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  • O presidente Jair Bolsonaro tratou com desprezo neste domingo (11/08) a decisão do governo alemão de suspender o financiamento de projetos para a proteção da Amazônia por causa do aumento do desmatamento da floresta.

    No sábado, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, disse em entrevista ao jornal Tagesspiegel que o país europeu vai congelar investimentos de 35 milhões de euros (cerca de 155 milhões de reais) que seriam destinados a diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil.

    Questionado por jornalistas sobre a suspensão dos repasses, Bolsonaro disse que "O Brasil não precisa disso".

    "Ela [Alemanha] não vai mais comprar a Amazônia, vai deixar de comprar a prestações a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso", disse o presidente.

    Ao ser questionado se o congelamento dos valores não teria impacto na imagem do Brasil no exterior, Bolsonaro respondeu: "A imagem do Brasil? Você acha que grandes países estão interessados na imagem do Brasil ou em se apoderar do Brasil?"

    Desde a posse de Bolsonaro, em janeiro, o governo alemão e outros países europeus, como França e Noruega, têm demonstrado preocupação com a forma como Brasília passou a tratar a proteção ambiental e a explosão nos níveis de desmatamento no Brasil.

    Na semana passada, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirmaram o aumento significativo no desmatamento da Floresta Amazônica. Em julho deste ano, a devastação do bioma cresceu 278% em relação ao mesmo mês de 2018.

    Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), em julho, 2.254,9 quilômetros quadrados de floresta foram devastados.

    Um grande aumento do desmatamento já havia sido apontado em junho, quando a devastação da floresta cresceu 88% em relação ao mesmo mês de 2018. A divulgação desses dados causou uma crise entre o Inpe e o governo Bolsonaro, que culminou com a demissão do presidente do instituto.

    Na entrevista em que anunciou o congelamento dos repasses, a ministra alemã Svenja Schulze levantou dúvidas em relação ao comprometimento do governo Bolsonaro em reduzir o desmatamento.

    "A política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento", declarou a ministra ao jornal alemão, apontando que somente quando houver clareza, a cooperação de projetos poderá continuar.

    Para conter o desmatamento florestal, a Alemanha também apoia o Fundo Amazônia, no qual o Ministério alemão da Cooperação Econômica já injetou 55 milhões de euros (por volta de 245 milhões 

    de reais)

    Com um volume de quase 800 milhões de euros (por volta de 3,5 bilhões de reais), a maior parcela do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega e, uma pequena parte dele, pela Alemanha.

    Recentemente, tanto o governo alemão quanto a Noruega reclamaram dos planos do ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, de promover mudanças na gestão do fundo.

    Em maio, embaixadores dos dois países, que são os maiores doadores do fundo, admitiram a possibilidade de que o programa venha a ser extinto caso o impasse persista.

    Tanto a Alemanha quanto a Noruega mostraram contrariedade com a extinção pelo governo Bolsonaro de dois comitês responsáveis pela gestão do fundo.

    Antes disso, os governos alemão e norueguês já haviam rejeitado publicamente a proposta de Brasília de usar parte dos recursos do fundo para indenizar proprietários que vivem em áreas incluídas em unidades de conservação da Amazônia, o que hoje não é permitido. Os europeus também rejeitaram as insinuações do governo brasileiro de que há indícios de irregularidades em contratos do fundo.

    Durante a reunião de cúpula do G20, no Japão, em junho, Bolsonaro e integrantes do seu governo também já haviam antagonizado com a Alemanha e outros países europeus que mostraram preocupação com a política ambiental brasileira. Na ocasião, Bolsonaro disse que "os alemães têm a aprender" com os brasileiros e disse que não aceitaria ser "advertido por outros países".

    Já o general Augusto Heleno, titular do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), reagiu de maneira mais exaltada às manifestações do governo alemão e francês.  "Estes países que criticam? Vão procurar a sua turma", disse o ministro. Ele ainda acusou os europeus de derrubarem suas próprias florestas e insinuou que países da Europa cobiçam as riquezas naturais brasileiras.(DW)

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  • PF realiza nova operação contra facção criminosa em 4 estados

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (9) uma operação para desarticular o braço financeiro, responsável por organizar esquemas de lavagem de dinheiro, de uma facção criminosa com atuação dentro e fora dos presídios.

