BUSCA PELA CATEGORIA "BRASIL"

  • Foto de policiais bonitões causa alvoroço nas redes sociais:

    magem publicada no Facebook já teve quase 9 mil curtidas (Foto: Reprodução)

    Uma foto publicada na página da Polícia Civil de São Paulo no Facebook  causou um verdadeiro alvoroço nas redes sociais. Na imagem divulgada na segunda-feira (14), dois delegados bonitões identificados como Adriano e Rodrigo Salgado posam com colete e armas. 

    O sucesso foi imediato - mais de 8 mil pessoas já curtiram a foto, mais de 3 mil compartilhamentos também foram feitos, e o post também contabiliza quase 1.500 comentários. A dupla cultiva diversas admiradoras, que deixaram diversas cantadas na foto.

    "Dr. Adriano, me passa o whats, quero fazer uma denúncia...", escreveu uma internauta. "Socorro. Acabei de matar alguém. Chama eles, sou perigosa", brincou outra. "Pode me prender! Eu sou uma criminosa de alta periculosidade", disse uma seguidora animada.

    De acordo com o jornal Extra, a assessoria de Polícia Civil de São Paulo não confirmou se os dois homens na imagem são mesmo delegados, e disse que a página que publicou a foto não é a oficial da corporação no Facebook. 

    Mas a ressalva não impediu o sucesso causado pelas fotos dos policiais. "Acabaram de roubar meu coração", anunciou uma fã. "Acabei de roubar uma joalheria , podem me revistar", pediu outra.



  • Três questões-chave para entender por que o Brasil está no vermelho

    Após prever deficit em 2016, governo agora promete superavit – o problema é que fazer cortes no Orçamento não é tão fácil assim; especialistas apontam possíveis soluções.

    Ao rebaixar a nota do Brasil, que perdeu o status de bom pagador, a agência Standard & Poor's questionou a "habilidade e a vontade" do governo Dilma Rousseff ao submeter ao Congresso um Orçamento deficitário para 2016, espelhando as dificuldades da implementação da política econômica comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em equilibrar as contas públicas.

    O plano previa um deficit - a diferença entre gastos e receitas - de R$ 30,5 bilhões. Sem ter "troco", o governo não terá o que poupar para pagar juros e diminuir a dívida pública – o avanço do gasto com juros é apontado por alguns especialistas como o principal motivo para o rebaixamento do país.

    Levy já anunciou que o governo estuda cortar despesas e ampliar as receitas – alta nos impostos não é descartada –, para tentar resolver o problema e trocar o deficit por uma meta de superavit de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto). "Remédios amargos", como classificou Dilma em suas últimas declarações públicas.

    É aguardado para os próximos dias o detalhamento dos cortes anunciados pela gestão no fim do mês passado, quando prometeu eliminar dez ministérios e cargos comissionados. Programas com o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, também podem perder verbas.

    Segundo órgãos da imprensa, é aguardado nesta segunda-feira o anúncio de um corte de R$ 20 a 22 bilhões em despesas do governo.

    O jornal Folha de S.Paulo diz que o governo deve "propor aumento de impostos e redução de subsídios e isenções fiscais".

    Mas, por que o Brasil está no vermelho? A BBC Brasil aborda três questões-chave para entender os altos gastos e os problemas de seu gerenciamento pelo governo - e ouve especialistas sobre possíveis saídas para a crise nas finanças do país.

    Para agência de risco, austeridade sinalizada pelo ministro Joaquim Levy não está se concretizando

    Para onde vai o dinheiro?

    Segundo o Orçamento, após repasses compulsórios a Estados e municípios, o governo terá R$ 1,18 trilhão para custear suas contas e ações. Desse total, no entanto, 81% estarão comprometidos com as despesas obrigatórias (pagamento dos servidores federais, Previdência etc.).

    O que sobra não cobre os R$ 250,4 bilhões previstos para as despesas discricionárias, que incluem investimentos em obras, gastos com Bolsa Família, saúde, educação e com o custeio da máquina pública – telefone, passagens, manutenção dos prédios, etc.

    Essas despesas, na prática as únicas sobre as quais o governo tem poder de decisão, também embutem, porém, gastos obrigatórios. Segundo a Constituição, o investimento em saúde, por exemplo, precisa ser no mínimo o mesmo do ano anterior, acrescido do percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

    Especialistas criticam o que chamam de engessamento do Orçamento com despesas obrigatórias. Para efeitos de comparação, nos EUA elas somam 64,6% neste ano.

    O Estado brasileiro é grande demais?

    Para os economistas Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas, e Fernando de Holanda Barbosa, professor da FGV/EPGE e ex-secretário de Política Econômica do governo Itamar Franco, a máquina do Estado é inchada e ineficiente.

    "Esses ministérios não foram feitos com o objetivo de prover os serviços para a população. E sim para atender demandas políticas", afirma Barbosa, ao comparar o número de pastas existentes no Brasil – 39 – com o de países da Europa, que operam com menos de 20.

    Para Castello Branco, o Estado é presente demais no país. "Nós somos uma das maiores economias do mundo. Essa presença só é necessária ainda nos programas sociais, em distribuir melhor a renda."

    O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou que governo cortaria ministérios e cargos

    Juliana Sakai, pesquisadora da ONG Transparência Brasil, diz que o poder que políticos têm para distribuir cargos de livre nomeação – os comissionados –, reflexo do "patrimonialismo histórico brasileiro", é responsável pela percepção de que a máquina pública é inchada e ineficiente, além de ser peça central para a corrupção.

