana Mattiazzi/TV Bahia)

    Após 21 dias de paralisação, trabalhadores de bancos públicos e privados na Bahia decidiram encerrar a greve no estado. O retorno aos trabalhos foi decidido em assembleia ocorrida na noite desta segunda-feira (26), no Ginásio de Esporte da categoria, na Ladeira dos Aflitos, em Salvador. Apenas o Banco do Nordeste rejeitou a proposta apresentada pelos empresários e permanece com as atividades paralisadas. Conforme o Sindicato dos Bancários na Bahia, o restante das agências serão reabertas na terça-feira (27). De acordo com Geraldo Galindo, diretor do sindicato do Banco do Nordeste na Bahia (BNB), os trabalhadores seguem a mesma decisão dos bancários do Ceará, estado que concentra a maior base da instituição financeira do BNB no país. "Temos questões peculiares históricas relacionadas a plano de saúde, plano de previdência e plano de cargos e remunerações", resume. Bancários de vários outros estados do Brasil também optaram por retornar ao trabalho (G1)



  • Formosa do Rio Preto: Produtores fecham BR e cobram reforma de rodovia

    Foto: Darlan Lustosa

    Produtores de grãos de Formosa do Rio Preto, na Bacia do Rio Grande, no extremo oeste do estado, fecharam um trecho da BR-135, na manhã desta segunda-feira (26). O protesto cobra melhorias na BA-225, rodovia de acesso à região conhecida como Coaceral, via de escoamento da produção agrícola do município. Segundo informações preliminares, a manifestação ocorre desde as 6 horas da manhã. Formosa do Rio Preto é um dos maiores produtores de grãos do Norte/Nordeste do país.  



  • PF faz buscas em empresa de filho de Lula, diz jornal

    A Operação Zelotes foi deflagrada no dia 26 de março deste ano Divulgação/Polícia Federal

    A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta segunda-feira (26), mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. A ação da PF faz parte da operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Fazenda.

    Segundo o jornal, “escritórios de advocacia de São Paulo entraram em alerta máximo na manhã desta segunda ao receberem a informação sobre a operação de busca e apreensão da PF que tem o filho do ex-presidente como um dos alvos. Advogados do filho de Lula, porém disseram que não haviam sido formalmente informados sobre a operação”.

    Cerca de cem policiais federais dão cumprimento a 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão.

     A Folha afirma que entre os presos está Alexandre Paes dos Santos, apontado como lobista que intermediava contatos entre empresas e conselheiros do Carf, e José Ricardo da Silva, sócio da empresa SGR, também suspeito de ser um dos atravessadores do esquema.



  • NOVA ASSEMBLÉIA NESTA SEGUNDA-FEIRA PODE POR FIM A GREVE BANCÁRIA

    O Sindicato dos Bancários da Bahia anunciou que fará nova assembléia na segunda-feira (26), às 18h30, no Ginásio de Esporte da categoria, no centro de Salvador, para avaliar os itens oferecidos pelos bancos para encerrar a greve que começou no dia 6 de outubro. De acordo com comunicado emitido pelo sindicato neste sábado (24), o convite para que os trabalhadores participem do encontro
    ocorre após a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentar uma nova proposta.
    O Comando Nacional dos Bancários vai recomendar que a categoria aprove a proposta de reajuste salarial apresentada pela Fenaban, o que pode marcar o fim da greve da categoria. Após várias negociações, os bancos ofereceram reajuste de 10% nos salários e benefícios, com ganho real de 0,11%, e de 14% no vales refeição e alimentação. A proposta da Fenaban também inclui abono de até 72% dos dias parados.Fonte: G1 BA
     



  • Mais de dois anos depois, Pizzolato chega ao Brasil para cumprir pena por mensalão

    Foto: Reprodução / TV Globo

    Único condenado no processo do mensalão que ainda não cumpriu pena, Henrique Pizzolato já está no Brasil. Escoltado por três policiais federais brasileiros e uma médica, ele desembarcou por volta das 5h45 (6h45, no horário de Brasília) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Pizzolato saiu de Milão na noite desta quinta-feira (22). Segundo a Agência Brasil, ele fará os procedimentos de registro de entrada no país e, sem deixar o aeroporto, embarca em um jatinho da Polícia Federal com destino a Brasília, onde cumprirá pena na Penitenciária da Papuda. A chegada ao Brasil do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) encerra um capítulo na história da fuga de um dos condenados no processo do mensalão. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato, mas, por ter dupla cidadania, fugiu para a Itália em setembro de 2013, antes do fim do julgamento, com um passaporte falso em nome de um irmão morto. O ex-diretor do BB foi o único dos condenados que fugiu. Ele foi preso em fevereiro do ano passado em Maranello, na Itália.



  • Oposição está preocupada com 2018, afirma ex-presidente Lula em visita à Salvador

    Foto: Reprodução/RTP

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em Salvador nesta sexta-feira (23), falou com Mário Kertézs, em entrevista à Rádio Metrópole, sobre a relação do governo com a oposição. Para Lula, está instalada no Brasil uma "política de ódio e intolerância". Parte desse cenário, segundo o ex-presidente, é causado por políticos que estão inconformados com a perda da eleição e que estão agindo com pensamento no pleito de 2018. Lula citou o próprio exemplo quando levou a pior nas eleições de 1989, 1994 e 1998 e, segundo ele, aceitou o resultado e voltou para a casa para se preparar para os demais embates. A dificuldade enfrentada pela presidente Dilma Rousseff também foi um ponto abordado. “Eles [a oposição] estão tentando destruir o mandato de uma pessoa que mal começou”, afirmou o petista.(FONTE:BAHIANOTICIA)



  • Cunha teve à disposição uso de heliponto da Petrobras, aponta investigação

    Foto: Daniel Garcia Neto/Flickr

    Além de determinar o bloqueio e sequestro do dinheiro mantido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em contas bancárias na Suíça, o Supremo Tribunal Federal (STF) quebrou o sigilo dos documentos com o aditamento da denúncia contra o parlamentar, feito pela Procuradoria-Geral da União. Entre os documentos, há a transcrição de delações de investigados na Operação Lava Jato, resultados de auditorias internas concluídas pela Petrobras antes mesmo da deflagração da Operação Lava Jato, em março de 2014, e até detalhes que indicam a relação estreita entre Cunha e Jorge Zelada, ex-diretor da área Internacional da petroleira, preso durante as investigações e declarado em agosto deste ano réu, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Zelada, apontado como cota do PMDB na divisão das diretorias da estatal, autorizou, em 2010, a utilização das instalações da sede da Petrobras, no Rio, para que Cunha pudesse embarcar em um helicóptero. A cópia do e-mail passado por Elizabeth Taylor, secretária do então executivo, comunica à segurança do prédio a permissão de uso da garagem e do heliponto do edifício pelo deputado Eduardo Cunha e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, no dia 12 de setembro de 2010, um domingo de campanha eleitoral. Os dois embarcariam em um helicóptero entre 10h45 e 11h. Cunha nega que tenha de fato feito uso do favor.



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