    Segundo a PF, o esquema envolvia integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Somente entre os alvos de mandados desta sexta, a movimentação financeira foi de mais de R$ 7 milhões nos últimos 9 meses.

    Até por volta de 7h30, 34 pessoas haviam sido presas e um fuzil, apreendido. Os presos são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

    PF realiza nova operação contra facção criminosa em 4 estados

    As prisões e ações de busca e apreensão desta sexta são uma continuação da operação que prendeu 28 pessoas em sete estados na última terça. Desta vez, as ações foram tomadas em 18 cidades dos estados Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (veja lista abaixo).

    Ao todo, foram expedidos 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de bloqueio de contas bancárias.

    Segundo as investigações, o dinheiro movimentado por este braço financeiro da facção criminosa é originário do tráfico de drogas. Ele era transferido entre contas bancárias de forma fracionada para não acionar dispositivos de vigilância do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    Operação Caixa Forte

     

    Coordenada pela Polícia Federal em Minas Gerais, a Operação Caixa Forte tem a maior parte dos alvos no Paraná.

    Os mandados estão sendo cumpridos em Uberaba (MG), Conceição das Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Itaquaquecetuba (SP), Embu das Artes (SP) e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

    A operação é fruto de uma investigação iniciada em novembro do ano passado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

    Investigações a partir de troca de mensagens

     

    Ainda segundo informações da PF, pessoas aparentemente sem vínculo com o PCC, mas com relações próximas a membros da facção, abriam e movimentavam essas contas bancárias em nome próprio, viabilizando o processo de lavagem de dinheiro.

    As apurações começaram a partir da apreensão do telefone celular de um dos membros da organização criminosa, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, que continha uma série de trocas de mensagens com outros criminosos.

    Com o aparelho, os investigadores destrincharam a organização financeira da facção, identificando, assim, um dos principais articuladores do esquema e responsável pelo controle das questões financeiras da organização, que está preso em uma penitenciária no Paraná.

    Segundo informações da PF, mesmo preso, o criminoso ocupava posto de destaque dentro da facção criminosa, fazendo o controle das movimentações financeiras, recebendo, organizando e separando as informações por regiões do país, estados, quantidades, datas, fornecedores, devedores, recebimentos, lucro e fazendo o fechamento semanal e mensal dos depósitos bancários.

    Ele também enviava, por meio de mensagens de celular, os números das contas bancárias que deveriam ser utilizadas para a movimentação do dinheiro do tráfico.

    Estima-se que, ao todo, essa organização criminosa reúna mais de 23 mil criminosos em todo o país.

    Operação Cravada

     

    Na última terça-feira (6), a Polícia Federal prendeu 28 pessoas em 23 cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima e Pernambuco. Nesta operação, 418 contas bancárias foram bloqueadas. De acordo com a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pela facção criminosa.

    De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.(G1)

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  • Motoristas de aplicativos podem se cadastrar como microempreendedores

    Os motoristas de aplicativos como Uber e Cabify poderão se registrar como microempreendedores individuais (MEI) e, assim, contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dessa forma, os motoristas passariam a ser classificados como trabalhadores formais.

    A Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado ao Ministério da Economia, foi publicada hoje (8) no Diário Oficial da União. A publicação de hoje altera a Resolução do comitê publicada em maio de 2018, que inclui a ocupação Motorista de Aplicativo Independente. A Resolução já está em vigor.

    Como trabalhadores formais, o tempo de serviço é considerado para fins de aposentadoria, bem como acesso a benefícios. Há que se respeitar, porém, os tempos mínimos de contribuição para conseguir cada benefício. A aposentadoria por invalidez, por exemplo, requer o mínimo de 12 meses de contribuição; para o salário-maternidade são dez meses e para auxílio-doença 12 meses de contribuição.