    Ela pondera, porém, que um Estado onipresente, mas eficiente, mudaria essa percepção. "Se o governo atende à demanda dos que querem mais hospitais e médicos, mais escolas e professores, o efeito natural disso seria aumento no peso do setor público, o que não pode ser automaticamente traduzido como algo negativo."

    "O Estado pode ser pequeno, mas nem por isso melhor, mais eficiente", retruca Oswaldo Gonçalves Junior, professor do curso de Administração Pública da Unicamp.

    "Pensamentos que tratam o Estado brasileiro como um 'enorme elefante branco, lerdo e ineficiente’ são altamente enviesados", afirma. Para ele, países que necessitam de maior organização dos processos sociais precisam de uma ação maior de governo.

    O governo gasta demais com servidores?

    O Orçamento prevê que o pagamento de servidores federais consumirá R$ 252,6 bilhões, superando todo o valor disponível para investimentos.

    Segundo a Transparência Brasil, porém, a taxa de servidores públicos no Brasil – 16% da população –, é inferior à de países europeus desenvolvidos, como Reino Unido (23%) e França (20%). O país, de acordo com a ONG, se encaixa na tendência da América Latina, que tem taxas variando entre 10% e 20%.

    A organização chama a atenção para o número de comissionados – cerca de 20 mil no plano federal. A questão também é alvo de críticas da Contas Abertas, cujos cálculos apontam mais de 30 mil novos cargos, funções de confiança e gratificações desde 2002.

    Governo sinalizou que poderá cortar recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida

    A ONG ressalta que hoje são mais de 615 mil servidores federais, quase 130 mil a mais que no início da década passada. Mas vê um efeito negativo disso muito maior sobre a eficácia do Estado que nos gastos.

    Para Gonçalves Junior, da Unicamp, a discussão deveria abordar muito mais a qualidade do que a quantidade: "Um gasto dessa monta com pessoal, se bem utilizado, pode se tornar investimento. Poderia, por exemplo, gerar um outro padrão de desenvolvimento", afirma. "Algo que impulsionasse, inclusive, uma maior disponibilidade de receitas."

    "O desafio é pensar como tornar o Estado melhor, qualificando e/ou trazendo pessoas qualificadas", diz. "Muito mais complexo do que simplesmente cortar, reduzir."

    Quais são as soluções?

    Para Castello Branco, é preciso rediscutir a estrutura do Orçamento, seu engessamento, com o Congresso – tratando, principalmente, da Previdência. "Não dá para ficar cortando investimento a vida inteira, nem criando, todo ano, um imposto novo", diz.

    Enquanto o governo espera ter 6% a mais de recursos em 2016, os gastos com a Previdência, responsáveis pela maior mordida na carteira, devem avançar 11,9% – serão R$ 491 bilhões, cerca de 40% do total de despesas, para pagar aposentadorias, pensões e outros benefícios.

    "Essa aberração de o Executivo enviar um Orçamento com deficit tem pelo menos um aspecto favorável: forçar essa discussão. Você quer custear a aposentadoria de pessoas com 50 e poucos anos de idade e para isso aumentar cada vez mais os impostos? Esse debate tem de ser colocado às claras."

    Segundo a Previdência, a média de idade de aposentadoria por tempo de contribuição é de 55,1 anos para homens e 52,2 para mulheres.

    Gonçalves Junior, da Unicamp, lembra que "se aposentar, receber pensões etc. são direitos, conquistas que acompanham o desenvolvimento do Estado moderno". Mas concorda que é preciso adotar medidas como "repensar a cultura que desperdiça o prolongamento da vida laboral", citando a aposentadoria compulsória de servidores, e vê margens para revisão da contribuição da parcela mais rica da população.

    "A gestão desse sistema importa muito para seu equilíbrio e promoção da Justiça social", afirma ele, que ressalta a importância de um planejamento que permita "equilibrar essas variáveis, que mudam ao longo do tempo, conforme a sociedade se transforma".

    Para Holanda Barbosa, da FGV, o país precisa de uma profunda reforma administrativa com objetivo de racionalizar custos e melhorar a gestão em todas as áreas, inclusive saúde e educação. Mas isso não teria efeito imediato.

    "O melhor agora seria o governo sinalizar com um plano de corte de gastos ao longo nos próximos anos. E, ao mesmo tempo, anunciar um aumento de impostos para financiar o buraco em curtíssimo prazo."

    CONTINUE LENDO


  • Atriz Betty Lago morre aos 60 anos no Rio de câncer

    A atriz e ex-modelo Betty Lago morreu aos 60 anos neste domingo (13), no Rio de Janeiro, de câncer. Betty lutava contra a doença desde março de 2012, quando foi diagnosticada com câncer na vesícula, após sentir fortes dores abdominais. Depois de uma cirurgia, começou o tratamento com quimioterapia mas, em abril deste ano, a doença voltou. Betty morreu em casa, à 1h30. Ela começou a carreira trabalhando como modelo e fez carreira internacional por mais de 15 anos. Seu primeiro papel na TV foi na minissérie "Anos Rebeldes", de Gilberto Braga, em 1992. Na emissora, Betty também foi protagonista da novela "Quatro por Quatro".