    Para se cadastrar como MEI, é preciso ter faturamento de até R$ 81 mil por ano, não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa e ter no máximo um empregado. Como MEI, o microempreendedor tem um CNPJ e pode abrir conta bancária, fazer empréstimos e emitir notas fiscais.

    Edição: Denise Griesinger

     Tags: MEIMOTORISTAS DE APLICATIVO

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  • Governo quer dobrar transporte de carga por ferrovias

    Foto: Reprodução

    Nesta quinta-feira (8), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse, em São Paulo, que o governo pretende praticamente dobrar o percentual de cargas transportadas por trens nos próximos oito anos. “Com o que nós planejamos, a gente tira a participação do modo de transporte ferroviário de 15% para 29% em oito anos”, afirmou durante palestra.

    Ele disse que estão sendo buscadas soluções criativas para contornar a falta de recursos e tirar os projetos do papel. “Nós vamos fazer ativos sem depender de orçamento”, destacou.

    Como exemplo, Freitas disse que parte da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, que deverá escoar a produção de grãos da região, deverá ser construída pela mineradora Vale como contrapartida pela renovação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas. “Aquela outorga que você ia pagar para o Tesouro, você vai construir uma ferrovia, vai me entregar o ativo pronto”, enfatizou Freitas sobre o acordo.



  • Polícia cumpre mandados contra esquema de desmanche de veículos

    Policiais civis cumprem hoje (6) 80 mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma quadrilha especializada no roubo de veículos e no desmonte desses automóveis no Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Estadual de Polícia Civil, o grupo criminoso usava as peças para montar veículos comprados em leilão.

    A chamada Operação Lego também cumpre 40 mandados de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos na comunidade de Vila Kennedy, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

    A ação é coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Polícia Civil. (Agência Brasil)



  • Bolsonaro nomeia Rasmussen como embaixador do turismo

    O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na sexta-feira (2) pelo Twitter que o biólogo e apresentador Richard Rasmussen será embaixador do turismo no Brasil. “Richard Rasmussen, com muita honra, é o Embaixador do Turismo no Brasil”, tuitou o presidente.

    Juntamente com o texto, foi publicado um vídeo de apresentação no qual o apresentador fala que o plano da Embratur é mostrar para o turista estrangeiro outros pontos de atração além do "eixo vicioso de turismo brasileiro. Mostrar que tem um Brasil continental com a maiores florestas tropicais do mundo, existe a maior planície alagável do planeta que é o Pantanal, existe uma costa com ilhas oceânicas incríveis”, diz.

    Jair M. Bolsonaro?@jairbolsonaro

    - Richard Rasmussen, com muita honra, é o Embaixador do Turismo no Brasil. ????????

    Rasmussen complementa dizendo que levar mais turistas para esses locais contribui para a preservação do meio ambiente e para gerar renda nessas regiões.

    A Embratur é uma autarquia do Ministério do Turismo.

    Rasmussen é formado em biologia e economia. Atuou como apresentador na RecordTV e em outras emissoras e tem um canal no Youtube.(R7)



  • Gás de cozinha fica mais barato a partir de segunda-feira (05)

    A Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha (GLP) vendido nas refinarias às distribuidoras para botijões de 13 quilos de R$ 26,20 para R$ 24,06. O novo preço entra em vigor na próxima segunda-feira (5) nas unidades da empresa. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a queda do GLP residencial oscilará entre 6,5% e 12% nas refinarias.

    De acordo com a Petrobras, para ser comercializado em botijões de 13 quilos, o gás de cozinha tem o preço de venda formado pela média das cotações dos gases butano e propano no mercado europeu, mais uma margem de 5%. Os reajustes passaram a ser trimestrais em janeiro do ano passado.

    Segundo a companhia, o preço do GLP vendido para as indústrias e o comércio caiu 13%. O Sindigás informou que a redução do GLP empresarial ficou entre 11% e 17%, dependendo do polo de suprimento. A redução do GLP empresarial também entra em vigor na segunda-feira.

    As empresas associadas ao Sindigás foram infornadas pela Petrobras na tarde de hoje (2) da queda no preço do GLP residencial (embalagens de até 13 quilos) e empresarial (destinado a embalagens acima de 13 quilos). A redução passa a valer a partir de segunda-feira, dia 5 de agosto, nas unidades da petroleira. De acordo com as informações recebidas da Petrobras, a queda do GLP residencial oscilará entre 6,5% e 12%, e a queda do GLP empresarial entre 11% e 17%, dependendo do polo de suprimento.

    Em nota, o sindicato informou que o ágio praticado pela Petrobras está em cerca de 31% em relação ao preço do mercado internacional. “Esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o gás liquefeito de petróleo entre seus principais insumos, impactando de forma crucial, empresas que operam com uso intensivo de GLP”, diz o Sindigás.



  • Após âncora do 'Jornal Hoje', Renata e Bocardi também são citados em contratos com banco

    Os jornalistas e apresentadores da Globo Renata Vasconcellos, do "Jornal Nacional", e Rodrigo Bocardi, do "Bom Dia São Paulo", também estariam envolvidos na produção de conteúdos internos para o banco Bradesco.

    Os nomes dos jornalistas aparecem em contratos com a instituição financeira para prestação de serviços institucionais do banco nos últimos anos. A informação foi revelada pela revista Veja na tarde desta quinta-feira (1º) com a divulgação de notas fiscais que comprovam as parcerias.

    De acordo com a reportagem, Bocardi teria recebido o valor de R$ 332 mil do banco em 11 de setembro de 2017. Quatro notas fiscais obtidas pela Veja estão em nome da empresa BOC Produções e Palestras, que seria do jornalista. Nelas, é descrito serviços para a UniBrad (Universidade Corporativa do Bradesco) e conteúdo direcionado para os clientes do banco.

    Já Renata Vasconcellos aparece em imagens de uma reprodução de vídeo ao lado de um totem do banco. Nele, está escrito "120 razões para ser cliente". A reportagem, no entanto, não divulgou valores sobre essa participação da jornalista.

    O Bradesco afirma que "por uma questão de ética e respeito profissional, não comentará contratos firmados com seus fornecedores". 

    Procurada, a Globo diz que Rodrigo Boccardi "não tem e nem nunca teve uma empresa como a do jornalista Dony de Nuccio: não produz vídeos de nenhuma espécie, não faz projetos de comunicação, não faz vídeos publicitários, não capta clientes e não faz assessoria de imprensa".

    Sobre Renata, a emissora afirma que a apresentadora não lembra precisamente de quando foi a participação no vídeo interno ao qual às fotos se referem, "mas estima que deve ter ocorrido há oito ou dez anos". Diz também que Renata "apenas foi contratada como apresentadora para um trabalho voltado a funcionários".

    A Globo continua: "Ciente agora de que persistem em alguns dúvidas sobre como agir diante de convites, a emissora informou que em breve um comunicado reiterará o que é proibido e o que não é, em detalhes, levando em conta a era digital em que vivemos".

    ENTENDA O CASO DE DE NUCCIO
    O apresentador do Jornal Hoje, Dony de Nuccio, 35, pediu demissão do Grupo Globo nesta quinta-feira (1°) após reportagem do site Notícias da TV revelar que o jornalista havia recebido mais de R$ 7 milhões, em dois anos, para produzir conteúdo para o Banco Bradesco.

    "Nas últimas semanas me vi mergulhado em uma infindável onda de ataques, com a vida dentro e fora da Globo vasculhada e revirada, sigilos fiscais violados, endereços expostos, trabalhos de exclusiva veiculação interna publicados, e até emails privados hackeados", disse Nuccio, em carta enviada ao diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel.

    De acordo com o site, Nuccio participava de eventos institucionais por meio de vídeos, road shows telepresenciais, cartilhas e palestras para a instituição financeira. O site mostrou ainda troca de e-mails entre o jornalista e o Bradesco no qual o âncora negociava valores com a instituição financeira, como um novo contrato que geraria uma receita de mais de R$ 60 milhões, em três anos, para o âncora 

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  • BC reduz juros à nova mínima histórica de 6% e indica chance de mais corte

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central reduziu nesta quarta-feira a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, à nova mínima histórica de 6% ao ano, e indicou que o processo de afrouxamento poderá seguir adiante diante da fraqueza econômica, inflação bem comportada, melhora no ambiente externo e avanço da reforma da Previdência.