    Atriz Betty Lago morre aos 60 anos no Rio de câncer

    Betty Lago, em foto recente (Foto: Reprodução/Facebook)

    Na TV fechada, Betty estreou como apresentadora no programa GNT Fashion em 2005, no canal de mesmo nome. No GNT, ela também participou como debatedora dos programas "Saia Justa" e "Pirei – Com Betty Lago". Atualmente, Betty estava participando da quarta temporada do programa "Desafio na Beleza", no canal GNT, ao lado da modelo Mari Weickert e do maquiador Daniel Hernandez. O trabalho mais recente da atriz em dramaturgia foi na novela "Pecado Mortal", da TV Record. O corpo da atriz e ex-modelo será cremado nesta segunda-feira (14), às 17h, no Memorial do Carmo. "E o dia amanheceu assim, triste e lindo ao mesmo tempo", postou Patty Lago, filha da atriz e ex-modelo no Instagram, na manhã deste domingo (13). Já a apresentadora Lilian Pacce, do "GNT Fashion", escreveu: "Betty Lago querida, encontros, desencontros e reencontros. Fica em paz!". Mariana Weickert lamentou a morte da companheira de programa e amiga: "Com o coração despedaçado pela despedida da minha amiga, minha parceira... A tua história, tua garra, teu astral e força de viver foram e sempre serão inspiradores. Descanse em paz, minha amiga!!!! Tudo muito triste, muito frágil, que loucura, né?! Lembrando aqui da tua risada fácil, das tuas brincadeiras e do teu coração doce. Feliz de mim que terei um pedacinho teu pra sempre aqui comigo.. Ao amigos e familiares, todo meu amor!". "Foi um baque. Meu coração ainda está aos pulos. Betty o tempo todo tinha uma personalidade tão forte, tão transparente que impregnava o ambiente. A presença dela era um sol. Um calor e um desconforto. Era forte no humor, nas opiniões, na presença física. Foi uma experiência riquíssima no 'Saia Justa'", disse em entrevista à Globonews, a jornalista Monica Waldvogel, que trabalhou ao lado de Betty.

    CONTINUE LENDO


  • Funkeira MC Bandida contrata seguro para bumbum no valor de R$ 1 milhão

    Esqueçam a voz. Todo mundo sabe que o maior “instrumento de trabalho” da funkeira MC Bandida, 28 anos, é a bunda. Inclusive ela. Por isso, nesta terça-feira (8/9), Valéria Santana contratou um seguro no valor de R$ 1 milhão para proteger os 111cm “naturais” de glúteos. A ideia surgiu quando a cantora percebeu que, quanto mais rebolava, mais fazia sucesso. “É a parte do meu corpo que mais gosto e exibo nas apresentações”, garantiu a cantora. Ainda assim, ela criou, pelo menos, 10 músicas e garante fazer número equivalente de shows por mês. Mas, novamente, o número é justificado pelo uso do bumbum. “Se acontecer algo com ele, vou perder muitos trabalhos. Por isso fechei um valor tão alto”, declarou bandida. A funkeira, famosa por realizar protestos inusitados em Brasília, já concorreu a deputada distrital e conselheira tutelar. Não ganhou nada. Fez sucesso na internet ao recriar a cena imortalizada por Paolla Oliveira na série Felizes Para Sempre (TV Globo) e protestou, de biquíni, na Rodoviária do Plano Piloto, contra o aumento da gasolina.



  • Desfile da Independência é marcado por vaias, manifestações e

    As comemorações do Dia da Independência, na manhã desta segunda-feira (7/9), na Esplanada dos  Ministérios, foram marcadas por arquibancadas lotadas, o tradicional desfile em carro aberto e por protestos. Cerca de 25 mil pessoas marcavam presença no evento, por volta das 10h30, segundo informações da Polícia Militar. 

    Em meio ao tenso cenário político, com teorias que colocam o vice-presidente da República, Michel Tëmer, como conspirador do mandato de Dilma Rousseff, movimentos pró-impeachment se uniram para inflar balões, estender faixas de protesto e até queimar pneus para fazer barricadas, com o objetivo de chamar atenção e atrapalhar o transcorrer do desfile. Enquanto isso, os dois sorriam ao lado um do outro, na arquibancada de autoridades.

    Outra confusão ocorreu por volta das 10h20, quando dois homens tentaram invadir o desfile, mas foram contidos por 10 policiais militares. Eles estavam xingando profissionais da Força Nacional alegando que “são inconstitucionais" e que representam uma "polícia bolivariana". Duas mochilas e uma mala também fizeram com que a Polícia Militar isolasse uma área perto da Rodoviária do Plano Piloto. Mas, minutos depois, a suspeita de bomba foi descartada. 


    Até mesmo as barreiras de proteção usadas para separar a área da arquibancada oficial e de convidados da parte externa do desfile foram motivo de crítica e de revolta por parte do público, que bateu colheres e mãos nos tapumes metálicos. Essas mesmas barreiras foram pichadas neste domingo (6/9), com dizeres: "Muro da vergonha", “Intervenção militar já” e “Art. 142 e 144 C.F.” 

    "Nunca vi tanta corrupção endêmica, uma vergonha um partido que sempre discursou contra isso ser mais corrupto que os outros", disse Aldair Pereira Costa da Cunha. Ela e o marido, Anestor Ferreira da Cunha e a filha Débora criticaram o "muro da vergonha" – os manifestantes batizaram assim a barreira de proteção que, de acordo com eles, neste ano foi maior do que nos anos anteriores. 

    Desfile da Independência é marcado por vaias, manifestações e

    Por volta das 11h, um trio elétrico chamava a população para a "7ª Marcha Contra a Corrupção", iniciada paralelamente ao desfile. A Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento em frente ao Congresso Nacional, impedindo a passagem dos manifestantes, que, em vez de seguir em frente, aglomeraram-se em volta dos “Pixulecos”, que representavam Dilma e Lula. 

    Policiais precisaram fazer a proteção de petistas, que se manifestavam em apoio à presidente. Algumas pessoas bradam “intervenção ou morte” de um dos caminhões de som. Por volta de 12h30, os balões infláveis de Lula e Dilma foram esvaziados e os manifestantes se dispersaram. 