    Este foi o primeiro corte na Selic desde março de 2018, quando a taxa passou de 6,75% para 6,5%.

    “O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, disse o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    “O Copom enfatiza que a comunicação dessa avaliação não restringe sua próxima decisão e reitera que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, ponderou.

    Embora um corte na Selic fosse amplamente esperado nesta quarta-feira, a magnitude da redução dividiu agentes do mercado.

    Em pesquisa Reuters com 27 economistas, 14 previam uma queda de 0,25 ponto na Selic, enquanto dez apostavam em um corte mais agressivo, de 0,5 ponto, e três viam manutenção dos juros básicos. [nL2N24R0JD]

    “Basicamente o Copom deixou a porta aberta para cortar na próxima reunião”, avaliou o economista-chefe do banco Haitong Brazil, Flávio Serrano.

    “A decisão surpreendeu menos pelo corte de 50 pontos-base e mais porque, no caso de uma redução de 50 pontos-base, o BC poderia adotar um discurso mais comedido, e não foi o que aconteceu. O cenário pode permitir corte de mais de 100 pontos-base no total”, completou ele.

    A decisão do BC tem como pano de fundo a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara dos Deputados, no início de julho. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, chegou a dizer que o avanço “obviamente” melhorava o cenário para a inflação e representava um primeiro passo importante.

    Em seu comunicado, o BC reconheceu que o processo de ajustes na economia tem caminhado, mas ressaltou que sua continuidade é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para recuperação sustentável da economia.

    Apesar de o balanço de riscos para a inflação -que avalia os fatores que podem levar a inflação a ficar abaixo ou acima da meta neste ano e no próximo- ter evoluído de maneira positiva, o risco desfavorável para a inflação ligado à eventual frustração sobre as reformas “ainda é preponderante”, disse o BC.

    Já em relação ao cenário externo, o BC passou a ver um quadro “mais benigno”, ante “menos adverso” anteriormente. Bancos centrais em todo mundo têm mostrado uma posição mais ‘dovish’ (inclinada ao afrouxamento monetário) em meio a preocupações com a economia global.

    Nesta quarta-feira, inclusive, o Federal Reserve (banco-central dos Estados Unidos), cortou a taxa de juros pela primeira vez desde 2008, sinalizando disposição para reduzir os custos de empréstimo ainda mais caso seja necessário.

    No entanto, declarações posteriores do chairman do Fed, Jerome Powell, indicando que a diminuição não foi o começo de um longo ciclo de redução de taxa, abalaram os mercados e diminuíram expectativas sobre o tamanho da distensão monetária na maior economia do mundo.

    Para o economista sênior do Banco MUFG Brasil, Carlos Pedroso, os ruídos gerados com a decisão do Fed não mudam o quadro para a política monetária no Brasil.

    “Continuamos com atividade fraca e inflação abaixo da meta. E, até setembro, a reforma da Previdência já estará aprovada na Câmara. Ou seja, o balanço de riscos do Copom estará melhor”, assinalou ele, prevendo uma Selic de 5,5% no fim do ano.

    No Brasil, indicadores da atividade econômica seguiram mostrando pífio desempenho, mas o BC avaliou que eles agora “sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia”. Isso, para o BC, ocorrerá “em ritmo gradual”.

    Em relação à inflação no país, o BC frisou que houve melhorias ao assinalar no comunicado que diversas medidas de inflação subjacente (núcleos de inflação) encontram-se em níveis “confortáveis”, e não mais “apropriados”.

    Dados mais recentes de inflação têm corroborado a expectativa de que o IPCA vá encerrar o ano abaixo da meta oficial de 4,25%, com margem de de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 subiu apenas 3,27% nos 12 meses até julho.

    Em seu comunicado, o BC manteve a projeção de inflação para 2019 pelo cenário de mercado a 3,6%, e para 2020 em 3,9% —mesmos patamares das estimativas feitas em junho. Esse cenário considera a Selic encerrando 2019 em 5,50% e permanecendo neste nível até o final do ano que vem.