    Símbolos

    Além do boneco inflável do ex-presidente Lula vestido com roupa de presidiário – que estava presente nas últimas manifestações contra o governo petista –, manifestantes encheram a "Pixuleca", uma representação de Dilma, também em forma de balão inflável, retratada com dentes proeminentes, nariz de Pinóquio, manchas de lama no corpo e faixa presidencial rasgada.
     
    Mas esses não foram os únicos símbolos da insatisfação popular diante do governo. Notas com os rostos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva, com o nome de "Pixulecos", foram entregues ao longo do evento para representar as acusações de corrupção contra os governos petistas.

    Enquanto desfilava em carro aberto, a presidente recebeu vaias, mas também aplausos. Alguns entoaram o grito: "No meu país, eu boto fé, porque meu país é governado por mulher".
     
    Cerca de 3 mil militares, entre homens e mulheres, desfilaram sob o som das bandas do Batalhão de Polícia do Exército e do Batalhão da Guarda Presidencial. Em seguida, a Esquadrilha da Fumaça, que estava dois anos sem participar do evento, voltou aos céus do Distrito Federal. Foram 30 minutos de sobrevoo, com 50 acrobacias. 

    Enquanto aproximadamente 1 mil manifestantes pró-impeachment se concentraram em frente ao Museu Nacional da República, cerca de 200 pessoas em apoio a presidente da República se reuniram próximo à Catedral. 
    CONTINUE LENDO


  • Nordeste: Policial mata colega dentro de viatura, após discussão sobre cotas raciais

    O soldado Flávio diz que não lembra como o crime aconteceu; uma outra colega estava na viatura e não se feriu (Foto: Reprodução/TV Jornal)

    O soldado da Polícia Militar de Pernambuco Flávio Oliveira, suspeito de matar um colega de farda dentro de uma viatura, na manhã do domingo (30), em Recife, afirmou ter tido um surto psicótico no momento do crime em depoimento nesta segunda-feira (31).

    De acordo com Flávio, uma discussão sobre cotas raciais com o cabo Adriano Batista teria motivado a ação. No Instituto de Criminalística (IC), onde foi levado para fazer exames, no período da noite, o suspeito conversou com a imprensa.

    “Não lembro como isso aconteceu, foi um surto. Depois que atirei, fiquei parado, na minha, e desci da viatura. A colega [a soldado Thaena de Lima Lemos, que não ficou ferida] que estava no banco da frente perguntou o que eu tinha feito e eu não lembrava”, afirmou.

    Ainda de acordo com o suspeito, os dois discutiram por conta do trajeto da viatura. O comportamento exaltado do soldado durante o debato motivou o cabo Adriano a se recusar a continuar o plantão com o colega, e decidido levar a viatura de volta para o batalhão.

    Houve mais uma discussão e, após levar alguns gritos, ele teria sacado a arma e atirado. “Eu me arrependo com certeza. Ele deixou um filho. Mas agora não tem o que fazer”. Caso seja condenado, Flávio Oliveira pode ter uma pena de 12 a 30 anos de prisão.



  • CORPO DE IDOSA DE 79 ANOS É DESENTERRADO DE TÚMULO E 'ESTUPRADO'

    Na madrugada deste domingo (30) o túmulo de uma idosa identificada como Darcy Nóbrega de Oliveira, de 79 anos, enterrada às 09h de sábado (29) no Cemitério da Igualdade, centro de Parnaíba, foi violado. O corpo, que estava nu, foi encontrado por um funcionário por volta das 07h, jogado no chão próximo ao túmulo.
    De acordo com a polícia, há suspeita de necrofilia, uso de cadáver para fins sexuais, já que averiguaram a existência de esperma no cadáver. A vítima, Darcy Nóbrega de Oliveira, morreu após
     
    Após a perícia do local, na seção Nossa Senhora da Conceição do cemitério, o corpo foi levado para o Posto Avançado do IML de Parnaíba. A polícia já possui um suspeito detido, Rodrigues dos Santos, de 39 anos de idade, que é funcionário do cemitério.
    Ainda segundo a polícia, a violação de túmulos acontecia quando os mortos eram sepultados com joias, mas neste caso há indícios de necrofilia. Fonte: Falando Tudo



  • Adolescentes usam droga e fazem sexo no meio da rua em baile funk

    Por dois meses o Jornal da Globo percorreu bailes funk de São Paulo, mais conhecidos como pancadões. A equipe de reportagem encontrou adolescentes usando drogas, bebendo e fazendo sexo no meio da rua em imagens que se multiplicam nas redes sociais. A reportagem é de Patrícia Falcoski e Wiliam Santos.

    Música alta, bem alta. Os jovens tomam conta das ruas e dançam. Todo fim de semana 300 bailes funks acontecem na periferia de São Paulo. A prefeitura só autorizou 12. O restante funciona ilegalmente e muitos são controlados pelo tráfico.

     

    Meninos e meninas bebem, usam drogas, tiram a roupa, fazem sexo e exibem armas. E o que acontece nos bailes não fica nos bailes. As festas vão parar na internet.

    Os jovens postam nas redes sociais as noitadas no funk. O vídeo não é bonito, mas é para todos saberem que isso está acontecendo com adolescentes nas ruas de São Paulo. Um monte de homem faz uma rodinha em volta de uma menina que tem 16 anos.

    Um deles tenta tirar a roupa dela. Quem está em volta, acha graça, dá risada e ainda grava tudo com celular.

    O produtor William Santos conversou com ela. A menina contou que no dia da festa bebeu e usou drogas.

    Menor: Não, não lembro de nada.
    Produtor: Por que você não lembra?
    Menor: Porque eu estava toda bêbada.
    Produtor: E como ficou sabendo que fizeram seu vídeo?
    Menor: Me mostraram.
    Produtor: E, quando viu o vídeo, o que pensou?
    Menor: Eu fiquei chorando. Chorei a noite toda.

    Duas garotas dançam em um baile, na Zona Norte de São Paulo. No meio de uma roda, uma delas tira o short, depois, a blusa, e continua dançando enquanto a amiga, de 17 anos, registra com o celular.

    Longe das festas, elas conversaram com a gente e contaram que estão sempre nos bailes. “Saio de terça a domingo. Só segunda para folgar. Vou nos bailes fechados e bailes abertos também”, conta a menor.

    A amiga, que é maior de idade, disse que tirou a roupa em troca de uma garrafa de uísque. “Ele falou: ‘Eu duvido você tirar o short’. Eu falei: ‘Traz a garrafa’. Ele trouxe a garrafa e eu tirei o short. Depois continuei tirando o resto”, conta a amiga da menor.

    A jovem também contou para a gente que a amiga dela não era a única menor de idade por ali. “[Tem] Criança usando droga, criança bebendo”, conta ela.

    Muitos pais nem imaginam que as filhas adolescentes estão se drogando ou fazendo sexo nesses bailes, no meio da rua. A maioria nem mesmo sabe que as meninas frequentam os "fluxos" ou "pancadões", como são chamados os bailes funk na periferia de São Paulo. Quando eles dão boa noite e fecham a janela, é o sinal de que está na hora de começar a festa do lado de fora.

    "Eu fugia de casa com minhas amigas todas. Nós a, dançava, bebia a noite inteira e quando dava 8 horas da manhã nós voltava", conta uma menor.

    “E quando alguém fala assim: ‘Você não tem idade para isso’, você pensa o quê? Eu concordo com a pessoa. Eu não tenho idade para isso, mas eu quero curtir, quero curtir minha adolescência, não quero ficar em casa presa, entendeu? Você gostaria de ficar em casa só porque tem 13 anos?”, afirma outra menor.

    “É claro que crianças e adolescentes têm direito à liberdade, têm direito à cultura, têm direito de se expressar, mas nós precisamos ter limites. Limites para evitar que essas crianças e adolescentes fiquem em uma situação de risco e fiquem expostos à violência, a crimes sexuais, a bebidas e a drogas”, alerta Ariel de Castro Alves, advogado especialista em direitos da criança e adolescente.

    O Jornal da Globo conversou com Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo, para saber como a polícia está fazendo para impedir que traficantes controlem os bailes da periferia, promovam orgias e uso de drogas.

    "A polícia faz o policiamento normal em todos os bailes funk. O que ocorre é que um mesmo baile funk, um mesmo pancadão, às vezes, 30, 40, 50 pessoas chamam por mesmo baile. Para se ter uma ideia nós temos por fim de semana em tornos de 400 chamadas", declara Alexandre de Moraes, secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo.

    Uma mãe vive ligando para a polícia. É que tem um pancadão na rua da casa dela e a filha costuma ir para lá. Em uma dessas noites ela acordou com o telefone tocando. Era do hospital.

    “Era duas e pouca da manhã, ela começou a ter convulsões. Ficou em coma alcóolico, como a mulher falou, né, drogada, só tendo convulsões, convulsões, convulsões. E ela não abria nem o olho. Só desmaiada. Quando ela abriu o olho, que ela me viu, ela só chorou. As lágrimas desciam do rosto dela porque a primeira pessoa que ela viu foi a mãe do lado dela. Ela, simplesmente, pegou na minha mão e falou: ‘Me perdoa’”, lembra mãe da menor.

    CONTINUE LENDO


  • Governo envia hoje Orçamento com previsão de déficit

    Ministro Nelson Barbosa fará entrega do documento a Renan Calheiros. Projeto traz estimativas do governo para receitas e gastos no próximo ano.

    O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, entregará nesta segunda-feira (31) ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o projeto do Orçamento de 2016. É o último dia do prazo que o Executivo tem para enviar ao Legislativo o projeto da lei orçamentária do ano seguinte.

    O documento – chamado Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) – vai conter estimativas para a arrecadação do governo no ano que vem e fixar os gastos que o governo quer fazer com esses recursos. Para entrar em vigor, o Orçamento precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

    Depois de entregar o projeto a Renan Calheiros, o ministro Nelson Barbosa deve conceder uma entrevista para explicar detalhes do texto, que também contém dados como a previsão do salário mínimo e as perspectivas para o crescimento da economia e para a inflação.

    De acordo com o Blog do Camarotti, a peça orçamentária deve conter a previsão de déficit nas contas para o próximo ano. Neste domingo (30), segundo o Blog, Nelson Barbosa comunicou a decisão a Renan pessoalmente.



  • Mega-Sena pode pagar R$ 31 milhões neste sábado

    Mega-Sena pode pagar R$ 31 milhões neste sábado (Foto: Raul Zito/G1)

    O sorteio do concurso 1.737 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (29), poderá pagar o prêmio de R$ 31 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), na cidade de Alto Rio Novo (ES). De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá cerca de R$ 227 mil por mês em rendimentos, o equivalente a mais de R$ 7,5 mil por dia. Caso prefira, poderá adquirir 38 imóveis de R$ 800 mil cada, ou uma frota de 206 carros de luxo. Para apostar As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



  • Carreta de empresa brumadense tomba e motorista morre preso às ferragens

    Carreta tombou na pista após motorista perder o controle (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

    Uma carreta da empresa brumadense, Contrasil, tombou no final da tarde de domingo (23), na BR-101, no município de Conceição da Barra, região Norte do Espirito Santo.
    A carreta estava carreta de celulose e segundo informações havia saído de Eunápolis / BA, com destino a Aracruz, região Norte do Espirito Santo e, na altura do Km 28, o motorista Erivaldo Novaes da Silva, 36 anos, que segundo informações obtidas pela reportagem do Destaquebahia é brumadense e reside em Vitória da Conquista, perdeu o controle do veículo e invadiu a contramão, ao tentar retornar para a pista de origem acabou tombando; com o impacto do acidente, o motorista foi lançado para fora  e ficou preso debaixo da cabine da carreta. Ele morreu na hora. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista possivelmente estava sem o cinto de segurança.