    Dadas as variáveis na mesa, a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, prevê que a Selic encerrará 2019 em 5%.

    “O corte de 50 pontos-base mostra um BC convicto na estratégia”, disse. “A comunicação do Fed foi conservadora, mas aqui a reforma da Previdência —principal fator do balanço de riscos do BC— foi aprovada em primeiro turno, e não deve haver desidratação relevante, o que mantém impacto fiscal robusto”, disse.

    Edição de Isabel Versiani

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  • Campanha de incentivo à amamentação começa amanhã em todo o país

    O Ministério da Saúde, que abre nesta quinta-feira (1º) a Semana de Incentivo à Amamentação. A iniciativa ocorre em 170 países.

    No Brasil, o Ministério da Saúde lançou hoje (31), na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a campanha de incentivo ao aleitamento materno até os 2 anos de idade e uma série de ações para estimular a prática. O goleiro da seleção brasileiro, Alison Becker e sua esposa, Natália Loewe, são os garotos propaganda da campanha. A peça publicitária será veiculada de 1º a 15 de agosto.

    Durante o evento, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, resumiu todas as ações da pasta para incentivar o aleitamento materno, que ele considera um dos pilares da saúde básica, junto com a vacinação. “Estamos investindo quase R$ 3,5 milhões nessa campanha nos diferentes meios de comunicação. Estamos aumentando o número de hospitais amigos da criança, estamos abrindo parceria com rede privada, para que eles façam salas de amamentação”, informou Mandetta. (Agência Brasil)



  • Recadastro para clientes de celular pré-pago começa nesta quarta

    Começa, nesta quarta-feira (31), o recadastramento dos clientes de serviços de telefonia celular pré-paga em 10 estados. A atualização é obrigatória para quem possui pendências cadastrais. Os clientes com algum tipo de pendência receberão uma mensagem (SMS), informando que precisam fazer um novo cadastro. Quem não fizer o recadastramento no prazo estipulado pela operadora terá a linha bloqueada enquanto o cadastro não for atualizado.

    O recadastramento será aplicado aos clientes dos estados do Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina. (Agência Brasil)



  • Dez criminosos participaram de roubo de ouro no Aeroporto de Guarulhos

    Foto: Reprodução

    Ao menos dez pessoas participaram do roubo de uma carga de ouro ontem (25), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, segundo o delegado responsável pelo caso, João Carlos Hueb.

    Os criminosos levaram 718,9 quilos de ouro que valem, segundo a polícia, mais de R$ 100 milhões.

    “É uma quadrilha bem organizada, que conhece meios de investigação. Não foi, com certeza, o primeiro roubo deles”, ressaltou hoje (26) o delegado ao detalhar a ação da quadrilha. De acordo com Hueb, os ladrões estiveram todo o tempo com o rosto coberto e tentaram apagar as digitais dos carros usados no crime. Até o momento foram ouvidas nove testemunhas. (Agência Brasil)



  • Novo bafômetro da PRF detecta embriaguez de motorista por respiração

    Novos aparelhos de detecção de alcoolemia, os chamados bafômetros, foram distribuídos hoje para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro. Os chamados “bafômetros passivos” detectam a presença de álcool sem a necessidade de soprar no aparelho.

    Segundo o porta-voz da PRF no estado, José Hélio Macedo, o órgão vai receber 18 aparelhos para agilizar a fiscalização nas estradas. O bafômetro age por aproximação com o condutor. As informações são da Agência Brasil

    “O aparelho facilita bastante o nosso trabalho por questão de agilidade porque o motorista não precisa descer do carro. Na aproximação da cabine do veículo você consegue fazer a detecção da presença de álcool. Ele tem uma sensibilidade bem grande e ganha nessa agilidade”.

    Macedo cita também a economia proporcionada pelo novo modelo, já que o bafômetro tradicional requer o uso de um bocal que custa em torno de R$ 2 a unidade. “Em uma fiscalização de alcoolemia você gastava diversos bocais e às vezes sem necessidade porque o condutor não estava embriagado. É uma melhoria até mesmo para quem está sendo fiscalizado, porque se não tiver nada de errado, ela vai embora mais rápido”.

    O policial destaca que o bafômetro passivo apenas indica o consumo de álcool, mas não mede a quantidade no organismo da pessoa, o que é necessário para a aplicação da multa. Por isso, em caso de positivo, será preciso fazer o teste à moda antiga.

    “O aparelho não dispensa o outro equipamento, porque se o motorista estiver alcoolizado, para fazer a multa ou a prisão a gente precisa ter o teor alcoólico, o índice. E só o outro equipamento faz essa medição, esse faz só essa triagem. É para facilitar e também a questão do custo”.

    Os novos aparelhos serão utilizados nas operações de fiscalização de rotina da PRF nas rodovias federais do estado e também poderão fazer parte de operações integradas do órgão federal com as blitzes da Lei Seca do governo do Rio de Janeiro.

    O novo bafômetro foi usado na fiscalização na manhã de hoje na praça do pedágio da ponte Rio-Niterói, onde a PRF fez a demonstração do aparelho para a imprensa. O marceneiro Rodrigo Souza da Conceição aprovou o novo equipamento.

    “Esse é bom, porque tem gente que se recusa a fazer [o teste], né? Assim o policial já vai abordar quem tem quase certeza que fez uso de bebida. Melhora o serviço da polícia. E pra gente também, né, que tem que trabalhar. Todo mundo ganha”.

    APREENSÕES DE ENTORPECENTES
    Também hoje, a PRF anunciou o aumento de 30% na apreensão de entorpecentes nas rodovias federais do Rio de Janeiro. Os dados se referem ao primeiro semestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado.

    O volume apreendido este ano passa de 12 toneladas, sendo maconha a maior parte. Segundo a PRF, a corporação apreendeu no estado no primeiro semestre deste ano 11,7 toneladas de maconha, 632 quilos de cocaína, 52,8 quilos de crack, 12 quilos de haxixe e 60 quilos de skunk.

    As cargas de drogas costumam ser escondidas em fundos falsos de veículos ou em meio a outros tipos de cargas em caminhões e dentro de ônibus. Para identificar os entorpecentes, a PRF intensificou o uso de cães farejadores na fiscalização.

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  • Petrobras se recusa a abastecer navios iranianos

    A Petrobras afirmou nesta sexta-feira (19/07) que não irá reabastecer dois navios iranianos que estão parados próximo ao porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã. As embarcações estão na região desde o início de junho e deveriam retornar ao país de origem com uma carga de milho.

    "A Petrobras não forneceu combustível à empresa exportadora, pois os navios iranianos por ela contratados e a empresa iraniana proprietária dessas embarcações encontram-se sancionados pelos Estados Unidos. Caso a Petrobras venha a abastecer esses navios, ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista, o que poderia ocasionar graves prejuízos à companhia", disse a empresa em nota.

    O governo americano impôs uma série de sanções ao Irã e a empresas iranianas depois de o presidente Donald Trump ter retirado os Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 pelos dois países com a participação ainda da Rússia, da China, do Reino Unido, da França e da Alemanha.

    Os navios Bavand e Termeh, que supostamente pertencem à empresa iraniana Sapid Shipping, chegaram ao porto no sul do país no início de junho trazendo ureia, que é usada para fazer fertilizantes. Eles deveriam retornar ao Irã com milho brasileiro. Juntos transportariam 116 mil toneladas do cereal. O país é o maior comprador de milho brasileiro e está entre os maiores importadores de soja e carne bovina do Brasil.

    Em nota, a Petrobras destacou que há outras fornecedoras de combustível no país e disse que "mantém seu compromisso em atender a demanda de seus clientes, desde que observadas as normas aplicáveis e suas políticas de conformidade".

    Segundo o G1, a empresa dona dos cargueiros chegou a conseguir uma liminar para o abastecimento dos navios, no entanto, a decisão foi derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A palavra final sobre a questão será tomada pelo colegiado da Corte.