  • Governo anuncia corte de 10 dos 39 ministérios e estuda reduzir secretarias

    Foto: Reprodução GloboNews

    O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou nesta segunda-feira (24) que o governo vai reduzir o número de ministérios do govero, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje (24) a ministros durante a reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff.

    Os ministérios que serão extintos serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso objetivo é chegar a uma meta de dez [ministérios]. Existem várias propostas possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa.

    A reforma também inclui cortes em estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias – com a redução de secretarias, por exemplo; a diminuição dos cargos comissionados no governo, os chamados DAS; o aperfeiçoamento de contratos da União com prestadoras de serviços, entre eles de limpeza e transporte; e a venda de imóveis da União e a regularização de terrenos.

    "Essa reforma administrativa, em linhas gerais, seguirá cinco diretrizes: a primeira é uma redução no número de ministérios. Uma redução de dez ministérios, como referência. Estamos trabalhando com a meta de reduzir o número de ministérios em dez", informou Barbosa.

    Governo pretende enxugar também o número de cargos comissionados no Executivo, que, atualmente, é em torno de 22 mil pessoas.

    O ministro não apresentou a estimativa da economia do governo com as medidas, mas disse que a reforma é necessária para a nova realidade orçamentária do país e vai melhorar a produtividade do governo. “Com o melhor funcionamento da máquina, você vai aumentar a produtividade do governo. É vital e crucial aumentar a produtividade dentro do governo”, disse.

    Nelson Barbosa lembra que as medidas da reforma administrativa dependem de projetos de lei, decretos ou portarias para entrarem em vigor. 

     

     



  • Cursos de medicina sem estrutura crescem e chegam a custar R$ 7 mil

    Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que nenhuma faculdade de medicina do país tirou a nota máxima na última avaliação do Inep.

    Que médicos estão sendo formados pelas faculdades de medicina? Um levantamento inédito do Conselho Federal de Medicina mostrou que elas viraram um balcão de negócios. A qualidade do ensino fica em segundo plano. O Fantástico percorreu o país e encontrou escolas sem nenhuma estrutura para formar um médico. E até estudantes atendendo pacientes sozinhos, sem a supervisão de professores.

    Não é Natal, nem réveillon. Mas a rodoviária da pequena Mineiros, no interior de Goiás, está lotada. É fim de julho e quem chega com as malas são todos jovens, com uma mesma expectativa. O objetivo é um só: fazer vestibular para medicina.

    Mais de três mil alunos vieram de longe pro vestibular da faculdade particular Fama.

    Há dois anos, Marcela tenta entrar em medicina. Já encarou mais de vinte vestibulares.
    E quando soube de um curso novo em Goiás, ficou animada e viajou 1.200 quilômetros. O vestibular é só o primeiro passo de uma longa carreira. Mas o que esses estudantes podem encontrar pela frente está longe de ser um sonho.

    Um estudo inédito do Conselho Federal de Medicina fez uma radiografia do ensino médico no Brasil. E expôs uma realidade preocupante: o número de faculdades disparou nos últimos anos. São instituições em sua maioria particulares, com mensalidades muito altas, que chegam a R$ 11 mil. Só que preço nem sempre quer dizer qualidade.

    “Lamentavelmente hoje virou um balcão de negócios a abertura de cursos médicos. Isso é triste. A medicina brasileira está em decadência”, afirma José Hiram Gallo, conselheiro do Conselho Federal de Medicina.

    Na nova faculdade de Mineiros, as salas de aula e os laboratórios já estão prontos. Os bonecos de plástico estão no lugar. Mas falta o espaço para a formação prática. Os últimos dois anos do curso de medicina são dedicados ao estágio, chamado de internato.

    “Fundamentalmente a medicina precisa de campo de prática, os alunos precisam ser levados para as enfermarias”, Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de Medicina.

    Internato é diferente de residência, que vem depois da formatura, como especialização.

    O MEC exige que, para cada vaga do curso de medicina, deve haver um mínimo de cinco leitos do SUS, ou conveniados, para o internato.

    A Fama abriu 200 vagas. Portanto seriam necessários mil leitos. Mas no lugar do futuro hospital universitário, por enquanto, só tem mato. No lugar onde serão os consultórios, também. E onde será construído um campus exclusivo pra faculdade de medicina, só se vê terra.

    A rede pública da região também não comportaria os alunos. Só tem 379 leitos. Faltariam mais de 600 leitos para cumprir a exigência do MEC.

    O diretor da faculdade garante que fez convênios para ter todos os mil leitos. Para atingir a cota, a faculdade promete vagas de estágio em Goiânia, a mais de 400 quilômetros de distância.

    Alessandro Rezende, diretor da Faculdade Mineirense - Fama: A gente tem 1050 leitos conveniados em Goiás.
    Fantástico: E são quais hospitais?
    Alessandro Rezende: São três em Mineiros, 14 hospitais no interior de Goiás e são mais três grandes hospitais aqui de Goiânia.