    A companhia alega que a Petrobras é a única petroleira que pode fornecer esse tipo de combustível no Brasil devido ao monopólio deste segmento e destaca que o combustível será usado para a exportação de milho.

    "Ainda que a norma do Tesouro Americano fosse aplicada à Petrobras, o transporte de alimentos é 

    uma das exceções previstas no que a lei americana chama de 'Humanitarian Exception', ou exceção humanitária, que é uma licença geral para o transporte de commodities agrícolas, comida, medicamentos e equipamentos médicos", afirmou a dona dos cargueiros em nota ao G1.

    De acordo com O Estado de S.Paulo, outros dois navios iranianos aguardam para atracar no Porto de Imbituba, em Santa Catarina. Questionada pelo jornal, a Petrobras afirmou que não fornecerá combustível às embarcações, caso seja solicitado. O porto, porém, não faz abastecimentos, por isso, os navios devem seguir viagem. Não há detalhes sobre a rota.

    Navios de empresas de outros países que transportariam milho para o Irã puderam deixar o Brasil sem enfrentar nenhum problema. Segundo uma fonte da Petrobras, a situação é inédita. Por possuir ações na Bolsa de Nova York, a estatal ficaria impedida de negociar com empresas e países sancionados pelos Estados Unidos.

    Tensões entre EUA e Irã

    O impasse no Brasil ocorre num momento de aproximação entre Trump e o presidente Jair Bolsonaroe de conflitos entre Washington e Teerã. Desde que deixaram o acordo com o Irã, os Estados Unidos voltaram a impor sobre a economia iraniana todas as sanções que tinham sido suspensas após o pacto, incluídas medidas sobre o setor petrolífero.

    Teerã concordou em permanecer no acordo com a condição de que os outros signatários apoiassem seu desejo de ter acesso aos mercados internacionais. O governo islâmico, no entanto, começou a reduzir seus compromissos depois de um ano, ao constatar que não compensava seguir no acordo por causa da pressão americana.

    Nas últimas semanas, as tensões entre os dois países aumentaram após vários incidentes ocorridos no Estreito de Ormuz. Em junho, dois navios petroleiros foram atingidos por explosões na região. Os Estados Unidos culparam o Irã, que negou envolvimento. No mesmo mês, um drone americano foi abatido pelos iranianos, acirrando ainda mais a crise. Trump, disse que cancelou de última hora um ataque aéreo a alvos iranianos em represália à derrubada da aeronave não tripulada.

    O Estreito de Ormuz possui uma considerável importância para a economia do planeta: pela rota marítima entre o Irã e Omã passa um terço do petróleo mundial transportado pelo mar. Esse estreito representa, portanto, um elo importante entre os produtores de petróleo da região – Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque – e os mercados na Ásia, Europa e América do Norte.(DW) 

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  • Governo aprova registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 no ano

    O Ministério da Agricultura aprovou nesta segunda-feira (22) o registro de mais 51 agrotóxicos, totalizando 262 neste ano. O ritmo de liberação de novos pesticidas é o mais alto já visto para o período.

    Desse total, 7 são produtos formulados, aqueles que os agricultores podem comprar em lojas de insumos agrícolas. O princípio ativo sulfoxaflor, que controla insetos que atacam frutas e grãos, como a mosca branca e o psilídeo, está em 6 desses produtos

    O sulfoxaflor é relacionado à redução de enxames de abelhas e está em estudo no exterior. Segundo o governo, o uso do agrotóxico no Brasil deverá seguir as orientações estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

    Os agricultores terão algumas regras para uso, como evitar a aplicação em períodos de floração das culturas e seguir as dosagens máximas do produto e de distâncias mínimas de aplicação em relação à bordadura para a proteção de abelhas não-apis (aquelas sem ferrão).

    O ministério afirma que as restrições de uso do pesticida vão constar no rótulo dos produtos e serão estabelecidas de acordo com cada ingrediente e cultura.

    O sulfoxaflor teve o registro de uso industrial concedido no fim de 2018 e o produto formulado estava em avaliação final das autoridades ambientais. Depois de passar por consulta pública, o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ibama. (G1)

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