    “Não precisa ser uma pessoa que viva na área da saúde para saber que essa distância é absolutamente incompatível com esse processo de ensino de aprendizado”, observa Carlos Vital.

    Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás diz que o convênio não existe. “Não foi feito nenhum contato conosco, até o momento, dessa faculdade para a busca de nenhuma possibilidade de nenhuma oferta de campo de estágio”, afirma Nelson Bezerra, da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás.

    Por causa da falta de leitos para o estágio, o MEC não autorizou a abertura do curso. Mas a faculdade conseguiu uma liminar na Justiça para funcionar. Os alunos que passaram no vestibular começam as aulas nesta segunda (24), pagando R$ 7 mil por mês.

    Fantástico: O aluno que vai estudar lá pode sair mal formado?
    Maria do Socorro de Souza, presidente do Conselho Nacional de Saúde: Pode. Pode sair mal formado sim. E é lamentável porque é um custo caro pra família, é um custo caro para a sociedade porque muitos deles podem dispor do crédito educativo.

    Só nos últimos cinco anos, foram abertas 81 escolas médicas. Quase a metade do total de faculdades de medicina criadas em mais de 200 anos. O governo federal diz que a abertura de novas faculdades é necessária porque faltam médicos no Brasil.

    “Nós estamos ainda muito abaixo do que se espera para que nós possamos atender a nossa população com o número de médicos que queremos”, diz Luiz Cláudio Costa, secretário executivo do Ministério da Educação.

    Atualmente, o Brasil tem 1,8 médico por mil habitantes. A média das Américas, incluindo Estados Unidos, é de 2,2. E a da Europa é 3,3.

    “O Brasil está muito abaixo ainda do desejável no mundo, até dos nossos países vizinhos”, afirma Luiz Cláudio Costa.

    Um especialista em educação médica estudou o surgimento recente de escolas de medicina. E afirma que o número de faculdades existentes hoje já seria suficiente para ultrapassar até os padrões europeus.

    “Não há mais necessidade de nenhum curso de medicina novo no Brasil. O Brasil tem falta de médicos, com certeza, mas já houve uma expansão tão grande no número de cursos de medicina que essa falta de médicos vai ser resolvida com os cursos de medicina que já existem. O que o Brasil precisa é de médicos com formação de qualidade”, informa professor titular de Faculdade de Medicina da USP Milton de Arruda Martins.

    E qual será a qualidade dos médicos que o Brasil está formando? Uma das respostas pode estar nos estágios que as faculdades oferecem.

    Em Porto Velho, existem três faculdades de medicina. Nenhuma tem um local próprio para estágio.

    O estudante João Otavio Salles Braga está quase se formando pela Universidade Federal de Rondônia. Ele faz estágio no Hospital Estadual João Paulo II, que está abarrotado de estudantes. “Tem um excesso de alunos, às vezes sete, oito ali para dez leitos”, conta.

    Segundo João, os pacientes às vezes se sentem incomodados com tantos alunos: “Imagina, sete, oito pessoas apalparem aquele mesmo lugar. Eu tive paciente que falou: ‘Não, não, não aperta mais não. Já tá doendo, eu sei que tá doendo’. É um ambiente relativamente pequeno para acomodar todos os pacientes ali, mas os médicos, se você bota mais acadêmicos ali dentro, fica mais sobrecarregado", afirma.

    Um funcionário diz que os alunos ficam a maior parte do tempo sem supervisão.

    Funcionário: Foi um corte que ele teve na face, então foi feita a sutura de forma inadequada.
    Fantástico: Mas o estudante fez a sutura sozinho?
    Funcionário: Sozinho.

    Um professor alerta.

    Professor: As pessoas que estão se formando ali vão atender seres humanos daqui a pouco e isso é muito desagradável, pois vão dar um mau atendimento.
    Fantástico: Qual pode ser a consequência disso?
    Professor: A morte do doente.

    O Fantástico visitou o Hospital Infantil Cosme e Damião, também em Porto Velho. Durante duas horas, nossa equipe flagrou vários estudantes, como uma jovem examinando uma criança na emergência, sem nenhum professor acompanhando. Outra aluna atendia uma criança que passava mal.

    Mostramos as imagens para o representante de Rondônia no Conselho Federal de Medicina.

    “Apalpou, auscultou, fez tudo que não era da competência dela. E sim do médico. Ela poderia até fazê-lo, mas do lado do médico professor”, avalia José Hiram Gallo.

    E o segundo caso? “Essa criança precisava de um atendimento médico que estivesse um médico próximo, essa criança poderá ter até a morte por falta de um atendimento”, alerta José Hiram Gallo.

    “Se esse tipo de denúncia chega pra gente, a primeira coisa que se faria, se houvesse, era demitir o professor preceptor”, afirma Nina Lee Magalhães, coordenadora acadêmica da Faculdades Integradas Aparício Carvalho.

    “Eu vou apurar e será... Esse supervisor será desligado do serviço”, garante Maria Eliza de Aguiar, diretora da Faculdade São Lucas.

    O coordenador de estágio da Universidade Federal de Rondônia diz que a presença do professor é indispensável.

    “Se ele realizar alguma conduta isso é absolutamente ilegal porque ele não é médico, ele é um aprendiz e está ali pra aprender uma profissão”, diz José Ferrari.

    Condições precárias de estágio são apenas uma das deficiências de escolas médicas brasileiras. Dados inéditos do Conselho Federal de Medicina mostram que nenhuma faculdade de medicina do país tirou a nota máxima na última avaliação do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Numa escala de um a cinco, mais da metade teve nota menor ou igual a três.

    Além das notas baixas, o estudo chama atenção para a abertura de escolas em cidades pequenas, que não têm estrutura para estágio. Nos últimos dois anos, foram 20 casos assim.

    “A interiorização dos cursos de medicina com condições de fixação é que nos vão garantir que esses médicos não vão ser atraídos somente para trabalhar nas capitais”, afirma Luiz Cláudio Costa.

    O professor da Faculdade de Medicina da USP Mário Scheffer analisou médicos formados no interior, nos últimos 30 anos. E concluiu: apenas um em cada cinco permanece na cidade onde se formou.

    “A interiorização dos cursos de medicina é totalmente insuficiente para fixar médicos no lugar. Os médicos formados nesses pequenos municípios migram para os grandes centros em busca de empregos e condições de trabalho e remuneração mais atraentes”, diz Mário Scheffer.

    O estado de São Paulo concentra o maior número de escolas médicas do país: 44. O Conselho Regional de Medicina do estado é o único que aplica uma prova para recém-formados. Nos últimos três anos, o desempenho das particulares foi bem pior que o das públicas.

    No ano passado, 67% dos alunos da rede pública foram aprovados na avaliação. Na rede privada, apenas 35% passaram.

    Da universidade Camilo Castelo Branco, em Fernandópolis, onde a mensalidade custa cerca de R$ 6 mil, só 23% dos alunos passaram na prova. O curso está entre os três piores do estado.

    “O risco de um médico mal formado são 43 anos, é a média que um médico depois de formado exerce a profissão, fazendo uma medicina de má qualidade”, diz Bráulio Luna Filho, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

    O número de denúncias de erros médicos no Conselho Regional de Medicina de São Paulo cresceu de 5 para 18 por dia, nos últimos 20 anos. O presidente do conselho atribui o aumento à má formação dos profissionais.

    “Antigamente eram denunciados médicos com mais de 15, 20 anos de formado. Agora, não. São médicos com três, quatro, cinco anos de formado. Foi o que nos levou a fazer o exame do conselho”, diz Bráulio Luna Filho.

    Pelas leis atuais, aprovados ou reprovados, todos os formados podem exercer a medicina. Mas o Cremesp propõe que só possam trabalhar como médicos os que forem aprovados no exame do conselho.

    Em Cuiabá, num dia de festa tão simbólico, essa ideia divide opiniões.

    “O bom aluno que estudou, que dedicou, ele não vai ter medo dessa prova, dessa avaliação, visando o bem comum, que é a melhora da medicina e consequentemente da qualidade de vida das pessoas”, opina Pedro Vitor Magalhães, formando em medicina.

    “Depois da nossa faculdade, muitos fazem a residência, e pra você passar na residência é necessário passar por um novo processo seletivo, uma nova prova. Então acho que seria desnecessário”, comenta a formanda Camila Leite Teixeira.

    Para esses recém-formados, existem duas certezas: o caminho até aqui não foi fácil. E o futuro é cheio de sonhos.

    E a Marcela, aquela estudante do começo da reportagem, ainda não passou no vestibular de Mineiros, em Goiás. Já houve seis listas, e ela ainda não foi chamada. (Fonte: G1.globo.com)

    CONTINUE LENDO


  • Mega-Sena pode pagar R$ 19 milhões neste sábado

    Sorteio da Mega-Sena pode pagar R$ 19 milhões (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

    O sorteio do concurso 1.735 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (22), poderá pagar o prêmio de R$ 19 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), na cidade de Colatina (ES). De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), se um apostador levar o prêmio sozinho e aplicá-lo integralmente na poupança, receberá mais de R$ 140,8 mil por mês em rendimentos, o equivalente a mais de R$ 4,6 mil por dia. Caso prefira, poderá adquirir 31 imóveis de R$ 600 mil cada, ou uma frota de 126 carros de luxo. Para apostar As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



  • Após separação de Chimbinha, Joelma planeja carreira solo:

    Após separação de Chimbinha, Joelma planeja carreira solo: "convivência insuportável" (Foto: Divulgação)

    Casamento teria terminado após traição. Banda Calypso pode terminar por conta do relacionamento difícil entre eles.

    Após o 
    fim do casamento, a parceria entre a cantora Joelma e o guitarrista Chimbinha também pode terminar. Sócios na banda Calypso, a vocalista estaria planejando seguir carreira solo, revelou o jornal Extra. O motivo seria o relacionamento com o ex, que se tornou muito difícil. 
     

    "A convivência entre eles está insuportável e não viviam como casal há muito tempo. Será muito difícil que sigam trabalhando juntos", revelou à publicação uma fonte próxima da dupla, que preferiu não se identificar. O ponto final no casamento teria sido dado por Joelma.

    cantora descobriu que o guitarrista estava num relacionamento com outra mulher, de quem, inclusive, ele já pagava todas as contas. O atual empresário da Calypso, Cláudio Mello, garante que a banda não irá se separar. 

    "Conversei com os dois, juntos e individualmente. Nada muda na agenda de shows ou apresentações em TV. Eles têm convite para shows no Peru e começam a pensar na carreira latino-americana", disse Mello. 

    Além de serem sócios na banda, Joelma e Chimbinha têm juntos uma empresa de aluguel de palco, som e luz para shows e outra de vestuário. “Digo que está tudo bem. A banda é dos dois. Nem o camarim muda. Agora só serão dois quartos de hotel em vez de um”, explicou o empresário. 

    O ex-casal já tinha vendido a casa onde moravam em São Paulo, e eles também desistiram de quitar um apartamento em Pernambuco, comprado na planta. A loira está morando em Recife, onde fica o escritório da banda, e Chimbinha, em Belém. Juntos, eles têm uma filha, Yasmim, de 11 anos.  ([email protected])

     



Estamos nas redes sociais